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Abrantes | Praia Fluvial de Aldeia do Mato galardoada com ‘Qualidade Ouro’ da Quercus

A Praia Fluvial de Aldeia do Mato, no concelho de Abrantes, conquistou o galardão “Qualidade de Ouro”, sendo uma das 381 praias nacionais, mais seis que em 2019 com a entrada de mais cinco da subregião do Médio Tejo, num total de 13, que a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza incluiu na lista de 2020.

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De acordo com os critérios definidos em 2019, para receber a classificação de “Praia com Qualidade de Ouro”, a água balnear tem de respeitar os seguintes critérios: Qualidade da água excelente nas últimas cinco épocas balneares de 2015 a 2019; todas as análises realizadas na última época balnear (2019) deverão ter apresentado resultados melhores que os valores definidos para o percentil 95 do anexo I da Diretiva relativa às águas balneares; na última época balnear (2019), não poderá ter ocorrido qualquer tipo de ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia.

A informação utilizada nesta avaliação é pública oficial disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente, tendo apenas em consideração as análises efetuadas nos laboratórios das diferentes Administrações Regionais Hidrográficas.

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Bandeira de praia com “Qualidade de Ouro” da Quercus. Créditos: DR

Para chegar à Praia Fluvial de Aldeia do Mato,  pela A23 é o melhor caminho, Basta sair em Montalvo e seguir em direcção a Castelo de Bode. Passa por Martinchel e no primeiro cruzamento vira à direita no sentido oposto à barragem. Corta à esquerda na placa que diz Aldeia do Mato onde vai encontrar uma das principais atrações turísticas da região.

A praia fluvial da união de freguesias de Aldeia do Mato e Souto é mais que uma piscina fluvial na Albufeira de Castelo de Bode com vigilância e nadador salvador. Vale pelas óptimas condições que oferece para atividades de recreio e lazer mas principalmente pela beleza natural da envolvente. Ainda que o cenário tenha alterado após os incêndios que fustigaram aquela zona em agosto de 2017, a natureza já se recompôs e uma paisagem deslumbrante pode ser observada não só da praia fluvial mas do miradouro da aldeia.

A praia possui um Parque Náutico que dispõe de infraestruturas de apoio como piscinas flutuantes, cais de acostagem, equipamento para a prática de desportos náuticos – é possível o aluguer de canoas, kayaks e gaivotas -, passeios de barco, balneários, instalações sanitárias, bar com esplanada, bungalows para descansar ou passar a noite, estacionamento grátis e um parque de merendas.

Há ainda a possibilidade de aventurar-se em actividades mais radicais como rapel, BTT, tiro com arco, slide, escalada, percursos pedestres ou passeios de Moto4.

Praia fluvial de Aldeia do Mato, em Abrantes, vai hastear este ano novamente a Bandeira Azul (Foto: mediotejo.net)

Reconhecida também em 2020, e pelo 10º ano consecutivo, com o galardão Bandeira Azul peca unicamente pelo estreito acesso rodoviário à praia, que em dias de grande afluência de banhistas complica a fluidez do trânsito.

O galardão Bandeira Azul tem como objetivo educar para o desenvolvimento sustentável em praias costeiras, fluviais e lacustre, portes de recreio e marinas e embarcações de recreio e ecoturísticas que se candidatem e cumpram um conjunto de critérios relacionados com Informação e Educação Ambiental, Qualidade da Água Balnear, Gestão Ambiental, Segurança e Serviços, Responsabilidade Social e Envolvimento Comunitário.

No presente contexto da pandemia de covid-19, a Quercus salienta que considera imprescindível, nesta época balnear, o cumprimento das regras sanitárias nas praias, delineadas pela Direção Geral da Saúde.

A Quercus apela assim aos portugueses que façam um atempado planeamento das suas deslocações às praias, no sentido de evitar acumulações no areal e nos acessos às zonas balneares, consultando para o efeito a aplicação móvel InfoPraia da Agência Portuguesa do Ambiente.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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