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Abrantes | PSD acusa presidente da autarquia de “pouco pulso, pouca liderança” e “fraca visão”

Após a comunicação no dia 19 de um balanço de dois anos de mandato por parte do atual presidente da Câmara Municipal de Abrantes eleito pelo Partido Socialista, o PSD de Abrantes, lembrando que Manuel Jorge Valamatos está “há 21 anos na governação de Abrantes”, afirmou, em comunicado, tratar-se um presidente “com pouco pulso, com pouca liderança, com fraca visão, com pouca capacidade para promover um desenvolvimento social e económico equilibrado” para o concelho. “Passámos do oito ao oitenta” após a presidência de Maria do Céu Antunes considerada “ambiciosa e cega pelos seus investimentos megalómanos, que a levava muitas vezes a divagar por ‘Uma cidade imaginária'”, critica a concelhia social democrata, presidida por José Moreno Vaz.

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Após dois anos de mandato de presidência, questionou o PSD sobre a visão estratégica que Manuel Jorge Valamatos tem para o concelho de Abrantes. “Investimentos pontuais e forçados para eleitor ver, apoios necessários, mas nada inovadores! Será que apesar da experiência e do facto de ser um bom homem, é suficiente para liderar e desenvolver o nosso concelho? Temos muitas dúvidas, mas também sabemos do deslumbramento que se vive por Abrantes, da teia que está instalada e do receio que muita gente tem em assumir posições contrárias!”, lê-se no comunicado.

O PSD salienta que, por Abrantes, “não há distinção entre o presidente Manuel Valamatos e o candidato Manuel Valamatos, evidenciando-se ‘o quer, posso e mando’, que até lhe permite utilizar a página institucional da câmara no ‘Facebook’ como meio de propaganda política, como meio para apresentar a sua recandidatura, sustentada numa utilização de recursos financeiros e humanos pagos por todos nós!”.

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Tal prática é para o PSD de Abrantes “desonesto e promove desigualdades entre eventuais candidaturas, que possam concorrer à CMA!”.

Para além disso considera “desolador ver o aproveitamento e a promoção do slogan de campanha (ou não) do PS de Abrantes, ‘A união faz Abrantes’, nas páginas institucionais do Facebook, tanto da Câmara como de algumas juntas do PS, esperando assim, que não seja mais do que uma coincidência”.

José Moreno é o presidente da concelhia do PSD de Abrantes. Foto: DR

Abordando alguns temas referidos na intervenção comemorativa de dois anos de mandato, e reconhecendo “o papel fundamental da autarquia na cedência dos 600 computadores e dos ‘hot-spots’, o PSD local “refere ser “uma falha grave do governo socialista, que até sobe nas sondagens, mas que não cumpre, e a quem o presidente e o candidato não pede satisfações e não exige uma resposta clara e eficaz!”.

Relembra ainda no mesmo comunicado “a falta de rede em muitas localidades/freguesias, que condicionam, o teletrabalho, as aulas ‘on line’, que demonstra duas realidades bem distintas no mesmo concelho”, e questiona “o que tem sido feito junto dos operadores e da tutela ministerial”.

Já sobre finanças, o PSD relembra o presidente que “não se pode esquecer que as contas do município devem ser vistas de forma consolidada, e por isso, não reconhecemos a si e ao seu executivo, rigor e boas contas, quando tem empresas participadas, nomeadamente, a ‘Tagusvalley’ com resultados líquidos negativos à talvez uma década”.

E diz que “o comum abrantino, não sabe, nem se apercebe dos milhões injetados nesta empresa, apenas para garantir alguns empregos, e para efetuar apresentações públicas mais pomposas, sendo sim, necessário o PS de Abrantes, o presidente e candidato Manuel Valamatos, demonstrar a eficiência dos dinheiros públicos aplicadas nesta entidade”.

Por último, sendo o setor do turismo e dos mais fustigados pela pandemia, questiona sobre o planeamento do presidente e candidato, relativamente ao “regresso deste setor no nosso concelho, no pós pandemia, já para a reabertura da economia em abril e para o Verão? De que forma irá auxiliar os nossos restaurantes, cafés, empresas de atividades turísticas? Existe algum plano de recuperação para o setor do turismo no nosso concelho? Existem de ações concertadas entre os empresários e o município?”, questiona.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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