- Publicidade -

Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
- Publicidade -

Abrantes | Trabalhadores manifestam-se no sábado contra encerramento da Central do Pego

No próximo sábado, dia 13 de novembro, o Siesi – Sindicato das Indústrias Eléctricas do Sul e Ilhas, da CGTP-IN, anunciou que irá estar com trabalhadores da Central Termoelétrica do Pego junto à Câmara Municipal de Abrantes, numa manifestação que terá início às 14:30, “com o propósito de exigir ao Governo que reverta a decisão de encerramento” daquela unidade, previsto para o final deste mês.

- Publicidade -

“Dizemos não ao encerramento da Central Termoelétrica do Pego”, para “defender o emprego a economia regional e nacional”, explica o Sindicato num comunicado enviado às redações. 

Sobre o processo de transição energética em curso, dizem rejeitar “mais um encerramento, que irá trazer consequências desastrosas para a economia regional e nacional”. Depois do encerramento de Sines e da refinaria de Matosinhos, no ano passado, “chegou a vez de mais uma unidade tecnologicamente avançada, com todo o potencial para continuar a contribuir para o aprovisionamento nacional em eletricidade” ser fechada, o que, consideram, deixará Portugal mais exposto “à instabilidade energética internacional e aos aumentos do preço da eletricidade”.

- Publicidade -

O saldo importador, referem, “nos últimos três meses situou-se acima dos 22%, ou seja, não se produz em Portugal electricidade suficiente e, assim, importa-se de Espanha (e França) energia gerada em centrais a carvão que emitem o dióxido de carbono que o governo diz querer evitar”.

O sindicato considera que há “uma total ausência de estratégia energética que acautele o seguro aprovisionamento nacional, a competitividade da economia nacional, e, pior ainda, de uma política de emprego socialmente responsável e sustentável”.

A resolução dos problemas ambientais em geral, e dos climáticos em particular, “não passa pelo encerramento atabalhoado de importantes unidades industriais”, concluem.

Nessa iniciativa, será apresentado aos trabalhadores um documento, para ser assinado por aqueles que assim entenderem, exigindo “que seja colocado termo a uma decisão que, a concretizar-se, terá efeitos muito negativos no plano económico, social e, até, ambiental”.

A Central Termoeléctrica do Pego é a última unidade a produzir energia a carvão no país, tendo o governo decidido que a sua atividade deveria terminar até 30 de novembro de 2021. O futuro da Central, que passará por uma reconversão para um cluster de produção de energias verdes, vai ser decidido apenas em 2022, depois do adiamento dos prazos previstos no concurso público que o governo lançou em setembro para concessionar aquele ponto de injeção na rede elétrica nacional. 

Os acionistas maioritários da Tejo Energia têm reiterado que o governo levou a leilão um bem que lhes pertence por direito e entregaram uma providência cautelar no Tribunal de Leiria contestando o procedimento, bem como uma ação paralela em que é pedida uma indemnização de 290 milhões de euros ao Ministério do Ambiente.

NOTÍCIA RELACIONADA

Abrantes | Os dados estão lançados: Central do Pego entrou em concurso público

 

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome