Abrantes | Trabalhadores dos CTT cancelam greve após cedência da empresa, que vai contratar mais carteiros

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) cancelou a greve parcial que os trabalhadores dos CTT de Abrantes cumpriam diariamente até ao dia 10 de julho. Hoje ainda estiveram em paralisação parcial mas a empresa cedeu às reivindicações, nomeadamente de reforçar o serviço com mais carteiros. O delegado sindical Paulo Fontinha avançou ao mediotejo.net que empresa se comprometeu a contratar mais 9 pessoas, que estarão ao serviço já na próxima segunda-feira.

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O delegado sindical Paulo Fontinha, do SNTCT, confirmou ao nosso jornal que os trabalhadores dos CTT de Abrantes decidiram cancelar a greve, depois da ação de luta que, esta quarta-feira, 8 de julho, ainda decorreu em frente ao Quartel de Abrantes, pela contratação de mais carteiros.

“É uma grande vitória para a população em geral” afirmou ao mediotejo.net, por seu lado, a dirigente sindical Dina Serrenho, agradecendo também ao poder autárquico pelo empenho na resolução do problema.

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Esta quarta-feira, após as duas horas de greve parcial, das 07h30 às 09h30, “os trabalhadores reuniram e decidiram cancelar a greve. Era a única atitude a tomar depois da empresa ceder às nossas reivindicações”, disse Paulo Fontinha.

As reivindicações passavam por “melhores condições de trabalho e pela contratação de mais recursos humanos”, ou seja carteiros, “na defesa da qualidade do serviço público postal”, explicou Dina Serrenho.

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E a equipa de Abrantes foi reforçada em números: “Haviam nove vagas e a empresa comprometeu-se em contratar nove pessoas. Ontem entrou uma pessoa ao trabalho, hoje entram mais duas e faltam outras duas que o diretor distrital dos CTT garantiu que seriam colocadas na próxima segunda-feira” em Abrantes, acrescentou o delegado sindical.

Ou seja, neste momento “estão todos os postos de trabalho ocupados”, assegura Dina Serrenho. Na verdade, o número de contratados ultrapassa os nove, pois a equipa conta atualmente com “25 trabalhadores”, indica a sindicalista. Além dos “oito efetivados, são 11 temporários para ajudar a organizar o serviço e a escoar o correio acumulado que, neste momento, tem um atraso na entrega de mais de 3 semanas, e sendo dois para substituir doentes de longa duração”, explica.

Os onze trabalhadores temporários têm contratos de quatro e seis meses para “substituição de trabalhadores em férias e substituição de trabalhadores doentes, mas não quer dizer que no final dos contratos esses não possam ser renovados”, vinca a dirigente sindical.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações cancela assim a greve que os carteiros de Abrantes realizavam desde o dia 29 de junho, durante 10 dias, até ao dia 10 de julho. Ontem, Paulo Fontinha disse ao nosso jornal que se a empresa não reforçasse a equipa com mais carteiros, as ações de luta não iriam parar, admitindo até paralisação total.

Em causa está o serviço público postal, com correio por entregar com várias semanas de atraso. No primeiro dia de greve a dirigente sindical Dina Serrenho disse ao mediotejo.net que os CTT de Abrantes encontram-se “muito reduzidos” em meios humanos.

“Não somos capazes, dentro do nosso horário – e muitas vezes dando horas e não almoçando –, de entregar o correio, e que sabemos que faz falta aos destinatários. Vestimos a camisola, gostamos do que fazemos, somos profissionais e a população quando vê o carteiro passar na rua pensa que não há correio, quando efetivamente está retido no Centro de Distribuição Postal”, referiu.

Uma situação que classificava como “muito grave”, com trabalhadores “muito cansados” e que não sabem o que dizer perante as reclamações dos utentes. No Médio Tejo “são muitos os Centros de Distribuição Postal com, seguramente, três semanas de correio dentro de caixas em que ninguém mexe”, disse.

Agora, com a “empresa a cumprir aquilo que prometeu, pela população de Abrantes, os trabalhadores manifestam-se satisfeitos por poderem entregar correspondência a quem de direito” atempadamente, conclui Dina.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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