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Sábado, Janeiro 22, 2022
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Abrantes | Pressão na água da escada passa peixe foi regulada e espécies começam a transpor açude (c/AUDIO)

A pressão da água na escada passa peixe do açude insuflável de Abrantes foi regulada pelos serviços da Câmara Municipal e os milhares de peixes ali retidos já recomeçaram a subir o rio Tejo para montante. A informação foi avançada pelo vice-presidente da autarquia ao mediotejo.net, tendo referido que o problema detetado assentava, por um lado, num “desregulamento do sistema automático de regulação do caudal devido a um ato de vandalismo”, o que originou pressão excessiva da água sendo impeditiva da subida do peixe, e, por outro lado, “devido ao baixo caudal” do rio.

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“Devido ao vandalismo que ocorreu, o sistema automático que faz a gestão do caudal dentro da escada passa peixe encontrava-se danificado e foi isso que impediu que o peixe pudesse subir, aliado à falta de caudal porque verificámos no local que a água não está a passar por cima dos insufláveis, o que quer dizer que há mais água a sair do que a entrar naquela plano de água”, disse João Caseiro Gomes.

Uma grande quantidade de peixes, sobretudo fataças [tainhas], foi filmada na quarta-feira a tentar subir o rio Tejo e ultrapassar o açude insuflável em Abrantes, sem sucesso, ficando os cardumes retidos junto ao paredão. O ambientalista Arlindo Consolado Marques filmou e divulgou publicamente a situação, tendo afirmado que a mesma deveria estar ligada a algum problema técnico ou de obstrução na escada passa peixe porque “o peixe entrava no buraco mas era imediatamente projetado para trás”, devido à força da pressão da água.

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No sábado, ao final do dia, o vice presidente da autarquia deu conta da resolução do problema: “tivemos de fazer as afinações [da pressão do caudal na escada passa peixe] no sistema do açude e já pudemos verificar que o peixe está todo a subir [o rio]”. Segundo fez notar João Gomes, a transposição da totalidade do peixe ali retido para montante “vai demorar alguns dias”, tendo observado que “quanto mais peixe sobe mais peixe entra” na escada passa peixe para prosseguir o normal curso do ciclo de arribação.

“Mas agora a situação está normalizada e iremos continuar a monitorizar [o evoluir do processo] nos próximos dias”, assegurou.

Escada passa peixes no açude insuflável de Abrantes. Foto: mediotejo.net
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Na quarta-feira, questionado sobre qual a possível origem do problema, o ambientalista Arlindo Marques afastou o baixo caudal ou a qualidade das águas, que considerou “aceitáveis”, como estando na origem do problema, tendo apontado para alguma “obstrução” na passagem, como um tronco ou algo similar, ou eventual problema técnico na escada passa peixe, situação que a autarquia rejeitou, numa primeira instância.

No sábado, ao final do dia, já era possível ver no local os peixes a subirem a escada passa peixe, assim como eram visíveis os milhares de peixes que ainda estavam do lado de baixo do açude a tentar seguir o seu curso normal para montante. Junto ao açude e à escada passa peixe, sem redes ou barreira proibitiva de entrada, estavam no local alguns populares. Por outro lado, com os cardumes ali retidos, foi também possível avistar vários pescadores a pescar à cana a poucos metros do açude.

Ambientalista alertou na quarta-feira para milhares de peixes que estavam retidos junto ao açude de Abrantes. Foto: Arlindo Consolado Marques

A Câmara de Abrantes prometeu reforçar a vigilância no local e, recentemente, aprovou uma adenda ao protocolo existente com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes (AHBVA) para ser esta instituição a assegurar a monitorização das câmaras de vigilâncias instaladas junto ao açude insuflável de Abrantes.

Em 2016, a autarquia já havia imputado a atos de vandalismo dois rombos na borracha do açude insuflável, tendo a obra sido iniciada a 30 de julho de 2018 num investimento que ultrapassou os 350 mil euros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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