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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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Jornadas de História mostram projeto para o antigo Lagar dos Paulinos em Sardoal

O projeto de recuperação do antigo Lagar dos Paulinos, em Sardoal, que dará origem a um espaço museológico e que deverá abrir ao público no decorrer do próximo ano, foi apresentado durante as XIII Jornadas de História Local que decorreram em Abrantes.

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Na ocasião, Maria Jorge Rocha, conservadora e restauradora responsável pela recuperação das peças existentes no antigo Lagar dos Paulinos, deu a conhecer o trabalho que está a ser desenvolvido naquele espaço que laborou intensamente a produção de azeite desde os anos 50 até aos anos 80, no Sardoal.

As dezenas de peças que se encontram no antigo Lagar, que vão desde prensas que têm inscrita a sua origem (Fundição do Rossio e Metalúrgica Duarte Ferreira, do Tramagal), a balanças, batedeiras e elementos de armazenamento “onde está gravado o nome Paulinos”, e cujo problema dominante é a ferrugem, vão ser alvo de recuperação e de restauro.

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“Queremos dar um aspeto de um lagar que tem acabado ontem de trabalhar e não de um lagar que esteja em laboração”, referiu Maria Jorge Rocha.

A conservadora explicou que “todas as intervenções de restauro terão como princípio a intervenção mínima das peças para que tenham um aspeto o mais parecido possível com a utilização que tiveram”.

“Cada peça é uma peça que será tratada individualmente, preservando sempre a sua história”, acrescentou Maria Jorge Rocha.

Presente neste encontro esteve também Tiago Laranjeira, arquiteto responsável pelo projeto, que explicou o que será o Museu do Lagar dos Paulinos depois das peças tratadas.

Tiago Laranjeira explicou que o alçado original do edifício do lagar vai ser recuperado e que serão criados novos espaços para dar apoio ao Museu, como seja a receção, espaço de arrumos e de oficina de restauro e de instalações sanitárias.

Sobre o circuito proposto para o visitante, este irá começar “no fim da linha de processo do lagar”, explicou o arquiteto, “devido a questões impostas pelo próprio espaço do Museu”.

Na zona dos carris que ainda existem no lagar, “o piso será rebaixado e será colocado um pavimento em vidro permitindo a circulação à medida que os visitantes vão visualizando o que lá existia”, explicou Tiago Laranjeira.

O antigo Lagar dos Paulinos situa-se na parte lateral do Centro Cultural Gil Vicente, em Sardoal.

História local em debate

As XIII Jornadas de História Local realizaram-se no passado dia 4 de dezembro, na Biblioteca Municipal António Botto, em Abrantes, e contaram com a presença de diversos especialistas e amantes desta área.

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Margarida Sobral Neto, da Universidade de Coimbra, e José Martinho Gaspar, responsável pelo CEHLA, durante as XIII Jornadas de História Local

O evento, que decorreu ao longo de todo o dia, contou, na parte da manhã, com as intervenções de Margarida Sobral Neto, da Universidade de Coimbra e responsável pelo Centro de Estudo de História Local e Regional Salvador Dias Arnaut, em Penela, que salientou a importância da história local “na fixação das identidades locais”. Esta investigadora referiu que “a história local tem esta função fundamental de fixar as identidades locais, preservar o património material e cultural e afirmar a localidade no contexto local e regional”.

Sara Cura, do Instituto Terra e Memória, sediado em Mação, fez uma intervenção onde explicou o trabalho desenvolvido por este organismo, nomeadamente ao nível das diversas parcerias que tem por todo o mundo, com cerca de 50 países, “com uma forte atividade académica no território nacional e internacional que reúne cerca de 160 investigadores”.

A responsável explicou que, em Mação, estão a funcionar dois mestrados e dois doutoramentos com uma componente “muito internacional” uma vez que conta com a presença de alunos vindos de Espanha, Brasil, entre outros.

Sara Cura salientou que a rede de parcerias internacionais que o

Sara Cura, do Instituto Terra e Memória, falou do trabalho desenvolvido por esta entidade
Sara Cura, do Instituto Terra e Memória, falou do trabalho desenvolvido por esta entidade

Instituto Terra e Memória detém “serve para apoiar a internacionalização do Médio Tejo” uma vez que, defende, “há muitos trabalhos produzidos no Médio Tejo de grande valor mas estão dispersos , há que criar uma rede que promova a divulgação destes trabalhos”.

Para além da apresentação do projeto de recuperação do antigo Lagar dos Paulinos, em Sardoal, durante a manhã de trabalhos das Jornadas de História Local foi ainda apresentado o nº 26 da Revista Zahara, da qual o médiotejo.net já deu notícia.

Organizadas pela Associação de Desenvolvimento Cultural Palha de Abrantes e pelo Centro de Estudos de História Local de Abrantes (CEHLA), as XIII Jornadas “veem na linha daquilo que temos realizado nos últimos 13 anos, uma vez por ano”, explicou José Martinho Gaspar, responsável pelo CEHLA, ao mediotejo.net.

abrantes_Jornadas de Historia Local_sala cheia“Mais uma vez, temos pessoas que veem das universidades, de outros espaços de saber que nos contam algumas coisas relativamente ao enquadramento e metodologia e temos depois as comunicações no âmbito da própria história local, de pessoas que estão a desenvolver projetos, nomeadamente a recuperação do antigo Lagar dos Paulinos, e durante a tarde as comunicações estiveram essencialmente vocacionadas para os arquivos, seja o municipal de Abrantes e de Constância, e também arquivos pessoais que algumas instituições começam a recolher e também a forma das pessoas trabalharem ao nível da genealogia, temática à qual se começa a dar muita atenção”, acrescentou José Martinho Gaspar.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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