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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Abrantes | Dez dias de festival para filosofar sobre a atualidade

O Festival de Filosofia de Abrantes desafia a refletir sobre “O regresso da História: a crise da democracia e o autoritarismo, a religião e os radicalismos” entre os dias 10 e 19 de novembro. A iniciativa inclui momentos de debate, uma peça de teatro, concertos, uma feira do livro, atividades nas escolas, intervenções de rua e a apresentação do prémio Jovem Filósofo.

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O Clube de Filosofia de Abrantes, a Associação Palha de Abrantes e os municípios de Abrantes e Sardoal juntaram-se para organizar o Festival de Filosofia de Abrantes que promete meter os participantes a refletir sobre a atualidade durante 10 dias, a contar do momento em que se realiza a cerimónia de abertura, às 17h30 desta sexta-feira no Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes.

O programa é ambicioso e intercala debate e cultura, sendo a última a ocupar a noite de dia 10 com a peça teatral “Diário de Um Louco”, que parte da obra literária homónima de Nikolai Gógol e é levada a cena pela Companhia de Teatro do Ribatejo a partir das 21h30 no Cineteatro S. Pedro.

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A peça “Diário de Um Louco”, da Companhia Teatro do Ribatejo, é a primeira proposta cultural. Foto: Diogo Narciso

O festival passa pelo concelho vizinho do Sardoal no sábado, dia 11, com diversas sugestões. Christophe Bouilland fala sobre “L´Union européenne peut-elle encore devenir une fédération démocratique?” às 15h00, jovens pensadores refletem sobre “Os desafios do futuro” às 17h30. A partir das 21h30 António Guerreiro debate “A democracia, esse tudo que é nada” e Nuno Lemos Pires aborda “O logos e a consciência cultural na prevenção de conflitos”.

No domingo, dia 12, regressa a Abrantes, mais propriamente ao Edifício Pirâmide, onde André Freire intervém a partir das 15h00 sobre “O futuro da democracia liberal e representativa”, passando a palavra a Orlando Samões que fala sobre “Liberdade e Virtude contra Autoritarismos” a partir das 17h30. A primeira intervenção é comentada por José Rafael Nascimento e a segunda por António Leitão.

Christophe Bouilland, António Guerreiro e Nuno Lemos Pires apresentam as suas reflexões no Sardoal. Fotos: DR

A iniciativa recomeça no mesmo local depois de uma pausa na segunda-feira, e o programa de dia 14 é marcado pela apresentação do livro Contra a Democracia (Gradiva), de Jason Brennan, por Mário Pissarra, às 21h30. No dia seguinte, quarta-feira, o Jardim da República recebe uma oratória livre que junta jovens abrantinos em torno do tema “OrAbrantes: pensar o futuro” a partir das 16h30. Os interessados devem inscrever-se até ao dia 10 através do e-mail servico.educativo@cm-abrantes.pt.

A cultura regressa volta a marcar presença neste dia, pelas 21h30, no espaço Sr. Chiado com a exibição do documentário “Amanhã”, de Mélanie Laurent e Cyril Dion. A sessão de cinema tem como comentadores Joelle e Júlio Henriques. Na quinta-feira, dia 16, o Edifício Pirâmide recebe António Filipe Pimentel, às 21h30, com a comunicação “História, memória e cultura da paz: o papel dos museus no mundo contemporâneo” comentada por Francisco Valente.

O documentário “Amanhã”, de Mélanie Laurent e Cyril Dion, é exibido no espaço Sr. Chiado

A primeira semana do Festival de Filosofia de Abrantes despede-se com mais momentos culturais na sexta-feira, dia 17. O primeiro tem lugar na Biblioteca Municipal António Botto, pelas 21h00, com a recriação histórica que junta a “A arte sem nome: diálogos filosóficos”, pelo Grupo de Teatro Palha de Abrantes, baseada na obra de Maria Helena da Rocha Pereira, “Hélade: antologia da cultura grega” e a obra de José Manuel Heleno, e “Dramas | Antero, Antígona e Mon Chéri” com foco em “Antígona”. A partir das 22h00, Anabela Duarte dá um recital em homenagem a Francisco de Goya no espaço Sr. Chiado no âmbito do programa “Goyescas”, sendo acompanhada ao piano por Yan Mikirtoumov.

O segundo fim-de-semana “filosófico” começa às 10h00 no Edifício Pirâmide com a reflexão de Faranaz Keshavjee sobre “O problema das hegemonias religiosas na construção do sujeito democrático” comentada por José Alves Jana. Depois de almoço, pelas 15h00, é Jean-Louis Schlegel quem questiona o radicalismo religioso em “Pourquoi la radicalité religieuse au début du XXI° siècle?”, tendo como comentador Mário Pissarra.

André Freire, Orlando Samões, António Filipe Pimentel, Faranaz Keshavjee, Jean-Louis Schlegel, Khalid D. Jamal, Anselmo Borges e Onésimo Teotónio Almeida passam por Abrantes. Fotos: DR

A religião continua a ser o tema central das intervenções da tarde com Khalid D. Jamal a abordar “O Islão no Séc. XXI: Quo Vadis?” e Anselmo Borges “Francisco e o diálogo ecuménico e inter-religioso” a partir das 17h30. O dia termina no mesmo local com a mesa redonda que junta Alexandre Honrado, Marco Oliveira e Rachid Ismael pelas 21h30. O último palestrante do evento é Onésimo Teotónio Almeida, que lança a questão “O regresso dos valores – ou que valores nos restam?” a partir das 15h00 de domingo, dia 19.

O programa é acompanhado ao longo dos 10 dias pela Feira do Livro de Filosofia na Biblioteca Municipal António Botto e entre 13 e 19 de novembro pela atividade “Filosofia com Crianças” orientada por Joana Rita Sousa neste equipamento cultural abrantino e nas escolas dos concelhos de Abrantes e Sardoal. Anunciados estão, igualmente, a apresentação do Prémio Jovem Filósofo, intervenções de rua e atividades nas escolas secundárias do concelho de Abrantes.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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