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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Abrantes | PSD apresenta proposta para ‘reduzir mais a solidão e o isolamento’ dos idosos

O Partido Social Democrata propôs que a Assembleia Municipal de Abrantes deliberasse recomendar ao executivo camarário que “reforce a resposta ao isolamento e solidão na terceira idade, estabelecendo programas sociais que levem as artes e o convívio, dentro do respeito pelas regras de saúde pública vigentes, aos munícipes de idade mais avançada que residem nas zonas mais periféricas e de difícil acesso”. A proposta acabou aprovada por maioria com duas abstenções da CDU.

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O Partido Social Democrata apresentou uma proposta de recomendação denominada ‘Reduzir mais a solidão e o isolamento em Abrantes’, na Assembleia Municipal, que acabou aprovada por maioria na sessão que decorreu na sexta-feira, 11 de dezembro.

A proposta de recomendação, apresentada aos deputados pelo líder da bancada social democrata, João Salvador Fernandes começou por dizer que “em Portugal, existe uma triste tendência para, à medida que a idade das pessoas avança, estas se verem cada vez mais sós e isoladas”.

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Admitindo que as razões que conduzem a essa realidade social são muitas e diversas, o grupo municipal do PSD diz tomar “a solidão e o isolamento na terceira idade como um facto inegável, tremendamente negativo, que merece respostas firmes”.

E propôs que a Assembleia Municipal de Abrantes deliberasse recomendar ao executivo camarário o reforço da “resposta ao isolamento e solidão na terceira idade, principalmente, estabelecendo programas sociais que levem as artes e o convívio, dentro do respeito pelas regras de saúde pública vigentes, aos munícipes de idade mais avançada que residem nas zonas mais periféricas e de difícil acesso” no Município de Abrantes.

Lembrou João Salvador Fernandes que “em 2017, em termos mundiais, estimava-se que 70% das pessoas com mais de 65 anos sofria de problemas de saúde, físicos e/ou psíquicos, associados à solidão e ao isolamento”.

Segundo o INE, também em 2017, “60% da população idosa portuguesa vivia sozinha ou acompanhada de alguém com mais de 65 anos. Por outro lado, de acordo com um estudos de 2001 e 2005, cerca de 20% dos idosos destacava o isolamento social e a solidão como causas de doença”, acrescentou o deputado social democrata.

Em 2019, por seu turno, foi realizado um estudo liderado por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, em parceria com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, publicado na Family Medicine & Primary Care Review, chegando à conclusão de que “9 em cada 10 idosos em tratamento médico sofre de solidão e que: ‘A solidão leva a um aumento do recurso aos serviços de saúde, como comprovamos através da relação desta com o consumo crónico de medicamentos, especialmente entre os idosos com mais de 80 anos de idade.’”

Por conseguinte, segundo o PSD, “o combate à solidão e ao isolamento na terceira idade não é apenas algo que deve acontecer por solidariedade social, mas também por motivos económicos e de saúde pública”.

Acresce que o Município de Abrantes “tem uma população residente tremendamente envelhecida e um largo território, com áreas residenciais dispersas. Em acréscimo, as dificuldades de mobilidade dos mais idosos são evidentes e conhecidas, o que dificulta a aproximação destes aos seus amigos e familiares. Sendo que todo este contexto se encontra, nesta fase, agravado pela pandemia de covid-19 que obriga, a bem da saúde de todos, à diminuição dos contactos sociais para se evitar a propagação desta doença altamente contagiosa”, disse ainda João Salvador Fernandes.

Ou seja, “se a normalidade conduz ao isolamento e à solidão na terceira idade, este contexto de rutura, por força de uma pandemia, está a condenar imensas pessoas a esse soturno e triste estado de sobrevivência”.

Após a apresentação, o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS) disse não ver “qualquer inconveniente em aceitar esta proposta de recomendação”.

A proposta acabou aprovada por maioria com duas abstenções da bancada da Coligação Democrática Unitária (CDU).

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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