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Sexta-feira, Janeiro 21, 2022
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Abrantes | Primeiro-ministro diz que transição energética é possível “sem deixar ninguém para trás” (c/ vídeo e áudio)

O primeiro-ministro esteve esta terça-feira em Abrantes para dizer que o encerramento da Central Termoelétrica do Pego é um exemplo que dá “confiança” de que a transição energética é possível “sem deixar ninguém para trás”.

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António Costa quis estar em Abrantes no dia que marca o fim do uso do carvão em Portugal como fonte de produção de energia, com o fecho da Central do Pego, tendo a seu lado o Ministro do Ambiente e Ação Climática, Pedro Matos Fernandes, e a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, bem como a presidente da Comunidade Intermuncipal do Médio Tejo, Anabela Freitas, e o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Valamatos.

O governo apresentou as medidas de antecipação do Fundo para a Transição Energética que visam compensar os trabalhadores e o território do Médio Tejo pelo encerramento desta unidade. “Não vale a pena ter a ilusão de que a transição energética, tal como a transição digital, não é um enorme desafio para o conjunto da sociedade, para os territórios, para as empresas e para os trabalhadores”, disse.

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Para António Costa, para a transição ser bem-sucedida não pode ter só bons resultados ambientais, mas “precisa também ser justa e ser inclusiva, não deixando ninguém para trás”, realçando o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses com a empresa, com os sindicatos e com a Câmara Municipal de Abrantes.

ÁUDIO | Intervenção integral do primeiro-ministro, António Costa

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Além do “ganho ambiental”, com a “redução efetiva nas emissões de CO2” ao tornar Portugal num “país carvão zero na produção de eletricidade”, Costa salientou a criação de condições para assegurar a inclusão dos trabalhadores no processo de transição e o surgimento de novas atividades económicas no território.

Em particular, destacou o facto de estar já em funcionamento um gabinete do Instituto do Emprego e Formação Profissional para desenvolver programas de formação, reconversão e apoio ao emprego dos trabalhadores afetados, que, disse, “têm naturalmente o direito e o Estado tem o dever de assegurar que não ficam para trás com a descontinuidade da produção de eletricidade a partir do carvão”.

Sobre novos investimentos, realçou o lançamento, hoje, do concurso para o financiamento “da diversificação das atividades económicas nesta região”, com o objetivo de atrair “novas empresas que gerem novos produtos ou novos serviços, que aumentem a riqueza do território e criem novas oportunidades de emprego”.

Por outro lado, lembrou que, com o encerramento da unidade a carvão da Tejo Energia, há um ponto de injeção de energia que “ficou livre”, estando aberto um novo concurso para que se possam instalar novas centrais de produção, a partir de fontes renováveis.

“Com isto asseguramos uma última garantia, que é fundamental para o conjunto do país, que é o da segurança energética”, afirmou.

 

O primeiro-ministro garante que, ao deixar de ter eletricidade produzida por carvão, o país não enfrenta “um perigo” de ter quebras de produção de energia, que continuará a ser suficiente e produzida a partir de novas fontes amigas do ambiente, garantindo “a menor dependência de Portugal de carvão, que é importado”, e valorizando os recursos próprios do país.

Lembrando que Portugal foi “o primeiro país do mundo”, a assumir, em 2016, em Marraquexe, o objetivo da neutralidade de carbono em 2050, Costa salientou que, só o encerramento das duas centrais a carvão de Sines e do Pego, significa o cumprimento de 10 por cento desse caminho, sendo, por isso, “um marco histórico”.

“Nós poderemos mesmo ser neutros em 2050”, afirmou, frisando que o maior esforço vai ser feito nesta década, até 2030, data fixada para o país passar de 50% da eletricidade que consome produzida por fontes renováveis para 80%.

“Nós sabíamos que era ambicioso, mas quando ouvimos a reguladora do setor de eletricidade dizer que com grande probabilidade vamos conseguir alcançar esta meta, não em 2030, mas antecipá-la para cinco anos mais cedo, para 2025, isto é a prova que as metas são ambiciosas mas temos capacidade de as alcançar e de cumprir”, declarou.

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Agência de Notícias de Portugal

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