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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Abrantes | Sindicato dos carteiros quer apuramento de responsabilidades por cartas encontradas ao abandono (C/AUDIO)

A dirigente sindical Dina Serrenho, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações, disse hoje que os carteiros não se revêm no “caso isolado” das centenas de cartas seladas e ainda por entregar aos destinatários encontradas na quarta-feira por populares numa ribanceira na zona de Abrançalha de Baixo, em Abrantes, tendo defendido o apuramento de responsabilidades sobre uma situação que afirmou lamentar.

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“Lamentamos tal acontecimento e não nos revemos nesta posição, que é isolada e pontual, e já escrevemos ao Conselho de Administração dos CTT para que acionem as devidas inspeções para averiguarem e apurarem responsabilidade. Queremos dizer à população que lamentamos, que os carteiros não se revêm nesta situação que configura um crime e que a empresa vai ter de responder por ele”, disse Dina Serreno, dando conta que a empresa “tem de ter mais cuidado com as pessoas que seleciona para trabalhar nesta casa”.

“Vestimos [os carteiros] a camisola, gostamos do que fazemos e estamos cá para prestar um serviço de qualidade às populações”, frisou a dirigente sindical, tendo feito notar que é “muito correio” para distribuir, com vários trabalhadores a título “precário” e que, neste caso, terá sido algum colaborador a prazo, “sem coragem para voltar para trás com as cartas que não conseguiu entregar”.

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“É uma situação pontual mas temos de a combater rápidamente”, disse Dina Serrenho, tendo reiterado a necessidade de uma seleção mais cuidadosa e criteriosa relativamente às pessoas que são contratadas para desempenhar estas funções.

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Elisabete Ribeiro foi dar um passeio ao final da tarde de quarta-feira com a sua família e encontrou um monte de cartas que havia sido lançado por uma ribanceira junto ao viaduto da A23, em Rio de Moinhos. A PSP tomou conta do caso e ficou com a correspondência, quase toda ela dirigida a cidadãos residentes em Montalvo e Constância.

“Fui dar um passeio ali junto às quatro estradas com o meu marido e os meus filhos e foi quando encontrei um monte de cartas que haviam sido lançadas por uma barreira, umas ainda atadas em maço outras espalhadas pelo chão, quase todas dirigidas a pessoas de Montalvo e Constância”, contou ao mediotejo.net Elisabete Ribeiro, tendo feito um direto para o Facebook com o achado que despertou a atenção de milhares de pessoas, algumas das quais as destinatárias da correspondência agora encontrada.

As cartas estavam todas seladas e por entregar aos diversos destinatários, tendo Elisabete dado conta que havia de tudo um pouco, desde cartas da EDP a um vale postal, cartas das Finanças, de seguros, do hospital ou da Câmara de Constância.

No passeio, que decorreu ao final da tarde, Elisabete Ribeiro já havia feito um outro vídeo e alertado a PSP para o facto de duas cabras estarem num pilar inacessível do viaduto da A23, a uma altura considerável.

“Liguei para a PSP as vir resgatar e enquanto esperava que eles chegassem fiz um direto a mostrar o local onde as cabras estavam. Os donos das cabras viram o direto e vieram buscá-las, que andavam desaparecidas há três dias. Entretanto, e enquanto esperava que chegassem para as vir buscar, deparei-me com o monte de cartas espalhadas pelo chão e liguei outra vez para a PSP. Vieram buscá-las e agora tomaram conta do caso, que acho que é uma situação inaceitável”, afirmou.

“Recebi também um telefonema de um senhor que dizia ser o chefe dos CTT e que queria as cartas mas eu disse que agora tinha de ir à polícia, que era lá que teria de tratar do caso. Coitadas das pessoas que estavam à espera de correio importante e que nunca mais havia meio de chegar… Vá lá que as cabras não as encontraram primeiro, senão tinham mesmo desaparecido de vez”, ironizou.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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