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Sexta-feira, Outubro 22, 2021

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Abrantes | Rovisco Duarte encerra primeiro Estágio de Missões de Apoio à Proteção Civil no RAME

O encerramento do Estágio de Missões de Apoio à Proteção Civil decorreu na sexta-feira, 28 de setembro, no Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), em Abrantes, em ato presidido pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte. Este estágio, realizado em parceria com a Academia Militar, integrou os alunos finalistas do Exército e da Guarda Nacional Republicana, alunos que, a curto prazo, irão ser confrontados com tal tipologia de missões no âmbito do apoio à Proteção Civil, nomeadamente a prevenção, vigilância operacional e apoio ao combate a incêndios.

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Foram 74 os cadetes que participaram naquele que foi o primeiro Estágio de Missões de Apoio à Proteção Civil no RAME. Com duração de 5 dias, o mesmo dividiu-se em duas fases: a primeira direcionada para a vertente teórica, e a segunda, mais prática, com a realização de um Exercício de Campo em que participaram várias entidades das Unidades do Sistema Integrado da Apoio Militar de Emergência do Exército. O encerramento decorreu, esta sexta-feira 28 de setembro, no RAME, em Abrantes, ação presidida pelo Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte.

“Procurou-se identificar a melhor forma de trazer aos cadetes uma formação específica não só de competências mas de sensibilização” disse o comandante do RAME, coronel César Reis, notando um elevado grau de “participação e interesse” dos alunos. De facto, o estágio, que incluiu não só as missões da Guarda Nacional Republicana (GNR) mas também de apoio à Proteção Civil, centrou-se numa ação de sensibilização, pedagógica, para a formação do futuro dos cadetes além de ser uma ação de cooperação entre o Exército e a GNR.

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Foi por isso, realizado em parceria com a Academia Militar e integrou os alunos finalistas do Exército e da GNR (do quarto ano), alunos que, a curto prazo, irão ser confrontados com tal tipologia de missões no âmbito do apoio à Proteção Civil, nomeadamente a prevenção, vigilância operacional e apoio ao combate a incêndios.

Isto porque, explicou o comandante do RAME ao Chefe do Estado-Maior do Exército, na realidade da Academia Militar “existem estágios e cursos complementares”. Assim, a primeira fase do estágio apresentou um seminário com convidados especialistas em matérias no âmbito da Proteção Civil, nomeadamente Domingos Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, ou Jorge Miguel de Miranda, presidente do IPMA.

Na segunda fase os cadetes participaram em atividades práticas e de interação que funcionaram como mostra do que irão encontrar no futuro. Tendo sido confrontados com a realidade, importou durante o estágio “aprender a saber espalhar e disseminar o conhecimento”.

Assim, durante as atividades, os cadetes de cada grupo foram distribuídos por diferentes funções que constam em cada estação, recebendo informação sobre as respetivas tarefas que são realizadas. Posteriormente, praticaram algumas dessas tarefas, aplicando os conhecimentos adquiridos.

O Chefe do Estado-Maior do Exército, General Rovisco Duarte, visitou as estações de Comando Controlo e Comunicações (incluindo o CIMIC – cuja finalidade do destacamento são as missões de cooperação civil-militar, nomeadamente a coordenação com as autarquias locais); Incêndios Rurais; Defesa Nuclear Biológica Química e Radiológica (NBQR); Apoio Sanitário e Intervenção Psicológica; Operações de Resgate, Busca e Salvamento (incluindo equipa de socorro de zona colapsada); e Apoio de Serviços, Manutenção e Transportes, quer no Quartel de São Lourenço, quer espalhadas pela área militar de São Lourenço.

Além das explicações sobre a função e mais-valias de cada equipa, os cadetes mostraram-se preparados para responder a questões colocadas pelo Chefe do Estado-Maior do Exército.

Ainda na área da Proteção Civil, realizando um balanço do Apoio Militar de Emergência em 2018 (contabilizando de 10 de maio a 28 de setembro), o comandante do RAME, coronel César dos Reis, deu conta da participação do Exército na prevenção e apoio ao combate de incêndios rurais com 4156 patrulhas de vigilância de deteção, 49 pelotões de rescaldo e vigilância ativa pós-incêndio e 18 destacamentos de engenharia, envolvendo 14 244 militares.

No combate aos incêndios propriamente dito, no total, foram empenhados 1 041 militares e 215 viaturas, provenientes de 28 unidades, estando o Exército presente em quatro teatros de operações, em Monchique, Marvão, Seia e Alijó.

Veja em baixo as declarações do comandante das Forças Terrestres, tenente general Guerra Pereira, e do comandante da Academia Militar, major general Viera Borges sobre os objetivos do Estágio de Missões de Apoio à Proteção Civil:

Abrantes / Encerramento do Estágio de Missões de Apoio à Proteção Civil no RAME. O comandante das Forças Terrestres tenente general Guerra Pereira e o comandante da Academia Militar major general Vieira Borges falam dos objetivos desta ação pedagógica e de sensibilização aos cadetes.

Publicado por mediotejo.net em Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018

 

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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