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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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Abrantes | Utente acusa médico de agressão na Urgência do Hospital

Uma mulher que se deslocou ao Serviço de Urgência do Hospital de Abrantes, na tarde desta terça-feira, acusa um médico de agressão, depois de seis horas de espera. Telma Correia, residente em Abrantes, recorreu à Urgência devido a uma dor de garganta mas acabou por sair sem ser medicada e com uma lesão num braço. A utente chamou a Polícia de Segurança Pública ao local e, segundo disse ao mediotejo.net, formalizou queixa contra o médico junto da PSP. O mediotejo.net obteve junto do CHMT a confirmação da abertura de um processo interno de averiguações.

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Após seis horas sem ser consultada, no Hospital de Abrantes, Telma Correia afirma ter sido agredida pelo médico que prestava serviço na Urgência, ficando com marca da agressão num dos braços.

A utente, que se deslocou ao Serviço de Urgência com uma dor de garganta, afirma ter aguardado durante cinco horas antes de pedir informações ao médico relativamente ao tempo de espera da consulta. Telma garante que o médico recusou prestar as indicações pedidas e fechou-lhe “a porta na cara”, disse ao mediotejo.net.

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“Fiquei chocada e imediatamente pedi o livro de reclamações”, contou.

Cerca de uma hora depois, Telma diz ter voltado a questionar o médico de serviço sobre o tempo de demora na Urgência. Perante a “atitude de desagrado” e o “resmungar” do médico, interrogou “se iria de novo fechar-me a porta na cara. Disse-lhe que estava há mais de uma hora sem chamar ninguém e que enquanto agarrava o telemóvel ou o computador as pessoas estavam à espera”.

Segundo afirma, foi quando o médico a agarrou pelos braços e a puxou “à força para o consultório, porque me queria mostrar o que estava a fazer no computador”.

A utente chamou a Polícia de Segurança Pública ao Hospital de Abrantes. “Expliquei o que se passou, os agentes falaram com o médico”. Telma dá conta que o mesmo alega “invasão” do seu espaço de trabalho.

Esta quarta-feira a utente formalizou a queixa junto da PSP de Abrantes, sendo notificada para encaminhamento ao gabinete do Instituto de Medicina Legal para a validação da lesão por profissionais de saúde. “Um procedimento normal” em caso de processo criminal, segundo explicou ao mediotejo.net o comissário da PSP de Abrantes, Daniel Marques.

Fotografia da lesão de Telma Correia

O mediotejo.net contactou então a PSP, com o comissário Daniel Marques a confirmar a presença de uma patrulha no Hospital de Abrantes na sequência da queixa de Telma Correia, registando o conflito mas não sendo presenciada qualquer agressão.

“Vai ser aberto um inquérito e foi comunicado ao Ministério Público”, disse o responsável da PSP, confirmando ainda terem sido identificados o médico em causa e algumas pessoas que presenciaram a ocorrência. Explicou que os testemunhos serão posteriormente recolhidos em sede de inquérito.

“Não quero ganhar nada com esta queixa, mas que o médico seja punido de alguma forma para que não se repita. Se os utentes vão ao hospital é porque não estão bem”, acrescentou Telma, que acabou por sair do Serviço de Urgência sem ser consultada e sem voltar a falar com o profissional de saúde em causa. Questionada se o médico havia pedido desculpa, Telma negou.

Junto do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), o nosso jornal obteve a confirmação da abertura de um procedimento interno de averiguação das circunstâncias dos factos denunciados.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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