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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Abrantes | Techframe vê apoiado posto de trabalho qualificado, eleito do BE discorda

A Techframe – Sistemas de Informação S.A candidatou-se ao programa de incentivo à mão de obra qualificada para empresas instaladas no Parque Tecnológico do Vale do Tejo, em Alferrarede, da Câmara Municipal de Abrantes. A empresa cria mais um posto de trabalho mas o valor que propõe pagar ao trabalhador qualificado, abaixo do salário mínimo nacional, não gerou unanimidade em reunião de executivo tendo o BE votado contra.

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O apoio à contratação de emprego qualificado, no âmbito do Regulamento e Apoio à Criação de Emprego Qualificado, no valor de 5.880,00 euros (cinco mil oitocentos e oitenta euros), repartido por 3 anos económicos, foi aprovado por maioria em reunião de executivo camarário com o voto contra do vereador do Bloco de Esquerda, esta quarta-feira, 15 de abril.

Armindo Silveira leu uma declaração de voto onde lembrou que “na documentação que serve de suporte à candidatura de criação de um emprego qualificado, a Techframe menciona o extenso currículo do candidato do qual destacamos a referência à sua “experiência comprovada na gestão de equipas de formação e de apoio a artistas na área 3D (…) o que permite (…) também, uma grande oportunidade [para] os alunos em formação na ESTA terem o apoio de um profissional altamente qualificado e com experiência comprovada com equipas internacionais de primeira linha que operam nesta área no Reino Unido e na indústria de jogos digitais na Polónia (…)”.

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No entanto, vincou o vereador, a Techframe “irá pagar 600 euros de remuneração mensal iliquida, um valor abaixo do salário mínimo nacional que desde o dia 1 de janeiro de 2020 é de 635 euros”.

No entender do eleito pelo Bloco de Esquerda a aprovação desta candidatura implicará que a Techframe, no primeiro ano do contrato, contribua com “a módica quantia de 390 euros para o salário mensal e, no segundo ano, com 495 euros. E isto vindo de uma empresa multinacional líder de mercado no setor das soluções da propriedade industrial em Portugal”, nota.

Em resposta à posição do vereador do BE, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, explicou que o executivo “não condiciona empresas nem impõe tectos salariais, apenas apoia a criação de postos de trabalho”, considerando que Armindo Silveira baralhava os assuntos.

“Não podemos apoiar salários só acima de mil euros” reforça Manuel Valamatos questionando se Armindo Silveira “é ou não favorável” ao Regulamento e Apoio à Criação de Emprego Qualificado ao que o vereador respondeu favoravelmente quanto ao programa, discordando com “a política de baixos salários promovida e apoiada pelo executivo” da Câmara Municipal de Abrantes.

Lamentando que “não tenha sido alterada”, Armindo Silveira solicitou ainda ao executivo que “repense esta política de apoios, pois contribui para o aumento das desigualdades sociais e salariais entre trabalhadores da mesma categoria e, decididamente, não é uma boa referência para o Tecnopolo, Parque Tecnológico do Vale do Tejo”, considerou.

O presidente reforçou a ideia anterior dizendo que a Câmara “não coloca condições nos aspetos salariais”.

A Techframe é uma empresa multinacional, com sede na Parede, que surgiu em março de 2000, com o objetivo de se tornar uma empresa de investigação, desenvolvimento e comercialização de sistemas informáticos complexos para mercados verticais, com necessidades específicas ainda não cobertas por nenhum produto no mercado. Isto levou o portfólio de produtos da empresa para o nível mais elevado de integração e complexidade, e, consequentemente, de valor.

A empresa implementou-se em 2017 no Tagusvalley com a intenção de se envolver na criação de um cluster de Jogos Digitais na região, para aproximar a academia e a indústria na partilha de recursos disponíveis e na participação ativa em projetos nacionais e internacionais.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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