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Segunda-feira, Janeiro 24, 2022
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Abrantes | PSD classifica de “prepotente” forma como presidente da Câmara dirige reuniões de executivo

O PSD de Abrantes “não aceita e repudia, a forma prepotente e abusiva”, com que o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS) dirige os trabalhos nas reuniões de executivo. Em comunicado enviado às redações, a concelhia social democrata referiu que “não deixará de o denunciar publicamente”.

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O PSD de Abrantes, liderado por José Moreno, afirma respeitar o voto dos abrantinos e respeitar “todos os eleitos pelos diversos partidos políticos nos diversos órgãos autárquicos”, onde se inclui o partido Chega, que está na base de uma afirmação do presidente da Câmara proferida ontem. Por isso, o PSD pede e exige “respeito pelos nossos eleitores e pelos nossos eleitos”.

Na reunião de Câmara realizada na terça-feira, segundo o PSD, “o presidente Valamatos demonstrou mais uma vez a sua falta de cultura democrática quando, numa lamentável intervenção, fez uma referência depreciativa à votação para a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT), ocorrida na última Assembleia Municipal, na qual a oposição, de uma forma legítima e democrática elegeu para esse organismo dois membros, um dos quais o nosso Deputado Municipal João Fernandes”, lê-se no comunicado.

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O PSD de Abrantes afirma que “os (maus) hábitos adquiridos ao longo de décadas de poder PS, têm provocado um défice democrático na governação do nosso concelho. Ainda assim, temos muita dificuldade em entender a ‘azia’ do presidente Valamatos pelo facto da Assembleia Municipal não ter elegido a totalidade dos elementos propostos na lista do PS”.

No entender do PSD de Abrantes, “tentar afastar a oposição dos centros de debate e decisão não é a melhor forma de dignificar a democracia nem a maioria absoluta conquistada pelo PS nas últimas eleições. Já não é novidade para ninguém que o PS confunde ‘maioria absoluta’ com ‘poder absoluto’ e o presidente Valamatos é a face visível desta constatação”.

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O PSD de Abrantes manifesta-se “convicto que, só com o envolvimento e participação ativa nos diversos órgãos municipais e intermunicipais, é possível aos nossos eleitos na Câmara e na Assembleia Municipal, tomarem conhecimento e aferirem sobre assuntos importantes para o nosso concelho e proporem alternativas viáveis e construtivas para o desenvolvimento de Abrantes e para o bem-estar dos nossos munícipes”.

Entende ainda que “as questões levantadas pelos nossos eleitos, tanto nas reuniões de Câmara como na Assembleia Municipal, são pertinentes e talvez por isso causem incómodo. Constatamos que, invariavelmente, o presidente Valamatos, não responde ou responde de modo evasivo”.

Na última reunião de Câmara, a propósito de uma proposta do movimento independente ALTERNATIVAcom, o presidente Manuel Jorge Valamatos, após o PS ter votado contra e apresentado uma declaração de voto, comparou a proposta com as do partido Chega, considerando-a de “uma falta de perceção e sensibilidade”, afirmando já não estranhar porque “quem faz coligações como a última na Assembleia Municipal […] parece que vale tudo […] em que o sentido democrático parece que se perde a favor de outras coisas que não sei quais são”, referiu.

Recorda-se que em Assembleia Municipal, a oposição apresentou uma lista conjunta, para a eleição de representantes na Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, composta pelo PSD, ALTERNATIVAcom, Bloco de Esquerda e Chega, tendo sido eleitos dois elementos da lista A (do PS) e dois elementos da lista B, um do PSD e outro do ALTERNATIVAcom.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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