Abrantes | Tagusvalley com apoio municipal de 250 mil euros em 2021

A Tagusvalley, entidade gestora do Parque de Ciência e Tecnologia de Abrantes, viu aprovada uma injeção de 250 mil euros pela Câmara Municipal de Abrantes, para o ano de 2021. A proposta do PS mereceu o voto contra do BE à semelhança de que tem acontecido com outras propostas de financiamento da Tagusvalley. Desta vez o PSD não optou pela abstenção e votou favoravelmente.

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A maioria socialista e o vereador do PSD aprovaram, com o voto contra do BE, uma despesa no montante de 250.000,00 euros para celebração de contrato-programa com a Tagusvalley para o ano de 2021. A despesa só terá incidência no próximo ano, encontrando-se prevista no Orçamento Municipal, nomeadamente no PAM – Plano de Atividades Municipal.

O presidente da Câmara justificou tal financiamento com a necessidade de Abrantes ter o Parque de Ciência e Tecnologia “a todo o vapor”. Manuel Jorge Valamatos lembrou que no Parque têm sido criados, ao longo dos anos, “muitos postos de trabalho” representando este montante “um apoio às nossas empresas”, principalmente num momento “em que se fala na transição justa, do fundo comunitário europeu”.

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Considera, por isso, “muito importante termos o Parque de Ciência e Tecnologia em grande afirmação. É decisivo”, afirmou.

Para Manuel Jorge Valamatos “da mesma forma que apoiamos o tecido desportivo, social e cultural temos de apoiar o nosso Parque de Ciência e Tecnologia ao serviço das nossas empresas e ao serviço de criação de novos postos de trabalho”.

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Contudo, da parte do Bloco de Esquerda este financiamento não é consensual. Armindo Silveira lembrou que o seu partido sempre defendeu que “as verbas de apoio ao investimento na Tagusvalley deveriam ser de escrutínio público” e afirmou ter sido retirada do site da Tagusvalley “a informação que há um ano tinha colocado, nomeadamente o Plano de Atividades e Orçamento quando o acordado era que lá iriam permanecer para quem quisesse consultar. É uma atitude incompreensível e que dever merecer um pedido de explicações por parte do sr. presidente da Câmara”, disse.

No que diz respeito ao Orçamento Municipal para 2021 “mais uma vez a A.Logos e a Tagusvalley enviam documentos que não permite escrutinar e avaliar o planeamento e a execução dos seus orçamentos”, referiu Armindo Silveira.

Para o Bloco de Esquerda, o executivo socialista encontrou “a forma para fazer novo investimento, através destes contratos programa pois o Município de Abrantes já não o consegue através de aquisição de unidades de participação por atingir o limite de 96%. Alguns dos indicadores que constam do contrato programa e que eram da responsabilidade da Câmara passam para a Tagusvalley”.

Além disso, acrescenta o vereador do BE, “já perdemos a conta aos milhões ‘injetados’ pelo Município e podem até ser injustas as nossas intervenções mas para nós dinheiro público deve ser escrutinado pelos munícipes”, disse, insistindo na “prestação de contas”.

Em resposta, Manuel Jorge Valamatos vincou ser o Parque de Abrantes “o único do distrito”. E declarou também ele próprio já ter perdido a conta aos milhões que a Câmara Municipal investiu “nas nossas associações desportivas, culturais, sociais, na Educação, na Saúde”, garantindo que sob a égide do Partido Socialista “continuaremos a fazê-lo”.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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