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Abrantes | Vacinação contra a covid-19 “não é prioritária” nos Centros de Dia

O plano nacional de vacinação contra a covid-19 arrancou na segunda-feira no concelho de Abrantes no que toca a IPSS e Casas de Acolhimento, prolongando-se até quinta-feira, mas o vereador do Bloco de Esquerda quis saber na última reunião de executivo municipal se estava previsto vacinar utentes e trabalhadores dos Centros de Dia, nomeadamente no que diz respeito à valência de apoio domiciliário. O presidente respondeu dizendo que serão vacinados mas não constam entre os prioritários, segundo as orientações da DGS.

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Esta terça-feira, 26 de janeiro, em reunião de executivo, falando sobre o plano nacional de vacinação contra a covid-19, no que concerne ao concelho de Abrantes na vacinação dos utentes e profissionais dos lares das Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) e de Casas de Acolhimento, o vereador Armindo Silveira começou por afirmar saber que os “Centros de Dia não têm conhecimento dessa vacinação”.

O eleito pelo Bloco de Esquerda quis saber se as IPSS com valência de apoio domiciliário iriam receber vacinas por estes dias, notando que atualmente “os Centros de Dia funcionam somente em apoio domiciliário” e perguntando “se até quinta-feira está prevista essa vacinação?”.

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E defendeu que o executivo deveria fazer chegar a informação da necessidade de vacinação nos Centros de Dia “por uma questão de transmissão. Quem faz o apoio domiciliário está tão ou mais em risco de transmitir, de ser infetado e passar o vírus na comunidade, do que nas estruturas residenciais porque vão a casa das famílias onde há interação. Era importante haver alguma urgência na vacinação”, referiu.

Em resposta, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos (PS), garantiu que a vacinação irá acontecer, a seu tempo, mas que não é prioritária, segundo a DGS.

“Os Centros de Dia e toda a dinâmica domiciliária”, profissionais e utentes, “serão vacinados” mas “em termos de prioridade, de organização do trabalho de planeamento, não são os primeiros. O plano vai começar pelas Casas de Acolhimento onde há concentração de pessoas e pelas IPSS onde há concentração de muitos idosos. E depois iniciaremos processos de vacinação nos Centros de Dia e para situações domiciliárias de maior risco”, explicou.

O presidente Manuel Jorge Valamatos garantiu ainda que o executivo municipal faz chegar informação, acompanha e apoia o Serviço Nacional de Saúde, também relativa ao plano de vacinação e da ação do Centro Hospitalar do Médio Tejo, designadamente no Hospital de Abrantes, para “tentar minimizar ou mitigar esta situação pandémica”.

“Continuamos a apoiar os profissionais de saúde a todo o tempo sempre que somos chamados a intervir”, sublinhou.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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