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Quinta-feira, Outubro 28, 2021

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Abrantes | Requalificação do Serviço de Urgências custa 2,1 ME e avança na primavera (C/VIDEO)

As obras de requalificação, modernização e expansão das Urgências Médico Cirúrgicas instaladas do hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), vão orçar em 2,1 milhões de euros (ME) e começam na primavera de 2019, anunciou no final de novembro a administração do centro hospitalar .

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“A grande empreitada de requalificação das Urgências Médico Cirúrgicas (UMC) vai começar a partir da primavera do ano que vem estando orçada em cerca de 2,1 ME”, disse aos jornalistas o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT, no âmbito de uma visita aos trabalhos prévios de requalificação de alguns espaços e de abertura do novo Hospital de Dia  de Medicina Interna do hospital de Abrantes.

Questionado sobre as garantias financeiras por parte do Governo para o investimento anunciado, Carlos Andrade disse que “todo o trabalho tem sido desenvolvido em consonância com a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo e com o Ministério da Saúde”, assegurando que “não faria sentido se fosse de outra forma”.

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A unidade de Abrantes vai ter uma nova e ampla sala para acolhimento de doentes e observação clínica em urgência, um investimento de 300 mil euros e que ficou concluído este mês de dezembro. Foto: mediotejo.net

Sobre as dificuldades no arranque dos trabalhos de requalificação da UMC do CHMT, anunciados já por diversas vezes, aquele responsável apontou para as “complexidades técnicas” que condicionaram o desenvolvimento do projeto de intervenção tendo, no entanto, assegurado que os mesmos, agora, “estão concluídos, e em fase de começar a preparar o caderno de encargos”.

O gestor, acompanhado de profissionais de saúde, responsáveis de obra e da presidente da Câmara de Abrantes, mostrou o trabalho em curso de requalificação de uma ampla sala para acolhimento de doentes e observação clínica em urgência, um investimento de 300 mil euros e que deverá estar concluído a 20 de dezembro, a par da visita ao novo Hospital de Dia de Medicina Interna, a funcionar desde a semana passada no piso 10 da unidade hospitalar, com um investimento de cerca de 70 mil euros.

Os trabalhos inserem-se numa “fase prévia o trabalho de fundo de requalificação da UMC do CHMT, e que servirão de ancoramento à expansão do Serviço de Urgências” daquele centro hospitalar, composto pelas unidades de Abrantes, Tomar e Torres Novas.

“A grande empreitada de requalificação das Urgências Médico Cirúrgicas (UMC) vai começar a partir da primavera do ano que vem estando orçada em cerca de 2,1 ME”, disse hoje aos jornalistas o presidente do Conselho de Administração (CA) do CHMT. Foto: mediotejo.net

Ilda Rocha, do SUCH, engenheira responsável pela obra global, quer a que está em curso, quer a futura intervenção de fundo, referiu-se ao novo espaço de observação clínica como “uma sala open space que vai permitir acomodar um número de doentes com todas as condições de conforto e segurança”.

O novo espaço é “um extrato de uma solução que vai ser levada a efeito numa fase posterior”, uma sala que “terá todas as condições exigidas pela legislação atual no que diz respeito a acomodação de doentes em observação clínica em fase de urgência”.

Carlos Andrade conduziu ainda uma visita ao novo Hospital de Dia de Medicina Interna, a funcionar na unidade hospitalar de Abrantes desde a semana passada.

A nova valência ocupa uma ala do 10º piso do hospital, centralIza o tratamento de doenças autoimunes e ali são seguidos os doentes da consulta desta especialidade, medida que permitiu libertar o espaço da atual consulta externa, iniciando-se assim a preparação para as obras de requalificação do Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica.

O investimento de fundo, e a iniciar a partir da próxima primavera, segundo defendeu Carlos Andrade, vai permitir “adequar a UMC às melhores práticas no âmbito do exercício de uma medicina segura, moderna e competente, e com as melhores condições para utentes e para os profissionais de saúde”, tendo ainda do conta que a intervenção vai decorrer em duas fases, não tendo apontado, no entanto, uma data de previsão para a conclusão das obras de requalificação.

A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, que também preside à Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), realçou, por sua vez, a intervenção anunciada como um “passo decisivo” para “melhorar o acesso à urgência e aos cuidados de saúde hospitalares por parte de toda a comunidade do Médio Tejo”.

A autarca já havia afirmado que o município a que preside está “disponível para fazer parte da solução, ajudando financeiramente na componente nacional necessária” para a requalificação das urgências, e lembrou que está em curso a instalação da Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) no 1º piso da antiga Casa de Saúde, junto ao Alto de Santo António, “libertando uma parte significativa desta unidade hospitalar para instalar a consulta externa e para permitir que a Urgência possa ser expandida”.

O problema de fundo no Serviço de Urgências, em Abrantes e no país, segundo Maria do Céu Albuquerque, está na resposta, ou na falta dela, dos cuidados primários, tendo estimado que cerca de 60% das pessoas que chegam à Urgência podiam ser acompanhadas nos centros de saúde.

“Congratulamo-nos com a rapidez com que está a ser feita esta iniciativa, no fundo para corresponder a uma melhor prestação de serviços para uma fase difícil que se aproxima com os picos da gripe”, disse ainda Maria do Céu Albuquerque.

Hospital de Abrantes é uma das três unidades que compõem o CHMT, a par do hospital de Tomar e Torres Novas. Foto: DR

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 260 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, no distrito de Santarém, Vila de Rei e Castelo Branco, do distrito de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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1 COMENTÁRIO

  1. Enquanto não reabrirem as Unidades Médico Cirúrgicas de Tomar e de Torres Novas, as urgências de Abrantes nunca funcionarão bem, mesmo gastando ali milhões. Deviam parar para pensar…mas é
    assim…

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