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Abrantes | Reabilitação Urbana de Alferrarede calculada em mais de 8 milhões de euros

O Plano Estratégico de Reabilitação Urbana (PERU) de Alferrarede foi esta quarta-feira, 19 de dezembro, aprovado por unanimidade em reunião de Executivo camarário, estando avaliado em mais de 8 milhões de euros. Mas não deverá ser posto em marcha pelo Executivo abrantino até ao fim deste mandato, em 2021, exceto no que diz respeito à instalação da ESTA, já anunciada para breve, uma vez que não merece apoio financeiro no atual quadro comunitário do Portugal 2020

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As áreas definidas pelo Executivo de Abrantes como de intervenção estratégica para regeneração urbana no perímetro da cidade foram aprovadas na quarta-feira por unanimidade em reunião de Câmara. O programa de investimento municipal para a Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Alferrarede, apresentado como PERU, contempla sete zonas de intervenção, seis delas já com custo de investimento estimado e que ultrapassa os oito milhões de euros.

O Plano prevê, assim, vários investimentos camarários a médio prazo, o que pode significar execução para lá do mandato, exceto a transferência da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) do centro histórico de Abrantes para o Tecnopolo. Previsto está também um conjunto de incentivos fiscais e tributários, aos proprietários de imóveis dentro da ARU, no sentido de os reabilitarem.

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“Há um investimento associado, sendo necessário criar condições para que seja executado. Não temos fundos comunitários para estes investimentos, no atual quadro comunitário. Este é um planeamento estratégico a médio prazo até para nos prepararmos para o pós 2020 e um outro ciclo de regeneração urbana e de incentivo”, disse a presidente da autarquia, Maria do Céu Albuqerque (PS), em declarações ao mediotejo.net.

Cineteatro de Alferrarede. Foto: mediotejo.net

Maria do Céu Albuquerque, embora considere “fundamental o investimento público no sentido de dotar o território das melhores condições para que os privados possam acompanhar esse esforço”, referiu que “a partir do momento que seja aprovado em definitivo esta ARU a carteira de incentivos tributais e fiscais vão ficar disponíveis para os privados que queiram iniciar o seu processo de recuperação de imóveis”.

No Plano encontra-se a reabilitação e adaptação de um antigo edifício/pavilhão industrial localizado no Tecnopolo do Vale do Tejo, com vista a acolher a ESTA do Instituto Politécnico de Tomar, com um custo estimado de três milhões e 500 mil euros. “Vamos em breve lançar a empreitada para instalar definitivamente a ESTA naquele espaço”, assegurou a autarca.

Já a reabilitação do edifício Cineteatro de Alferrarede, com vista a reverter a situação de degradação a que presentemente se encontra e viabilizar a sua refuncionalização e subsequente restituição à vivência comunitária, apresenta um custo estimado de dois milhões e 500 mil euros.

A requalificação e valorização urbanística do Largo do Teatro, potenciando a sua afirmação enquanto espaço estruturante, vai custar cerca de 350 mil euros.

A requalificação e valorização urbanística da Rua do Comércio, potenciando a sua afirmação enquanto eixo urbano estruturante do território da ARU, apresenta, por sua vez, um custo estimado de 275 mil euros.

Já o reordenamento da Estação Ferroviária de Alferrarede, incluindo a sua envolvente, tendo em vista a melhoria das condições de acessibilidade e de articulação entre os meios de transporte ferroviário, rodoviário e pedonal, apresenta um custo estimado de um milhão 143 mil e 180 euros.

Por último, a criação de um espaço verde de lazer na zona das antigas piscinas (localizada entre o Bairro da CUF e o Tecnopolo do Vale do Tejo), “não havendo intenção de recuperar as piscinas”, frisou Maria do Céu Albuquerque, contribuindo desta forma para a qualificação do ambiente urbano, tem um custo estimado de 350 mil euros.

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes

O programa de investimento municipal contempla ainda a reconversão física de uma zona no centro histórico de Alferrarede tornando-a funcional, mas estão a ser desenvolvidos estudos mais aprofundados com vista ao desenho de uma solução urbanística integrada para aquele território.

Quanto a estes investimentos, a presidente sublinhou que o trabalho do executivo passa, até ao fim do mandato, por “planear e organizar” e, “quem sabe ainda neste quadro comunitário, no ‘overbooking’ ou nas oportunidades de financiamento que decorrem da não utilização por parte de entidades de fundos comunitários”, o Executivo possa “ter essa capacidade. É nesse esforço que nos encontramos, neste momento, a trabalhar”, notou.

Uma vez aprovado o PERU, o documento deverá de seguida ser remetido ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana I.P. para emissão de parecer não vinculativo e submetido a discussão pública.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

1 COMENTÁRIO

  1. Há uma necessidade absoluta de regenerar estes dois centros urbanos. Isso é inquestionável. Já o que é questionável é o investimento feito na Esplanada 1 de Maio e a forma como as restantes freguesias são tratadas, excepcão feita ao Pego.

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