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Quarta-feira, Janeiro 26, 2022
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Abrantes | Utentes criticam atraso das obras na urgência do Hospital (C/VIDEO)

Os Utentes da Saúde do Médio Tejo criticaram hoje o atraso no arranque das obras no serviço de urgência do Hospital de Abrantes, que serve a população dos 13 municípios da região, tendo feito notar a sua “necessidade premente”.

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“Nos últimos quatro anos avançou-se no acesso e prestação de cuidados de saúde de proximidade, mas os Ministérios da Saúde e das Finanças não desbloquearam o processo das obras na urgência do Hospital de Abrantes e estas, a terminar mais uma legislatura, não começaram, prejudicando populações e profissionais, e colocando mesmo em causa a saúde pública”, disse à Lusa o porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (Santarém).

Para Manuel Soares, este é um problema que “tem de ser tratado” porque, alega, “o sítio por onde pode entrar uma pessoa estropiada (…) é a mesma urgência por onde qualquer um de nós pode entrar sem nos perguntarem absolutamente nada”.

Utentes da Saúde criticam atraso das obras na urgência do Hospital de Abrantes. Foto: mediotejo.net
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O representante dos utentes insistiu que estão em causa não só as condições da prestação de serviço para utentes e profissionais, como também “questões de segurança, em termos de saúde”.

O porta-voz da CUSMT sublinhou que “a necessidade premente de obras é reconhecida por utentes, profissionais, autarcas e todas as entidades que têm responsabilidades na prestação de cuidados hospitalares” na região abrangida pelo Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), que abarca as unidade hospitalares de Abrantes, Tomar, e Torres Novas, e que “as necessidades de requalificação estão identificadas há cerca de 15 anos”.

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Nesse sentido, a CUSMT anunciou que vai promover um abaixo-assinado e outras iniciativas públicas para exigir as obras na urgência de Abrantes e reclamou que as candidaturas distritais às legislativas de 06 de outubro “expressem publicamente o compromisso de discriminar positivamente o setor da saúde em sede orçamental e, consequentemente, a inscrição de verba para as obras na urgência de Abrantes”.

 

As obras de requalificação, modernização e expansão das Urgências Médico-Cirúrgicas no Hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), vão custar 2,1 milhões de euros e deveriam ter começado na primavera deste ano 2019, foi anunciado a 13 de novembro de 2018.

“A grande empreitada de requalificação das Urgências Médico Cirúrgicas vai começar a partir da primavera do ano que vem, estando orçada em cerca de 2,1 milhões de euros”, disse naquele dia aos jornalistas o presidente do conselho de administração do CHMT.

Questionado na ocasião sobre as garantias financeiras por parte do Governo para o investimento anunciado, Carlos Andrade afirmou que “todo o trabalho tem sido desenvolvido em consonância com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e com o Ministério da Saúde”.

Sobre o atraso na requalificação das Urgências Médico-Cirúrgicas do Hospital de Abrantes, obras que foram anunciadas em várias ocasiões, Carlos Andrade apontou para “complexidades de ordem técnica” que condicionaram o desenvolvimento do projeto de intervenção, tendo, no entanto, assegurado que os mesmos “estão concluídos e em fase de começar a preparar o caderno de encargos”.

Questionado hoje pela Lusa, o Conselho de Administração do Centro Hospitalar disse que o processo da obras de requalificação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, instalado na Unidade Hospitalar de Abrantes, é “tecnicamente complexo, com diversas fases e projetos de especialidade em arquitetura e em engenharia e que se encontram em fase final de tramitação nos serviços do Ministério da Saúde e visando a autorização das respetivas obras de requalificação”.

O Conselho de Administração do CHMT, EPE, realçou ainda que, “nos últimos anos e em articulação com a tutela, foram efetuados avultados investimentos em infra-estruturas e em equipamentos que beneficiaram os mais variados Serviços clínicos deste Centro Hospitalar, incluindo o Serviço de Urgências Médico-Cirúrgico”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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