Abrantes | Tagus RI: 24 anos dedicados ao desenvolvimento local (c/vídeo)

Foto: mediotejo.net

A Quinta da Eira Velha, em Aldeia do Mato, um dos projetos de turismo rural apoiados pela TAGUS, foi o local escolhido para acolher esta quinta-feira, dia 23, a sessão comemorativa do 24ª aniversário da Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior. Conceição Pereira, coordenadora desta Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, referiu ao mediotejo.net que os últimos 24 anos têm sido de muito trabalho e dedicação ao desenvolvimento local, esperando-se um ano positivo em 2018, uma vez que se perspetiva ser “um ano de investimento para o nosso território: Abrantes, Constância e Sardoal”.

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“O nosso objetivo continuará a ser sempre o mesmo: de desenvolver o meio rural, de melhorar as suas populações, de valorizar os recursos endógenos e os produtos locais. Ajustando-nos, mas com objetivos bem claros e delineados”, disse Conceição Pereira, coordenadora da Tagus RI.

A mesma responsável frisou os trabalhos “de parceria, de uma equipa dedicada a agentes no território, bem focada em áreas dos produtos locais, do turismo, das dinâmicas, na área social, na agricultura. Procurando sobretudo ajudar no incremento da qualidade de vida das populações rurais, no combate ao êxodo rural, e no complemento familiar no que toca à economia”.

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No âmbito do DLBC (Desenvolvimento Local de Base Comunitária) estão já abertos quatro avisos, que representam 810 mil euros de apoio, cerca de 1 milhão e 600 mil euros de investimento. Estão disponíveis informações e linhas de apoio no site da TAGUS, sendo certo que estão ainda previstas sessões de esclarecimento no território.

Estes avisos relacionam-se com pequenos investimentos em explorações agrícolas, pequenos investimentos na transformação e comercialização de produtos agrícolas, diversificação de atividades na exploração agrícola e promoção de produtos locais. O fecho dar-se-á no início de 2018, entre janeiro e março, podendo ser consultadas informações sobre os mesmos no site da TAGUS.

A TAGUS foi constituída em 26 de Novembro de 1993, fruto de uma parceria público-privada e surgiu para dar resposta na promoção do desenvolvimento de projetos do mundo rural nos concelhos de Abrantes, Constância e Sardoal.

Tem tido um papel ativo junto de empresas, promotores em nome individual e associações locais na promoção e comercialização dos produtos regionais, na valorização do património e da identidade cultural, sendo já uma entidade referência na receção e gestão de candidaturas a fundos comunitários dirigidos ao mundo rural.

Na cerimónia esteve também a presidente da direção da TAGUS para o próximo triénio, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, bem como o presidente da Câmara Municipal do Sardoal, Miguel Borges, responsável pela tesouraria.

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Maria do Céu Albuquerque notou, em jeito de balanço, o “trabalho com registo muito positivo” que só se faz “porque tem técnicos habilitados estes desafios por diante, mas essencialmente porque tem promotores no terreno que são capazes de executar, porque se assim não fosse, por muito bons que fossem os incentivos, por muitos bons que os técnicos fossem, os projetos ficariam parados no papel, não teriam execução e portanto o nosso território definharia e continuaria na tendência natural do abandono do mundo rural em detrimento das zonas mais cosmopolitas, há procura de outras oportunidades”.

“Felizmente que no nosso território temos produtores que acham o contrário, acham que vale a pena investir no nosso território, nos nossos produtos endógenos e com isso acrescentarem valor à nossa economia local, regional e nacional”, uma vez que contribuem também “para o desenvolvimento social pela criação e manutenção de postos de trabalho”.

A autarca frisou ainda que “é fundamental que continuemos a ter condições para prestar este serviço, continuar esta missão que é determinante para o sucesso do nosso território”.

Também na mesa solene esteve a diretora da Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Elizete Jardim, e Rui Rafael, coordenador da Área de Desenvolvimento Local na Autoridade de Gestão do PDR2020.

Elizete Jardim, que esteve na génese da criação da TAGUS, disse não saber o que virá no futuro. “Neste momento estamos a discutir os primeiros passos do que vai ser a reforma da PAC, portanto não sabemos o que vai ser no futuro. Mas eu não tenho dúvidas nenhumas que, com mais ou menos dificuldades continuarão a fazer o vosso trabalho”, disse.

A diretora regional da DRAPLVT trouxe ainda um pequeno vídeo, que ilustrava diversas ações da TAGUS nos últimos anos, referindo ser ” a evidência” do que tem sido o importante trabalho daquela entidade. “Mais diversificado que isto não é possível. Qualidade, imagem, bons resultados”, concluiu.

Também na sessão, entre as várias intervenções sobre o desenvolvimento local nos últimos 24 anos, estiveram beneficiários de projetos que integram o DLBC Rural do Ribatejo Interior, que puderam apresentar os seus projetos apoiados pela TAGUS.

O Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC) é o novo instrumento proposto pela Comissão Europeia para projetos locais, de natureza comunitária.

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