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Segunda-feira, Setembro 27, 2021

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Abrantes | “Pensar na centralidade” para o próximo centenário

Abrantes poderá chegar aos “9 mil habitantes” no fim do próximo centenário, questionou-se na plateia? Combater as estatísticas demográficas para o concelho, nos próximos 100 anos, foi uma das abordagens referidas em vários momentos pelas intervenções do público diante do panorama actual apresentado no âmbito de um debate conduzido por Alves Jana sobre “Pensar a Centralidade”. Estava dado o mote para a sessão de discussão.

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António de Carvalho, um cidadão de Abrantes, especificou os benefícios estruturais que a cidade possui, entre eles, o fácil acesso as auto-estradas, a proximidade de Lisboa e as indústrias presentes no concelho, “do setor primário ao terciário”. Reconheceu também que há mão-de-obra qualificada, mas que se deve pensar numa política para a “fixação desse potencial humano”.

A centralidade, no caminho de ferro para os comboios de carga, como suporte e base militar, na cultura industrial e pela navegabilidade do rio Tejo faz parte do passado de Abrantes, porém houve um “desinvestimento” em algumas dessas áreas. A maneira da exposição do mote, “Abrantes, pensar na centralidade”, foi “provocativa”, intencionalmente, para gerar um certo “desconforto” nos cidadãos que ali estavam, afirmou o doutor em filosofia José Alves Jana, professor universitário aposentado, condutor da sessão.

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Luís Dias, um dos cidadãos presente na Biblioteca António Botto na noite da pretérita quinta-feira dia 08 de junho, mencionou o projeto da contrução de uma ponte entre Abrantes e o Tramagal que segundo ele já existe “há 50 anos” no papel e até o momento não foi construída. Alves Jana na consolidação de algumas das intervenções realizadas, explicou que as pessoas são muito importantes, porém é preciso haver “interação” entre elas.

É preciso “olhar para os números com seriedade”, foi a declaração de um interveniente que disse ter ficado “feliz” quando viu nos slides apresentados pelo professor a análise de “SWOT”, uma análise utilizada para detectar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que tem como principal objetivo o poder ser usado como base para gestão e planeamentos estratégicos. “Os números não são falaciosos”, vincou.

As opiniões divergiram em vários momentos, assim como foram congruentes potencializando o desejo de todos: fazer a centralidade de Abrantes acontecer. O que quis fazer Alves Jana foi “desconstruir a centralidade” como um fator apenas geográfico, levando em conta apenas aquilo que é de responsabilidade de cada participante da sociedade civil realizar. Ficou dado o mote para o pensamento e a reflexão continuar dentro de cada um…

 

 

 

 

Vinicius Alevato, 30 anos, estudante de comunicação, está a aprender a
observar uma região com o olhar atento aos factos. Acredita no
jornalismo de proximidade e na importância de servir as pessoas através
da boa informação.

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