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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Abrantes | Pico de afluência nas Urgências obrigou a desviar doentes para outros hospitais (c/ÁUDIO)

Um pico de afluência no Serviço de Urgências do hospital de Abrantes originou falta de espaço e limitação da capacidade de resposta dos profissionais e levou a que o CHMT tivesse de encaminhar doentes durante a madrugada de terça-feira para os hospitais de Tomar e Torres Novas, disse o presidente do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).

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“Esta madrugada tivemos a noite mais difícil dos últimos meses, com uma afluência de doentes à urgência e consequentemente uma limitação de capacidade de resposta por limitação de espaço e por profissionais insuficientes para a afluência que existia, nomeadamente para poder ter uma assistência com todos os níveis de segurança que são necessários”, disse Casimiro Ramos ao mediotejo.net, relativamente a uma situação que decorreu entre as 24:00 e as 08:00.

ÁUDIO | CASIMIRO RAMOS, PRESIDENTE CA DO CHMT:

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“Não havendo espaço, não há condições para haver mais doentes e efetivamente durante umas horas durante a noite tivemos de pedir ao CODU que encaminhasse os doentes para outras unidades hospitalares, nomeadamente os doentes em situação muito crítica e que não teríamos aqueles que são os nossos padrões de qualidade, tanto de segurança para os doentes como para os próprios profissionais”, afirmou o gestor, dando conta que a situação foi normalizada pela manhã desta terça-feira.

“Pela manhã a situação voltou à normalidade possível, com as altas que foram dadas aos doentes que já estavam em condição de receberem essa alta, e neste momento a situação está completamente normalizada, dentro das circunstâncias que continua a ter ainda muitos doentes na urgência”, acrescentou.

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Questionado sobre as origens deste “pico” de afluência nas Urgências de Abrantes, Casimiro Ramos disse que o mesmo deve-se a “vários fatores conjugados”, e que a situação esteve sempre normal nos outros hospitais do CHTM, EM Tomar e Torres Novas.

“São vários fatores conjugados, por um lado, em termos do que diz respeito ao covid, os números mantêm-se, temos 21-22-23-21, não é o que diz respeito propriamente à covid, é gripe sazonal, enfim, o típico mais ou menos desta época, entre as duas semanas finais do ano e as duas semanas iniciais do ano seguinte. A nível de Ortopedia não existe nenhum constrangimento de internamento, porque estamos a fazer intervenções de urgência em menos de 48 horas”, afirmou, dando conta que este problema sucedeu apenas em Abrantes.

“Sim, foi de facto só em Abrantes. Tomar e Torres Novas tiveram a sua atividade normal porque também não é aqui que é tratado o doente crítico”.

Questionado sobre se existiram dificuldades ao nível de recursos humanos presentes naquela noite em Abrantes, o gestor hospitalar disse que problemas “existiram e podem sempre existir porque”, notou, “aumentando o número de doentes a acolher são necessários mais enfermeiros, e neste momento estamos a tratar de ter a capacidade máxima possível de recursos humanos, nomeadamente enfermeiros, para garantir a capacidade máxima instalada de poder acolher”.

Casimiro Ramos deu ainda a sua perspetiva sobre se uma situação similar pode voltar a acontecer nas Urgências do hospital de Abrantes, tendo dado conta que tal poderá voltar a suceder, mediante os níveis de afluência que se venham a verificar, mas que tal será sempre pontual e temporário.

“Não depende de nós, se os episódios de Urgência continuarem em níveis muito elevados não podemos garantir que não possa acorrer mais uma vez ou outra – esperemos que de forma intermitente – porque caso contrário teremos de tomar outras medidas quer de abertura de outras enfermarias em detrimento daquilo que era a atividade programada que não queríamos interromper radicalmente para dar continuidade à diminuição de listas de espera e dificuldades que as pessoas tenham. Estamos em crer que durante estas 3-4 semanas haverá um dia ou outro com estes picos e estes constrangimentos mais temporários”, concluiu.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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