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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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Abrantes | Reabertura do posto de São Miguel e regresso de cuidados médicos a São Facundo sem garantias

A extinção dos postos de saúde de São Miguel do Rio Torto e da União de Freguesias de São Facundo e Vale das Mós foi novamente assunto em reunião de Câmara de Abrantes. O tema abordado pelo vereador do Bloco de Esquerda (BE) que se manifestou “contra” o encerramento dizendo que o processo conduzido “envergonha a ARS de Lisboa e Vale do Tejo, o ACES Médio Tejo, a Câmara Municipal de Abrantes e a Junta de Freguesia”, da União de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. 

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Após uma primeira reunião com o Agrupamento dos Centro de Saúde (ACES) do Médio Tejo, de onde saiu a promessa de “análise” do processo de encerramento do posto de saúde de São Miguel do Rio Torto na sequência da abertura da Unidade de Saúde Familiar de Rossio ao Sul do Tejo, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), garantiu uma segunda reunião com a diretora executiva do ACES, Sofia Theriaga, a ocorrer ainda esta semana ou na próxima.

O objetivo passa por “encontrar uma solução” não havendo garantias de que o posto de saúde volta a funcionar. “As entidades foram sensibilizadas para as angustias da nossa população”, disse o presidente, observando tratar-se de uma população envelhecida com dificuldades em deslocar-se à nova USF de Rossio.

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“Há pessoas que todos os dias precisam de levar uma injeção e têm dificuldades nessa deslocação em virtude das baixas reformas”, notou.

Por isso, disse Manuel Valamatos, “o transporte diário foi garantido de forma gratuita com uma carrinha da autarquia, em articulação com a Junta de Freguesia, durante as duas próximas semanas para que ninguém tenha prejuízos financeiros”. Relativamente à perda de médico de família e de enfermeiro no posto de saúde de São Facundo e Vale das Mós, o autarca mostrou-se sensível e garantiu ter sensibilizado o ACES para a necessidade da população ser “assistida com proximidade, sempre que é possível”.

Tais explicações surgem na sequência das questões levantada pelo vereador do BE na última reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Armindo Silveira quis saber se o Executivo “defende a abertura do posto de saúde de São Miguel do Rio Torto e o regresso de cuidados de saúde à União de São Facundo e Vale das Mós” e pediu “um sinal” no sentido de elucidar as populações.

Cerca de uma centena de munícipes, na maioria idosos lotaram o salão da junta de freguesia na sexta-feira, preocupados com o encerramento do posto de saúde em São Miguel do Rio Torto. Foto: mediotejo.net

Sobre o processo de encerramento do posto de saúde de São Facundo e Vale das Mós lembra que “o processo levou anos, foram convencendo a população com a progressiva retirada dos serviços até os extinguir”. Armindo Silveira considera que a Câmara Municipal de Abrantes “não pode lavar as mãos deste processo”, acrescentando que o BE não aceita que o atual presidente argumente “não ter conhecimento” pois o seu partido levou o assunto “diversas vezes à Assembleia Municipal, às reuniões de Câmara, fez declarações políticas, comunicados em todas as tomadas de decisão”.

Armindo Silveira sublinha que “no próprio site da Câmara estava uma nota sobre a reorganização” para a zona sul do concelho de Abrantes com a abertura da Unidade de Saúde Familiar de Rossio ao Sul do Tejo. Para o vereador bloquista, o presidente Manuel Valamatos “também não pode invocar desconhecimento por não ter o pelouro, pelo facto de ter a área das Freguesias há muitos anos”.

Do lado do Partido Social Democrata (PSD), Rui Santos considera que os atuais problemas na área da saúde vividos no concelho são “reflexo daquilo que o Partido Socialista tem vindo a fazer ao longo dos anos que é tentar centralizar em duas ou três freguesias determinadas competências”.

Discordando da posição socialista, Rui Santos ainda acrescenta outro factor que diz ser “falta de informação” aos munícipes. “Os nossos munícipes não conseguem perceber as decisões. E há determinadas matérias na saúde que as pessoas tem de conseguir perceber por que é que o executivo tomou essa posição, seja ela do agrado da população ou não”, defendeu.

Reunião de Câmara Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Para o vereador social democrata “não pode ser aberto um precedente para São Miguel esquecendo depois São Facundo e Vale das Mós” manifestando-se mais preocupado com estas duas últimas freguesias, por uma questão de distância da Unidade de Saúde Familiar. “Infelizmente o transporte a pedido ainda não está a ser devidamente utilizado”, disse, insistindo na necessidade de informar.

À margem da reunião de Câmara, Manuel Valamatos garantiu ao mediotejo.net que o Executivo camarário continuará a “diligenciar junto da diretora executiva do ACES Médio Tejo e da ARS para encontrar as melhores soluções, para servir as nossas pessoas”, sem garantias, neste momento, que os médicos e enfermeiros voltem a São Facundo e Vale das Mós ou que o posto de saúde de São Miguel volta a oferecer cuidados médicos.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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