- Publicidade -

Terça-feira, Janeiro 25, 2022
- Publicidade -

Abrantes | PS rejeita recomendação do PSD por “uma AM mais interventiva” no contexto da covid-19

A maioria do Partido Socialista (PS) chumbou uma proposta de recomendação da bancada do Partido Social Democrata (PSD) na Assembleia Municipal de Abrantes denominada “Por uma Assembleia Municipal de Abrantes mais interventiva, colaborante e participativa no superar da crise”, proposta apresentada no dia 19 de junho no contexto da pandemia de covid-19.

- Publicidade -

Na proposta o PSD defendia que a Assembleia Municipal recomendasse ao Executivo Camarário que semanalmente  “forneça dados e informação à Assembleia Municipal sobre os casos mais prementes e preocupantes dos efeitos perniciosos da pandemia, seja ao nível de saúde pública, seja em termos económicos e sociais, incluindo as respostas que o Executivo Camarário deu ou planeia dar a esses casos”.

E, mensalmente, que “elabore um relatório com as atividades, diligências e decisões do Executivo Camarário referentes a matérias concernentes à pandemia e aos seus efeitos no nosso Município, sejam de saúde pública ou económico-sociais, incluindo, naturalmente, todas as situações preocupantes e que merecem a atenção dos órgãos municipais”.

- Publicidade -

Também trimestralmente, propunha o PSD que o executivo “elabore um relatório que expresse os efeitos laborais, empresariais, sociais e económicos da pandemia no nosso Município” e “forneça essa informação ao presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Abrantes, que também é o presidente do órgão deliberativo, devendo este encaminhar esses relatórios, dados e informações para os grupos municipais, para o eleito do MIFRM e para os presidentes de junta”, tendo solicitado ainda que esses relatórios, dados e informações sejam disponibilizados no sítio online do Município de Abrantes, de modo a que qualquer cidadão os possa consultar”.

No contexto da pandemia de covid-19 e “sem prejuízo dos diversos aspetos positivos na atuação do Executivo Camarário em resposta a esta crise, há sempre espaço para melhorar e aspetos para corrigir”, consideram os eleitos pelo PSD, reconhecendo que “os responsáveis políticos do Município e das Freguesias nunca antes se depararam com um cenário como o atual, procurando cumprir com o exercício das suas funções e, ao mesmo tempo, garantir a resposta aos efeitos de saúde pública e aos traumas sociais e económicos emergentes da pandemia”.

- Publicidade -

Defendem para a Assembleia Municipal “um papel bastante mais interventivo e participativo, procurando dar ideias, sugestões e aprovar moções e recomendações que possam contribuir para uma resposta mais eficiente e eficaz aos já referidos efeitos da pandemia”.

De igual modo, “precisa de estar mais atenta ao que é feito pelo Executivo Camarário, garantindo o seu papel de órgão fiscalizador, para que eventuais erros possam ser corrigidos e para que não ocorram abusos de qualquer ordem, ainda que derivados das mais positivas intenções”, explicou o deputado municipal social democrata, João Salvador Fernandes.

Assembleia Municipal de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Em suma, “findo o Estado de Emergência e estando-se em fase de progressivo desconfinamento, e dentro dos limites do possível, a normalidade institucional tem de ser reposta e os eleitos da Assembleia Municipal de Abrantes têm de dar um contributo adicional no desempenho dos seus mandatos para garantir, neste contexto inquietante e injusto, um presente e um futuro melhores para os munícipes”.

Para o grupo municipal do PSD os “dados e informações não podem apenas cingir-se ao número de infetados pela covid-19, bem como ao número de internados, mortos e recuperados”.

Em resposta, o presidente da União de Freguesias de Abrantes e Alferrarede, Bruno Tomás, falando pela bancada do PS, disse que os socialistas aprovam propostas de recomendação “quando acreditamos que são possíveis de ser executadas. Era mais fácil para nós passarmos esta responsabilidade para a Câmara e aprovarmos” a recomendação, mas “não dá para passarmos batatas quentes quando não dá para arrefecê-las”.

Bruno Tomás referiu que “os dados que não são públicos não têm acesso por algum motivo. Eu bem sei a luta que os meus colegas presidentes de junta tiveram para ter acesso a dados, por exemplo, de doentes com covid-19 especificamente nas nossas freguesias. É-nos negado pela DGS! Número de desempregados e o impacto económico: nem o Instituto do Emprego e Formação Profissional nem o INE conseguem ter a rapidez para sustentar estes relatórios, e como a bancada do PS não é cínica naquilo que aprova, aprova as questões com responsabilidade, naquilo que, em sua análise, o Executivo consegue colocar em prática, por isso votamos contra. É impossível compilar estes dados!”, afirmou.

A recomendação acabou rejeitada pela maioria PS, com duas abstenções da Coligação Democrática Unitária (CDU) e do presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos com os votos favoráveis do PSD, do Bloco de Esquerda (BE) e do presidente da Junta de Freguesia de Aldeia do Mato e Souto.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

- Publicidade -
- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Faça o seu comentário, por favor!
O seu nome