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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Abrantes | Um fim de semana em cheio em Rio de Moinhos

O fim de semana de 1 e 2 de julho foi um verdadeiro “três em um” na aldeia de Rio de Moinhos, Abrantes. Três eventos reunidos num fim de semana e que juntou largas centenas de pessoas: XIII Encontro Nacional dos Rio de Moinhos de Portugal, Festival de Doçaria e Artesanato da Zona Norte do Concelho de Abrantes e o 2° Entre Margens.

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Tal como acontece desde há 13 anos, este ano mais uma vez as seis freguesias portuguesas com o topónimo Rio de Moinhos reuniram-se para mais um encontro. Além do anfitrião Rio de Moinhos do concelho de Abrantes participaram as freguesias com o mesmo nome dos concelhos de Arcos de Valdevez, Penafiel, Sátão, Borba e Aljustrel.

Cinco presidentes de junta de Rio de Moinhos (foto: mediotejo.net)

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Vieram autarcas e delegações de riomoinhenses que trouxeram até à margem do Tejo um pouco da sua cultura e tradições.

“Foi uma ideia louca que ganhou raízes e persiste até hoje”, afirmou o presidente da Junta, Rui André, sublinhando que já vão na “terceira volta a Portugal” proporcionando “momentos de convívio, amizade e felicidade”. No próximo ano será no concelho de Penafiel.

Sessão de abertura decorreu na sede social da Freguesia (foto: mediotejo.net)

Nos stands de cada uma das freguesias Rio de Moinhos, instalado no recinto do centro escolar, estavam representadas algumas das suas potencialidades. Na visita inaugural, a vereadora da educação da Câmara de Abrantes, Celeste Simão, acompanhada pelo presidente da Junta, Rui André, foram provando algumas das especialidades gastronómicas das várias localidades Rio de Moinhos e tomando contacto com a realidade de cada uma.

Filarmónica Riomoinhense (Abrantes) atuou na abertura do evento (foto: mediotejo.net)

Outros stands eram ocupados com representações das Juntas de Freguesia de Aldeia do Mato e Souto, Carvalhal, Fontes e Martinchel, além da freguesia anfitriã. Aqui se divulgava o melhor da doçaria e do artesanato de cada uma das localidades.

Ao longo do fim de semana o espaço foi animado com um variado programa que incluiu Bandas Filarmónicas, Ranchos Folclóricos, Noite de Fados e Festa Jovem. Na vertente desportiva decorreu o habitual Torneio de Futsal disputado entre as várias equipas riomoinhenses, Jogos Tradicionais e um Passeio Pedestre.

Vereadora Celeste Simão, acompanhada pelo presidente da Junta, Rui André visitam um dos stands (foto: mediotejo.net)

Destaque para a atuação, no sábado à noite, da fadista brasileira Fátima Fonseca que, apesar de residir no outro lado do Atlântico, faz questão de manter a ligação à sua terra, Rio de Moinhos, no concelho de Sátão.

Um livro que é “o sentir do povo”

Momento alto do fim de semana aconteceu logo na abertura no sábado de manhã com a apresentação do livro “Rio de Moinhos – O Rio e a Fé” com autoria de Rui André e coautoria de Sónia Pacheco, uma obra que pretende perpetuar a alma do povo riomoinhense, através de registos, essencialmente fotográficos.

Sónia Pacheco e Rui André, autores do livro “Rio de Moinhos – O Rio e a Fé” (foto: mediotejo.net)

É o resultado de uma recolha e investigação do atual Presidente da Junta que, desde que chegou de França em 1986, tinha então 15 anos, começou a interessar-se pela história local.

São 134 páginas que é uma viagem no tempo ao passado de Rio de Moinhos a nível do património, tradições e das suas gentes. O livro é profusamente ilustrado com fotografias do século XX, o que despertou a curiosidade de muitos habitantes na tentativa de identificar rostos e locais de outros tempos.

Os três autores do prefácio com os autores do livro (foto: mediotejo.net)

Sendo filho de emigrantes, Rui André disse que o livro é “uma homenagem a quem passou por cá”, “em respeito pelo passado, pelo presente e para o futuro”. “A nossa freguesia merece”, concluiu.

Sónia Pacheco, coautora do livro, mostrou-se orgulhosa pela obra, caracterizando-a como “o viver do nosso povo” “para que as futuras gerações percebem aquilo que foi o passado”.

Confraria Ibérica e a “causa do Tejo”

A abrir este “fim de semana intenso” interveio também João Serrano, presidente da Confraria Ibérica do Tejo, associação criada em março deste ano em Vila Franca de Xira que já congrega 125 pessoas, oriundas de 55 localidades desde Almada a Aranjuez.

João Serrano, presidente da Confraria do Tejo, e Rui André, presidente da Junta (foto: mediotejo.net)

O objetivo é “tentar contribuir para que as pessoas se aproximem e se voltem novamente para o Tejo”, porque “se as pessoas estão aqui é por causa do Tejo”.

Essa aproximação aconteceu por exemplo em maio com o cruzeiro religioso e cultural do Tejo entre Vila Velha de Rodão e a marina de Oeiras, que envolveu 8.025 pessoas. “Foram 14 etapas, 47 paragens, ligámos todos os concelhos ribeirinhos, juntas de freguesias e paróquias”, realçou João Serrano.

Entusiasmado, o responsável referiu o trabalho realizado até hoje pela confraria não só nos concelhos ribeirinhos do Tejo em Portugal, como também em Espanha.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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