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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Abrantes: Projetos de reabilitação urbana de 7,2 milhões de euros vão iniciar

A recuperação do Convento de São Domingos e do edifício Carneiro, bem como o parque de estacionamento no Vale da Fontinha e a criação de um parque intergeracional em Vale de Rãs são alguns do projetos de regeneração urbana que a autarquia vai iniciar ainda este ano.

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O anúncio foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, durante a reunião do executivo camarário que se realizou esta terça-feira, dia 1 de março, dando conta do ponto de situação em que se encontra a candidatura que a autarquia apresentou a fundos comunitários do Portugal 2020 na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro no âmbito do PEDUA – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a regeneração urbana.

A candidatura inicial da autarquia rondava os 14 milhões de euros mas, com o chumbo de alguns projeto nesta primeira fase, “o que vamos conseguir contratualizar, caso seja aprovado porque é um processo ainda em negociação”, salienta a autarca, “são seis milhões de euros de fundos comunitários que correspondem a um investimento de 7,2 milhões de euros”.

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“Estamos a negociar com a CCDR Centro, que está a fazer a gestão do Portugal 2020, para a região Centro. Nós tivemos oportunidade de apresentar uma candidatura no âmbito da regeneração urbana para fazer face àquilo que nos parece prioritário no sentido de revitalizar o centro histórico. O programa que saiu e que permitiu criar a candidatura prevê três prioridades de investimento: mobilidade; a regeneração do edificado e depois a sinalização e intervenção urbana em áreas cujas comunidades estejam em exclusão”, explicou Maria do Céu Albuquerque.

“O que apresentámos na altura foi um conjunto de intervenções no âmbito da mobilidade para melhorar os acessos ao centro histórico, nomeadamente o acesso ao Vale da Fontinha, o nó do antigo mercado e também o acesso ao Colégio de Fátima que será o futuro centro escolar e também apresentámos alguns investimentos para eixos pedonais no centro histórico e uma parte significativa para criar o parque de estacionamento, que servirá também para mercados e feiras, no Vale da Fontinha. Foi-nos dito relativamente a esta prioridade de investimento que não é considerado elegível qualquer intervenção seja em arruamentos maiores ou mais pequenos, e que a única consideração é para podermos retirar dos centros históricos trânsito. E portanto aquilo que vamos conseguir aprovar, porque ainda não está aprovado, está apenas negociado, foi a inclusão do parque de estacionamento do Vale da Fontinha sendo certo que servirá de bolsa de estacionamento a todo o centro histórico porque tencionamos que o Abusa passe naquele espaço e a partir daí leve as pessoas para o centro histórico”, esclareceu a autarca.

No Vale da Fontinha, numa primeira fase vai ser construído o parque de estacionamento e posteriormente será alvo de candidatura para se fazer o nó viário de acesso a este local (Foto: mediotejo.net)
No Vale da Fontinha, numa primeira fase vai ser construído o parque de estacionamento e posteriormente será alvo de candidatura para se fazer o nó viário de acesso a este local (Foto: Arquivo do mediotejo.net)

“A autarquia apresentou candidatura a projetos num total de 14 milhões de euros, com um fundo (FEDER) de quase 12 milhões de euros, mas foram eliminadas as operações no âmbito do trânsito, ou seja, o nó de acesso ao Vale da Fontinha, nó do antigo mercado e acesso ao novo centro escolar não serão elegíveis nesta candidatura”, explicou a autarca durante a reunião de Câmara, dizendo ainda que “foram 4 milhões de euros que nos retiraram do fundo”.

No âmbito da segunda prioridade de investimento, que diz respeito à revitalização/regeneração do edificado, “aqui conseguimos colocar a recuperação do Convento de São Domingos para instalar o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA), conseguimos colocar a recuperação do edifício Carneiro para a instalação do Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida, conseguimos também colocar uma verba para a melhoria e ampliação da galeria municipal Quartel e conseguimos ainda com estes montantes patrocinar um fundo imobiliário que vai ser criado para toda a região Centro para que possamos recuperar algum património municipal como por exemplo o antigo edifício da polícia, na Rua Grande, a antiga Pensão que está na praça da Câmara e algumas pequenas habitações que estão contíguas a um dos edifícios da Câmara nesta praça”, explicou maria do Céu Albuquerque. “Com isso, esta prioridade de investimento que é a de recuperar edificado para colocar ao serviço de projetos, sejam de índole cultural ou destinados à habitação, fica concluída”, disse.

No que diz respeito à terceira prioridade de investimento, que implica trabalhar com comunidades desfavorecidas, “apresentámos e conseguimos, numa primeira fase, a instalação de um parque intergeracional onde está hoje uma construção não acabada e que está embargada há muitos anos pela Câmara”, em Vale de Rãs.

“É isto que está numa primeira fase e aquilo que estamos a conseguir para que possamos avançar rapidamente. É nossa intenção chegarmos ao verão praticamente com estes projetos todos em concurso público”, salientou Maria do Céu Albuquerque.

Para uma segunda fase de candidaturas a fundos comunitárias ficam os projetos de intervenção na Igreja de S. João, com um investimento previsto de cerca de 200 mil euros, bem como a intervenção de recuperação do Cineteato São Pedro, com um investimento estimado de cerca de 1 milhão de euros, bem como a recuperação do Jardim do Castelo e a segunda fase do projeto de Vale de Rãs e do Vale da Fontinha.

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou ainda esta terça-feira, dia 1 de março, em reunião de executivo camarário, os procedimentos para que seja em breve lançado o concurso público referente à empreitada de construção da Unidade de Saúde Familiar de Rossio ao Sul do Tejo, num investimento de cerca de 350 mil euros.

Com um prazo de execução de 210 dias, a Unidade de Saúde Familiar do Rossio vai nascer no edifício do antigo mercado, sendo que o financiamento para a obra já está assegurado, referiu Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara de Abrantes.

“Este é um financiamento já garantido uma vez que está incluído no Investimento Territorial Integrado, está contratualizado e este investimento está no mapeamento na área da saúde e é para avançar rapidamente”, salientou a autarca aos jornalistas.

Entrou no mundo do jornalismo há cerca de 13 anos pelo gosto de informar o público sobre o que acontece e dar a conhecer histórias e projetos interessantes. Acredita numa sociedade informada e com valores. Tem 35 anos, já plantou uma árvore e tem três filhos. Só lhe falta escrever um livro.

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