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Abrantes | Santander mantém Caixa ATM em Concavada por 125 euros por mês

A União de Freguesias de Alvega e Concavada assinou um contrato com o banco Santander para que seja mantida a Caixa ATM na localidade de Concavada. Este contrato, com início a 1 de janeiro de 2021 e validade de 6 meses, obriga a Junta a pagar àquela entidade bancária uma mensalidade de 125 euros. Mas o presidente da Junta, José Felício (PS), teme que no futuro, continuando os prejuízos alegados pelo banco, possa não haver acordo, por isso apela à população “que continue a manter utilização regular da caixa ATM para que o contrato se consiga cumprir”.

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Em setembro de 2020, o banco Santander informou a União de Freguesias de Alvega e Concavada (em Abrantes) da decisão de retirar a Caixa ATM de Concavada. Na ocasião colocou uma condição para a permanência da Caixa: a Junta de Freguesia teria de suportar um montante mensal superior a 500 euros. O presidente José Felício considerou essa contrapartida impensável e, na época, garantiu ao mediotejo.net que a autarquia não iria suportar encargos financeiros daquela entidade privada.

No entanto, acabou por chegar a acordo com o banco Santander, pagando um valor mensal de 125 euros, previsto num contrato assinado por seis meses. O presidente da Junta de Freguesia justifica a aceitação da proposta com a “redução significativa do montante em causa”. Segundo José Felício, “a Junta decidiu não privar as pessoas desse serviço” tendo sido esta a solução encontrada. Para já por seis meses.

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“Tentámos assinar um contrato de um ano mas não foi possível, o banco só celebra este tipo de contrato por seis meses”, disse ao mediotejo.net.

No ano passado, o Santander justificou a decisão de encerrar aquele serviço público alegando que a Caixa ATM “não tem movimentos suficientes” e que “está a retirar Caixas por todo o País”.

A decisão de retirar o Multibanco não é propriamente nova. “Há quatro anos o banco já tentou retirar a Caixa. Alegámos que a Caixa ATM em Alvega está muitas vezes inoperacional e conseguimos adiar a situação”, recorda José Felício.

Apesar da entidade privada – no caso o banco Santander – prestar um serviço público, José Felício refere que “a banca está a adotar uma política de fechar as ATM no caso de ter prejuízos”.

Razão que levou a Junta de Freguesia a lançar um apelo à população no sentido de continuar “a manter utilização regular da caixa ATM para que o contrato se consiga cumprir”, ou seja, resulte, no balanço, o número de movimentos considerados suficientes pela entidade bancária.

Caso contrário, José Felício teme que no futuro possa “não haver acordo e manter a Caixa ATM possa representar despesas insuportáveis para a Junta”.

O presidente garante que a Junta de Freguesia tentou outras entidades bancárias inclusivamente a Caixa Geral de Depósitos, mas “sempre mediante pagamento” tendo em conta o número de movimentos “insuficientes”. Neste momento, a Junta aguarda “uma proposta” do banco público.

Mas pelo menos durante seis meses o Multibanco mantém-se em Concavada, e após o terminus do contrato o mesmo “pode ser renovado”, assegura o autarca. A União de Freguesia de Alvega e Concava mantém, então, duas Caixas ATM (uma em Alvega e outra em Concavada) que servem uma população na ordem das duas mil pessoas.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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