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Quinta-feira, Maio 13, 2021

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Abrantes | Surto na Maria Lucília Moita gera 11 infeções e afeta outras escolas da cidade (c/ÁUDIO)

O surto que se regista em Abrantes e que levou ao encerramento da Escola Básica Maria Lucília Moita gerou até hoje 11 casos positivos, diretos e indiretos, entre alunos, encarregados de educação e um funcionário, e tem ramificações noutros estabelecimentos de ensino na cidade com várias turmas em isolamento na Escola do 1º Ciclo António Torrado, na Escola de Chaínça, Escola Manuel Fernandes e Escola Solano de Abreu.

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O caso mais recente de covid-19 foi detetado esta terça-feira num encarregado de educação que tem duas crianças a frequentar a escola António Torrado, tendo as respetivas duas turmas entrado em isolamento profilático como medida preventiva para evitar a propagação do vírus, disse ao mediotejo.net a Delegada de Saúde Pública do ACES Médio Tejo. Maria dos Anjos Esperança fez ao nosso jornal um ponto de situação relativamente à evolução deste surto, o único que obriga a ter ao dia de hoje uma escola no Médio Tejo fechada, ou seja, com regime de aulas não presencial.

ÁUDIO: DELEGADA DE SAÚDE PÚBLICA ACES MÉDIO TEJO: 

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As autoridades de saúde do Médio Tejo determinaram na quinta-feira, dia 15 de abril a suspensão do regime presencial de aulas por um período de 14 dias na Escola Básica Maria Lucília Moita, em Abrantes, devido a um surto de covid-19 que começou numa mãe de um aluno e que afeta hoje 11 pessoas, das quais quatro crianças,  encarregados de educação e uma funcionária. A escola agrega cerca de 150 crianças do pré-escolar e do ensino básico.

Todos os alunos da Escola António Torrado vão ser submetidos a testes esta quarta-feira apesar de não haver qualquer criança infetada nesta escola na Encosta da Barata, a exemplo, aliás, do que sucede em outros estabelecimentos escolares que estão com turmas em isolamento, não por infeções em crianças, mas sim por contactos de risco de contágio. No total estão hoje 11 pessoas infetadas com origem na Escola Básica Maria Lucília Moita.

Abrantes apresenta ao dia de hoje um índice de transmissibilidade de 88 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e tem 73 pessoas em vigilância ativa, um número que amanhã vai aumentar tendo em conta as duas turmas que entraram hoje em isolamento na Escola António Torrado.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes apelou hoje ao cumprimento das regras sanitárias para que o município não regrida no contexto epidemiológico. Manifestando-se “preocupado” com a subida do índice de casos de covid-19 por 100 mil habitantes, Manuel Jorge Valamatos pediu “cautela” em relação à pandemia para que o concelho não venha a retroceder no processo de desconfinamento.

O município de Abrantes não integra a lista de concelhos que atingiram a barreira dos 120 casos por 100 mil habitantes mas, apesar de ter avançado para a terceira fase de desconfinamento, a situação com 30 novos casos de covid-19 no concelho nos últimos 14 dias exige, segundo o edil, uma particular atenção dos munícipes, até porque o índice de transmissibilidade está nos 88 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, segundo os dados do ACES Médio Tejo.

“Um valor que nos deixa preocupados porque podemos sair deste processo, da terceira fase de desconfinamento, o que iria provocar situações de maior fragilidade na própria comunidade”, disse Manuel Jorge Valamatos (PS), em reunião de executivo, sublinhando que as questões de saúde pública estão sempre em primeiro lugar.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

O apelo decorreu em reunião de Câmara Municipal esta terça-feira, dia 20 de abril, sabendo-se que, caso o número de casos positivos atinja a barreira dos 120 casos por 100 mil habitantes, poderá haver um retrocesso nas medidas de desconfinamento.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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