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Segunda-feira, Novembro 29, 2021

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Abrantes | RAME acolheu cerimónia de Juramento de Bandeira de 39 novos praças

Os formandos do 3º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2021 do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), prestaram juramento de bandeira esta sexta-feira, 28 de maio, no quartel de São Lourenço, em Abrantes. Os 29 homens e 10 mulheres foram acompanhados por familiares e amigos que se juntaram para assistir à cerimónia solene presidida pelo segundo comandante do Comando das Forças Terrestres, Major-General Francisco Xavier Ferreira de Sousa.

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Para assistir à cerimónia de Juramento de Bandeira no quartel do RAME, em Abrantes, estiveram presentes algumas entidades militares, nomeadamente o comandante do RAME, Coronel de Infantaria Luís Barroso, e os familiares e amigos dos recrutas, convidados com alguma parcimónia tendo em conta a situação epidemiológica da covid-19.

A cerimónia solene foi presidida pelo segundo comandante do Comando das Forças Terrestres, Major-General Xavier de Sousa, que começou por felicitar as equipas de instrução e em particular o comandante do RAME por ter formado mais 39 soldados.

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Dirigindo-se aos “jovens soldados de Portugal” disse que a data ficaria marcada na memória de cada um dos formandos. “Há sempre um antes e um depois” do Juramento de Bandeira, afirmou, falando da importância desse ato.

Juramento de Bandeira no RAME, em Abrantes. Segundo Comandante do Comando das Forças Terrestres, Major-General Francisco Xavier Ferreira de Sousa. Créditos: mediotejo.net

A Alta Entidade manifestou convicção de que os soldados “estão preparados para enfrentar novos desafios. O que vem a seguir é sempre novo mas é sempre interessante viver”, disse, referindo “os camaradas” na República Centro Africana, no Mali, no Afeganistão, na Somália e “por esse mundo em trabalho mais individual mas com uma farda vestida” e com a bandeira portuguesa como em tempos “mostrámos no Kosovo, na Bósnia, no Iraque, em Timor Leste e outros países onde tivemos cooperação militar”.

“Portugal é um país respeitado pelo seus soldados, […] dão estabilidade, segurança, confiança às populações onde estamos presentes”, acrescentou.

O militar lembrou ainda que o legado do Exército “vai ao século XII, estar próximo da nossa população de dos outros povos. Também cumprimos Portugal neste território”, disse referindo-se ao RAME como “imagem brilhante” desse cumprimento.

“Está presente nos fogos, está presente quando é necessário planear as vacinações, os apoios ao combate à covid-19 […] transmitimos confiança ao nosso povo porque somos bons profissionais e sabemos qual é a nossa missão, o que temos de fazer, mesmo com o sacrifício dos nossos interesses e às vezes com o sacrifício das nossas vidas”, vincou.

Juramento de Bandeira no RAME, em Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Assistiu-se, assim, aos diversos momentos simbólicos que marcaram o final de cinco semanas de formação, tendo um deles sido a imposição de condecorações, com as forças em parada sob o comando do comandante da Primeira Companhia do Batalhão de Formação, Capitão de Cavalaria, João Miguel Santos, constituída pelos recrutas que juraram bandeira e pelo guião do RAME à guarda do Sargento Ajudante de Cavalaria, João Rodrigues.

Foi explicado que a medalha militar, nas suas diferentes modalidades, destina-se a galardoar serviços notáveis prestados à instituição militar e à nação e deste modo distinguir altas virtudes reveladas no serviço por militares das Forças Armadas.

Na cerimónia de imposição de condecorações mereceram medalhas militares que prestam serviço no RAME. Foram condecorados o Tenente Coronel de Artilharia João Miguel Capitolino com a medalha de mérito militar, o Primeiro Sargento de Cavalaria Carlos Alexandre Miranda Braga com a medalha D. Afonso Henriques, o Tenente Coronel de Infantaria Francisco Barreiro Saramago e o Sargento Chefe de Material João Marques de Matos com a medalha de comportamento exemplar grau ouro.

Imposição de condecorações durante cerimónia de Juramento de Bandeira no RAME. Créditos: mediotejo.net

A medalha de mérito militar destina-se a galardoar os militares que relevam excecionais qualidades e virtudes militares pela afirmação constante de elevados dotes de caráter, lealdade, abnegação, espírito de sacrifício, de obediência e de competência profissional.

Sendo que a medalha de mérito de exército destina-se a galardoar os militares e civis nacionais ou estrangeiros que nos âmbito técnico-profissional revelam elevada competência, extraordinário desempenho e relevantes qualidades pessoais, contribuindo significativamente para eficiência, prestígio, e cumprimento da missão do Exército.

Imposição de condecorações durante cerimónia de Juramento de Bandeira no RAME. Créditos: mediotejo.net

E a medalha de comportamento exemplar destina-se a galardoar os militares que manifestem ao longo da sua carreira exemplar conduta moral e disciplinar, zelo pelo serviço e comprovado espírito de lealdade. A medalha de comportamento exemplar grau ouro é concedida ao militar que com 30 anos de serviço efetivo sem qualquer pena disciplinar ou criminal.

Mereceu a medalha de Mérito Escolar, por ser o recruta melhor classificado durante a instrução básica do 3º curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2021, o soldado Mário Fernandes Bonacho com a classificação final de 16,92 valores.

Imposição de condecorações durante cerimónia de Juramento de Bandeira no RAME. Créditos: mediotejo.net

Chegou depois o momento alto da cerimónia solene, em que os formandos fizeram o seu juramento de bandeira, após terem sido enunciados os deveres militares pelo chefe da secretaria regimental, Sargento Chefe de Infantaria, José António Fernandes. A fórmula foi lida pelo segundo comandante do RAME, Tenente Coronel de Infantaria Francisco Saramago.

A cerimónia terminou após a desintegração do Estandarte Nacional da formatura e da retirada da Alta Entidade que presidiu à cerimónia.

Imposição de condecorações durante cerimónia de Juramento de Bandeira no RAME. Créditos: mediotejo.net

Terminada a cerimónia o Major-General Xavier de Sousa visitou, na companhia do comandante do RAME, Luís Barroso, o Posto de Comando Móvel, adquirido no inicio do ano de 2021.

Com o Sistema de Registo e Controlo de Apoios a Entidades Externas, já utilizado desde 2017, conseguiu-se “a coordenação dos meios que utilizamos no Apoio Militar de Emergência”, explica ao mediotejo.net o Capitão Cruz.

Posto de Comando Móvel do RAME, em Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Com o novo Posto de Comando Móvel, o que os militares operavam só no quartel, pode agora ser operacionalizado em qualquer lugar. “É ter a rede do Exército numa viatura que permite trabalhar fora do quartel”, acrescenta.

A viatura possui vários equipamentos tecnológicos como computadores, monitores e uma televisão com ecrã tátil com capacidade de ser deslocada para fora da viatura durante, por exemplo, “um briefing”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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