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Abrantes | Peça de teatro ‘Não Kahlo’ sobe ao palco da Escola Dr. Manuel Fernandes

A peça de teatro ‘Não Kahlo’ chega ao auditório da Escola Secundária Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, esta sexta-feira, 29 de março, às 21h30.

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‘Não Kahlo’ é um espetáculo performativo, uma criação da D. Mona Produções. Estreado em maio de 2018, em Lisboa, o espetáculo que chega agora a Abrantes propõe uma abordagem pluriartística liderada por mulheres, reivindicando um espaço de reflexão e experimentação artísticas, passando pela performance, as artes plásticas, a dança contemporânea, a arte literária, a etnografia ou o audiovisual, partindo da vida, obra e sonhos da pintora mexicana Frida Kahlo.

‘Não Khalo’ apresenta-se também como um projeto emergente no qual as limitações são convertidas em abordagens estéticas, porque é preciso dizer rosa em vez de dizer ideia, numa estratégia poético-performativa de bricolage cultural, inversão de categorias histórico-sociais e nomadismo artístico.

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O texto, da autoria da atriz Mónica Kahlo e da antropóloga e investigadora Sílvia Raposo, responsáveis também pela encenação, resulta num espetáculo que dialoga ainda com o universo de ‘Alice no País das Maravilhas’, recriando Alice não como uma sucessão de eventos, mas como uma história que mergulha no universo surrealista, do realismo mágico latino-americano, biográfico e artístico de Frida Kahlo.

D. Mona nasceu em agosto de 2017 e assume-se enquanto cooperativa pluriartística liderada por mulheres (é preciso muita força para parir um tigre). O projeto foi criado por Mónica Kahloe e por Sílvia Raposo.

Os bilhetes encontram-se à venda no Ticketline ou Welcome Center (posto de turismo de Abrantes) por quatro euros.

 

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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