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Sábado, Julho 24, 2021

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Abrantes | “Um sítio tão bom para se viver”, segundo Raquel Ochoa

“Eu não tinha noção que Abrantes era um sítio tão bom para se viver”, foram estas as primeiras palavras de Raquel Ochoa, ilustre escritora de livros de viagens, no dia 21 de abril, na biblioteca da Escola Manuel Fernandes, em Abrantes. Raquel relatou que ficou surpreendida tendo revelado que a cidade possuí uma séria de equipamentos que proporcionam uma excelente qualidade de vida aos seus moradores.

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Rachel está em Abrantes em “Residência Artística”, para escrever um livro “meio policial”, sobre o próprio concelho, juntamente com o desenhista Pedro Cabral e outros artistas, que será lançado no próximo ano. “Tirem os turistas de Lisboa”, disse sorridente e a brincar, e disse para os professores e alunos presentes que a capital do país está lotada de estrangeiros e que Abrantes tem todo o potencial para os atrair.

O livro recente da autora, “O vento dos outros”, faz parte de um apanhado de experiências vividas em países da América do Sul, nomeadamente Costa Rica, Peru, Chile, Argentina e o Brasil.

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Foto: CM ABT

“Os macacos que urram como leões”, descreveu entre risos a escritora a respeito de uma experiência que viveu numa floresta na Costa Rica. Sozinha e a andar por trilhos, começou a ouvir rugidos e, espantada, pensou: “não há leões na América do Sul”. Visualizou então “rabos a abanarem” e percebeu que o som provinha das árvores.

A partilha de vários momentos em que experimentou emoções diversas como alegria, espanto, susto e até mesmo um choque cultural, onde afirmou “sentir nojo”, de cheiros e de comidas do próprio local onde estava, escusando-se a revelar o local de tais sensações.

Num lugar por onde viajava, no mundo profundo, um índio veio em sua direção enquanto ela conversava com dois amigos num café. Ele perguntou, “vocês são portugueses?” Quando responderam que sim, ele falou entusiasmado, “eu já li José Saramago”. Raquel que estava com 24 anos, naquela altura, confessou que não havia lido nenhum dos livros de Saramago.

“Passamos a vida a interpretar”, foi o que a escritora, de 37 anos, explicou, pois quando as pessoas se levantam da cama e abrem os olhos, já começam a interpretar o seu próprio ambiente. Existe uma certa capacidade de cada um fazer a sua interpretação, por exemplo, de perigo ou de segurança, mas há uma diferença quando interpretamos o ambiente dos outros na sua própria cultura.

Formada em Direito, quando terminou o curso sabia que não queria ser advogada, mas também não sabia o que queria, quando, no meio de uma viagem pela Europa, de inter-rail, acompanhada de dois amigos, um deles que já possuía mais experiência de viagens disse-lhes, “vocês não sabem de nada. Quando uma pessoa muda de continente até a terra muda de cor”, e foi então que a curiosidade dela foi despertada para conhecer lugares diferentes. E as tais outras cores da vida e das terras.

Rachel Ochoa disse já ter feito de tudo um pouco para financiar as suas viagens, inclusive servir à mesa em cafés, limpeza e outros tipos de trabalhos. Antigamente pensava que as pessoas mais conhecidas eram filhos de famílias influentes, mas hoje diz conhecer um pouco mais de perto a realidade de alguns e, por isso respeita a trajetória de cada um, deixando um pouco da sua na Abrantes que também abraçou.

Vinicius Alevato, 30 anos, estudante de comunicação, está a aprender a
observar uma região com o olhar atento aos factos. Acredita no
jornalismo de proximidade e na importância de servir as pessoas através
da boa informação.

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