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Terça-feira, Janeiro 18, 2022
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Abrantes | Utentes de Alvega, Concavada e Pego entre os 40 mil da região sem médico de família

As freguesias de Alvega e Concavada bem como a freguesia do Pego, no concelho de Abrantes, estão novamente sem médico de família. Já “o médico que assegura a prestação de cuidados em Mouriscas está a exercer, mas a aguardar decisão da Caixa Geral de Aposentações relativamente ao seu pedido de aposentação”, confirmou ao mediotejo.net a Direção Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo.

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Diana Leiria acrescentou que “no concelho de Abrantes existem cerca de 8 mil utentes sem médico de família atribuído, com especial incidência em Alferrarede, Pego e Alvega. Para o atendimento destes utentes, o ACES Médio Tejo e a ARSLVT disponibilizam 52 horas médicas de prestação de serviços por semana, além da consulta de recurso na sede da UCSP de Abrantes, de segunda a sexta-feira, durante o período da tarde”.

Ou seja, os utentes que necessitem de uma consulta de recurso terão de tentar uma vaga durante a manhã mas a consulta apenas terá lugar da parte da tarde, na cidade de Abrantes.

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Questionada sobre o número de médicos de família em falta na região do Médio Tejo, Diana Leiria respondeu que “para garantir cobertura total de médico de família à população servida pelas unidades funcionais do ACES Médio Tejo precisaríamos de mais 23 médicos de Medicina Geral e Familiar, pois neste momento estão cerca de 40 mil utentes sem médico de família neste ACES”, sendo os concelhos de Ourém, Abrantes e Torres Novas aqueles que “neste momento estão mais carenciados”, indicou.

O nosso jornal questionou ainda a diretora executiva do ACES do Médio Tejo sobre a razão da Unidade de Saúde Familiar Beira Tejo, em Rossio ao Sul do Tejo, criada para servir as populações das freguesias do Sul do concelho de Abrantes, não dar resposta aos utentes das freguesias que atualmente não têm médico de família, como Alvega e Concavada e Pego.

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Diana Leiria disse que “os utentes das freguesias da área de influência da USF Beira Tejo que assim o desejem poderão inscrever-se nesta unidade funcional” mas apenas os “utentes residentes nas freguesias de Bemposta, São Facundo e Vale das Mós, S. Miguel de Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo e Tramagal”.

A Direção Executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Médio Tejo admitiu que “a capacidade de a USF Beira Tejo poder abranger as freguesias de Pego, Alvega e Concavada está dependente do aumento da sua equipa de profissionais”.

Do lado da Câmara Municipal de Abrantes, a vereadora com o pelouro da Saúde, Raquel Olhicas, deu conta das “situações relacionadas com a saúde dos abrantinos e com o acesso à mesma” serem “uma das prioridades do executivo” municipal.

Informou o nosso jornal que a Câmara está “a acompanhar de perto as situações de carência de médicos de família ao nível do concelho de Abrantes”, sublinhando ser uma situação “transversal ao país”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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1 COMENTÁRIO

  1. O facto de todos os autarcas socialistas estarem a “acompanhar” a falta de médicos de família nos seus concelhos, argumentando que esta é uma situação transversal ao país, não deixa de ser uma desresponsabilização da sua parte e também uma tentativa de desresponsabilizar o governo do seu partido. O certo é que em 2015 foi-nos prometido, pelo ainda Primeiro Ministro que o milhão de portugueses sem médico de família naquela data iriam, por fim, ter o seu problema resolvido caso ganhasse as eleições. O certo é que passados 6 anos de governação não foi dado um passo, a não ser mais financiamento para o sector privado da saúde, para que todos os portugueses tivessem mais e melhor acesso aos cuidados de saúde. Hoje são quase já dois milhões de pessoas sem médico de família, com tudo o que isso acarreta para cada um, obrigando ainda ao “entupimento” das urgências hospitalares. O que hoje acontece com a saúde está prestes a acontecer com a falta de professores, onde o número de reformas não é ocupado por novos colegas porque simplesmente não se planeou em devido tempo. Sendo a saúde o bem mais precioso de qualquer cidadão está visto que o slogan “juntos pelas pessoas” tão propagandeado pelos socialistas nas últimas autárquicas foi e é apenas na tentativa de ganhar mais uns votos. A verdade nua e crua é que, durante 6 anos, o governo ainda em funções não quis, ou não foi capaz, de tratar do assunto mais importante para todos os portugueses. A SAÚDE.

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