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Quarta-feira, Agosto 4, 2021

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Abrantes | Passeio pela cidade com Botto e outros poetas locais

O Grupo de Teatro Palha de Abrantes celebra duas décadas de vida este mês e um dos pontos altos do programa chega no sábado, dia 23, com uma performance poética em diversos locais da cidade. António Botto é o convidado especial no dia em que se partilha bolo de aniversário, mas não ficam esquecidos outros nomes que fazem a poesia andar pelo concelho. Helena Bandos partilhou pormenores desta iniciativa que também inclui dança e música. Porque não apenas apenas teatro? A resposta da fundadora e diretora artística do grupo é simples: “o teatro é tudo”.

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A preparação para a estreia nas estreias em palco começou em março de 1998, mas a data oficial da primeira entrada em cena do Grupo de Teatro Palha de Abrantes (GTPA) é o dia 21 de junho. Passaram-se duas décadas e as vinte velas são sopradas às 17h00 deste sábado na Praça Barão da Batalha com quem quiser aparecer, incluindo o público que aplaudiu o GTPA no passado e aqueles que o irão aplaudir no futuro.

Podiam ter-se ficado pelo ato simbólico. No entanto, decidiram que o convidado especial das comemorações seria António Botto e o poeta, escritor, dramaturgo e tradutor estará presente. Vai cantar os “Parabéns”, depois de participar nas diversas iniciativas que foram pensadas para homenagear esta figura de relevo nascida na Concavada, 101 anos antes do GTPA, e os outros poetas do concelho que chegaram ao mundo entretanto.

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“Abrantes é uma terra de poetas” que devem “ser dados a conhecer à população”, acrescenta Helena Bandos, começando pelo que empresta o nome à biblioteca municipal. A performance poética tem início neste local, às 15h00, com “Botto Revisitado” e é o “próprio” quem se apresenta uma vez que “muitos abrantinos ouvem falar dele, mas não o conhecem”. Uma partilha sobre a sua vida e, claro, a obra da qual serão lidos alguns poemas.

O GTPA já trouxe António Botto à cidade nas comemorações dos 120 anos do poeta, em 2017. Foto: mediotejo.net

Feitas as apresentações, António Botto sai para as ruas do Centro Histórico onde tem encontro marcado às 15h30 com outros poetas abrantinos. Por ali, vão andar as suas palavras acompanhadas pelas de José-Alberto Marques, Nelson Carvalho e Rosa Barralé, entre outros, que se cruzam com os transeuntes durante os “Poetas d’Abrantes”. Se o vento soprar, de preferência sem ser para anunciar chuva, irá levá-las até à Praça Barão da Batalha.

Já dissemos que aqui se cantam os “Parabéns” pelas 17h00, contudo, esta não é a única melodia que se faz ouvir pois meia-hora antes sente-se “António no Corpo” e “Botto na Voz”. Dois momentos em que as estrofes de António Botto ganham dose extra de poesia ao serem musicadas por Hugo Sampaio e dançadas por este e Sónia Lourenço. No último caso, dança-se o “Tango” ao som da voz de São Fonseca.

Poesia, música e dança. Diversas áreas artísticas reunidas ao longo da tarde em que o GTPA comemora o seu vigésimo aniversário. Porque não apenas teatro para assinalar a efeméride? Helena Bandos começa por referir que esta arte performativa “também tem a sua parte poética”, concluindo que “o teatro é tudo” pois “tem todas as valências da palavra, do movimento e da emoção”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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