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Abrantes | Questões de segurança já foram “bem mais complicadas”, diz autarca

No segundo ponto da ordem do dia da reunião de câmara, que teve lugar esta terça-feira, no salão nobre dos Paços do Concelho, a vereadora Celeste Simão (PS) apresentou informação da reunião nº 14 do Conselho Municipal de Segurança, presidido pela própria e que aconteceu a 15 de dezembro no seguimento de um conjunto de fenómenos de criminalidade no centro histórico de Abrantes. Segundo as conclusões apresentadas, a presidente da CMA, Maria do Céu Albuquerque frisou que perante a matéria de segurança e insegurança “já tivemos outras alturas bem mais complicadas que estas”, sublinhando que “felizmente as autoridades estão hoje bem mais presentes no terreno”.

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A autarca disse ainda que “felizmente os comandos locais participam ativamente no Conselho Municipal de Segurança, mas também na prestação de informação e esclarecimentos que são devidos”, assegurando que o executivo acompanha de forma regular o desenvolvimento do quadro de segurança da cidade junto das autoridades competentes.

Do Conselho Municipal de Segurança, a 15 de dezembro, presidido por Celeste Simão, vereadora do PS, que substituiu a presidente da CM na sua ausência, saíram conclusões baseadas na análise de “atualização do diagnóstico local de segurança contendo os dados relativos ao ano 2015 disponíveis no sistema de informação estatística da justiça”, onde se verifica uma “diminuição global do nº de crimes registados à semelhança da tendência que se tem verificado desde 2010”.

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Entre 2013 e 2015, verifica-se que o ano de 2015 “foi aquele em que se registou o menor nº de crimes”, segundo informou a vereadora socialista, sendo que “em 2015, o concelho de Abrantes foi o concelho do distrito de Santarém com menor rácio de crimes por mil habitantes”.

Mais informou Celeste Simão que “apesar da diminuição em termos globais do nº de crimes registados, verifica-se um aumento do nº de crimes registados na categoria “Crimes contra Pessoas”, mais 12 do que 2014; na categoria “Crimes contra a Sociedade” foram mais 16 que em 2014”.

Quanto ao ano de 2016, segundo os Comandos da PSP e GNR de Abrantes “atendendo aos dados de que dispõem à data, a situação da criminalidade registada no concelho não deverá sofrer grandes alterações face ao verificado em 2015”, consta no relatório escrito apresentado.

A reunião nº 14 do Conselho Municipal de Segurança aconteceu após onda de assaltos e atos de vandalismo no centro histórico da cidade, ocorridos entre novembro e dezembro, algo que motivou discussão e revolta nas redes sociais. Foto: mediotejo.net

Na mesma informação faz-se referência aos fenómenos de criminalidade recentemente registados no centro histórico. “São considerados pontuais, e motivados por um grupo específico de indivíduos, alguns dos quais menores que se encontram identificados e relativamente aos quais estão a ser tomadas as medidas legais respetivas, tendo ocorrido já a detenção de um indivíduo que se encontra com termo de identidade e residência”.

Como já havia sido noticiado, na altura, pelo mediotejo.net, “existe uma situação de vulnerabilidade social associada aos indivíduos em questão, tendo sido participada às entidades competentes e que procedem ao acompanhamento destes”.

Celeste Simão destacou ainda intervenção do comandante da PSP, Daniel Marques, na reunião de Conselho de Segurança, que disse que “apesar de não estarem disponíveis os dados para 2016, até ao momento em que ocorreu a reunião nº 14 do Conselho (15 de dezembro) havia um aumento de 4 crimes relativamente a 2015, o que considerou que não é significativo”.

O comandante da PSP deixou ainda um alerta ao Conselho Municipal de Segurança, segundo a vereadora, pois “afirmou que aquilo que tem sido dito e divulgado através das redes sociais, é em si um fator que provoca insegurança nas pessoas”.

Desta décima quarta reunião do Conselho Municipal de Segurança, surgiram recomendações, nomeadamente promover o desenvolvimento de intervenção integrada num projeto Bairro de Encosta da Barata e promover diligências no sentido de procurar reativar a função de mediador municipal.

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Joana Rita Santos
Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres: o conhecimento e o saber, a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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