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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Abrantes | Pedidos de replantação de eucaliptos aprovados por maioria

A Câmara de Abrantes aprovou na última reunião de executivo os pedidos de replantação de eucaliptos em várias freguesias do concelho, com os votos favoráveis da maioria PS, o voto contra do BE e a abstenção do eleito do PSD. O pedido de replantação de pinheiros-mansos e sobreiros, por sua vez, mereceu o voto favorável de todos os eleitos.

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Os despachos do presidente da Câmara que aprovaram a emissão de parecer favorável relativo aos pedidos de autorização prévia para ações de (re)arborização apresentados ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) por vários requerentes, foram sustentados após análise e parecer técnico favorável do Gabinete Técnico Florestal da autarquia, estando os pedidos em conformidade legal e não havendo motivo para o seu não deferimento, disse Manuel Jorge Valamatos (PS).

O autarca lembrou que, no entanto, “já houve pedidos indeferidos” em Abrantes “por estarem em desconformidade com os regulamentos”, tendo manifestado ainda a sua satisfação por terem sido aprovados nesta sessão pedidos de replantação não só de eucaliptos  como também de outras espécies, como pinheiros-mansos e sobreiros, importantes para a “harmonia” da floresta e do mundo rural.

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O vereador do BE, Armindo Silveira, votou contra a rearborização de eucaliptos, tendo justificado a sua posição em declaração do voto e afirmado que, “no projeto da Sociedade Agricola Sanguinheira de Codes, parte da rearborização é em área classificada no PDM do Concelho de Abrantes como de montado” o que, no entender do eleito bloquista, “mereceria parecer desfavorável se o executivo PS acompanhasse as nossa preocupações inerentes à monocultura do eucalipto”.

A replantação de eucaliptos foi aprovada pela maioria PS, sendo agora o parecer da autarquia remetido ao ICNF. Em causa estão áreas de 15,9 hectares de eucalipto-comum em Sanguinheira/Bemposta, de 18,3 hectares na zona do Castanho e outras/Tramagal, 4,2 hectares em Aranhas/Bemposta, e 13 hectares em Casal da Galhoufa/UF de Alvega e Concavada e em Mouriscas, espaço geográfico que também vai uma replantação de pinheiro-manso de 0,8 hectares. Uma replantação de 1,3 hectares de sobreiro, por sua vez, teve luz verde para avançar em Salvador/Pego.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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