Quarta-feira, Fevereiro 24, 2021
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Abrantes | População de São Miguel protesta contra encerramento do posto de saúde

A primeira sessão de Assembleia Municipal de Abrantes de 2019, e com Manuel Jorge Valamatos na qualidade de presidente da Câmara de Abrantes, ficou marcada pela presença de munícipes de São Miguel do Rio Torto em protesto contra o encerramento do posto de saúde da localidade, depois da abertura da Unidade de Saúde Familiar em Rossio ao Sul do Tejo. O presidente explica que a decisão é da competência do Ministério da Saúde e prometeu uma reunião com o ACES do Médio Tejo dentro de uma semana.

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A primeira sessão de Assembleia Municipal em que Manuel Valamatos compareceu como presidente da Câmara de Abrantes ficou marcada pela presença de populares de São Miguel do Rio Torto em protesto pelo encerramento do posto de saúde, após a abertura da Unidade de Saúde Familiar (USF) em Rossio ao Sul do Tejo, no dia 1 de fevereiro.

Cerca de uma dúzia de munícipes, na maioria idosos, esperaram pelo final da sessão, no sentido de protestar, durante o período de intervenção do público, contra o encerramento do posto de saúde em São Miguel do Rio Torto.

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O cidadão Fernando António pediu a palavra por entender que “a retirada destes serviços é mais uma machadada no futuro da comunidade” de São Miguel do Rio Torto e solicitou ao Executivo “a inversão do encerramento do posto de saúde”. Também José Moreira lamentou e indignou-se com o encerramento do posto de saúde dando conta de “uma população maioritariamente idosa” sem condições financeiras para se deslocar à USF de Rossio ao Sul do Tejo de carro ou mesmo de transportes públicos.

Assembleia Municipal de Abrantes. O Executivo camarário liderado por Manuel Valamatos. Créditos: mediotejo.net

Em resposta, o novo presidente explicou que, por ter tomado posse há poucos dias, desconhecia as questões da saúde até por não fazerem parte dos seus pelouros. No entanto, esclareceu que a decisão de encerrar ou manter aberto o posto de saúde é da responsabilidade do Ministério da Saúde. “A organização dos médicos e dos enfermeiros não é da responsabilidade da Câmara Municipal”, insistiu Manuel Valamatos.

À população indignada o autarca garantiu que “durante a próxima semana ou na seguinte” iria marcar uma reunião com a presidente do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Sofia Theriaga, para se inteirar da situação e encontrar uma solução.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, Luís Alves, já havia afirmado que “em pelos menos três Assembleias de Freguesia alertámos a população para a possibilidade do encerramento do posto de saúde com a abertura da USF. Não houve qualquer movimentação. As pessoas sabiam que isto ia acontecer, inclusive foi levantada a hipótese de a Junta adquirir uma carrinha de nove lugares para transportar os utentes à USF”.

Com o encerramento, a alternativa para os utentes que necessitem de recorrer a serviços médicos é na nova USF, o que implica uma viagem de 6 quilómetros ida e volta, situação que o presidente considera ser “complicada”.

“Estamos a falar de uma população essencialmente idosa, com dificuldades de locomoção, com dificuldades cognitivas e que não sabe pedir o transporte a pedido”, apontou. Isto porque, a solução apresentada pela Câmara Municipal de Abrantes passa pelo projeto Transporte a Pedido, um serviço que, segundo a população, não vem dar resposta porque implica custos.

Também o Bloco de Esquerda, em comunicado emitido na semana passada, criticou o encerramento do posto de saúde de São Miguel. “Com esta abertura, a 30 de janeiro, foi colocado um aviso no posto de saúde de São Miguel informando que a partir de 2 de fevereiro os utentes seriam atendidos em Rossio ao Sul do Tejo, na futura USF. Os utentes foram “batendo com o nariz na porta” tal a rapidez do encerramento. Considero este processo muito pouco transparente e uma inqualificável falta de respeito para com a população”, afirmou o vereador Armindo Silveira.

Para Armindo Silveira, “o encerramento do posto de saúde de S. Miguel” é uma opção que considera “errada e altamente discriminatória, até tendo em conta as excelentes instalações físicas”, que “aumenta as assimetrias, as desigualdades, os encargos financeiros das famílias e diminui a possibilidade de investimento nestes territórios”. Também a deputada do BE, Joana Pascoal, durante a sessão da AM, antes do período da Ordem do Dia, falando sobre os Cuidados de Saúde Primários no concelho de Abrantes, criticou o encerramento do posto de saúde de São Miguel do Rio Torto.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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