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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Abrantes | Parques tecnológicos “fundamentais” para crescimento da Economia, Ana Lehmann

A Secretária de Estado da Indústria visitou o Tagusvalley – Parque Tecnológico do Vale do Tejo, no concelho de Abrantes, esta sexta-feira, 13 de abril. Ana Lehmann inteirou-se da atividade do Parque e em declarações ao mediotejo.net considerou os parques tecnológicos “fundamentais” para o desenvolvimento da Economia regional e nacional. A visita da secretária de Estado ocorreu a propósito de uma reunião com a direção da Tecparques, presidida pela autarca do município de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque.

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Na cidade de Abrantes, esta sexta-feira, 13 de abril, a secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, quis privilegiar a visita ao Tagusvalley para considerar uma “infraestrutura de excelência”, onde teve a oportunidade de observar “um conjunto diversificado de valências” nomeadamente a “muito interessante” FabLab ligada à indústria agroindustrial, representando a filosofia implementada pelo Governo, como “a modernização da indústria, a digitalização” da chamada indústria 4.0, que prioriza “espaços de experimentação, ligados à indústria do futuro”.

Ana Teresa Lehmann considerou igualmente “interessante” privilegiar a “inovação na tradição” referindo-se às indústrias tradicionais, como a agroindustrial, e aplicar-lhe “novas tecnologias e inovação no sentido de promover a sua competitividade e a internacionalização das nossas atividades”.

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Para a secretária de Estado da Indústria a existência de parques tecnológicos “é fundamental” para o crescimento da Economia quer nacional quer regional, na medida em que existem, por um lado, “instituições académicas, de ensino superior e de investigação de excelência” e por outro lado “empresas de grande potencial que precisam da inovação das universidades, de politécnicos” e de outros centros”.

A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann e Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes

No caso do Tagusvalley verificou “uma excelente parceria” entre as entidades regionais e o Parque, sendo indispensável para “o interface das empresas do Município e da região com a produção de conhecimento” apontando nomeadamente o Instituto Politécnico de Tomar para “uma fertilização cruzada que precisa destes espaços de convergência. Absolutamente centrais para potenciar esta relação”.

Questionada sobre o financiamento governamental e comunitário para os parques tecnológicos Ana Lehmann disse ser “desejável assegurar um conjunto de oportunidades de financiamento”. Contudo, no âmbito do programa Interface encontra-se disponível um conjunto de apoios governamentais virados para essa realidade, garantindo o empenho do Governo em futuros financiamentos, dando como exemplo a indústria 4.0.

“Uma das áreas que privilegiamos são os espaços de experimentação” e a esse nível o Governo encontra-se a “desenhar alguns instrumentos no âmbito dos sistemas de incentivos que já existem”. Observou a disponibilização em 2017 e 2018 “de cerca de 720 milhões de euros de apoios à inovação produtiva e no empreendedorismo qualificado que se orientam sobretudo para financiar empresas”.

A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, Maria do Céu Albuquerque e Pedro Saraiva, diretor Executivo do Tagusvalley

No âmbito do Interface o Governo também tem previsto “um conjunto de apoios” no entanto, o atual quadro comunitário “do ponto de vista estrutural não tem tantos apoios como o anterior” admitiu Ana Lehmann. Segundo a secretária de Estado, outro tipo de apoios que podem ser importantes para infraestruturas desta natureza.

Para tal o Governo vai relançar o startup voucher para apoiar os empreendedores, os vales de incubação. “Está-se a fechar a reprogramação para apoiar mais uma nova geração desses apoios”, adiantou.

Também para o empreendedorismo no âmbito do programa Momentum, que vai ser relançado: “estamos a captar fundos de capital de risco no sentido de apoiar estas iniciativas”, adiantou.

Destinando-se às startups, brevemente “será lançado no mercado o Fundo 200M, 200 milhões de euros em que metade é assegurada por dinheiro público e a outra metade por privados, para apoiar o investimento nas empresas emergentes”.

Ana Lehmann reforça a ideia de ser a primeira vez que existe em Portugal “uma política estruturada de empreendedorismo”.

A secretária de Estado da Indústria, Ana Teresa Lehmann, Maria do Céu Albuquerque e Pedro Saraiva

Por seu lado, a presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, congratulou-se por um membro do Governo vir conhecer uma realidade de um território considerado do interior do País “apenas a uma hora e meia de Lisboa, com “um conjunto de oportunidades de investimento que não queremos deixar de aproveitar seja pela centralidade do nosso território, seja pelas potencialidades endógenas que apresenta”.

A autarca explicou que a visita teve o objetivo de “mostrar um território de gente muito capaz, como muito trabalho feito, nem sempre visível porque não temos a escala que outros têm”.

Na oportunidade, Maria do Céu Albuquerque manifestou “uma grande preocupação” tendo em conta que “as instituições públicas, nomeadamente as Câmaras Municipais não podem colocar verbas neste tipo de organização” por força de uma lei criada na legislatura anterior.

“Se alguma instituição como esta for sustentável nunca será no interior do País e se isso acontecer será nas áreas metropolitanas onde o negócio imobiliário tem um pendor muito grande”, defendeu.

Alunos da ESTA no Tagusvalley

No caso concreto do Tagusvalley, o apoio do Município considerou primordial. “Preocupa-nos criar condições para que este investimento público seja visto também como um fator indutor daquilo que é necessário para o desenvolvimento económico do nosso País e consequentemente criar condições de coesão territorial”, defendendo igualmente a constituição de “políticas no domínio da competitividade que sejam territorializadas”.

Ana Teresa Lehmann saiu do Tagusvalley “muito agradada” vendo um “potencial enorme a continuar na senda deste crescimento” augurando um bom futuro para o concelho de Abrantes. No Parque, a secretária de Estado inteirou-se da sua atividade: Incubadora; Inovlinea – centro transferência tecnologia alimentar e competências/projetos do Line – laboratório de inovação industrial e empresarial.

No Tagusvalley, com projeto iniciado no ano 2000 em Abrantes, ao longo dos últimos anos foram apoiadas 46 empresas, um volume de negócios acumulado de 34,3 milhões de euros, um total de 112 postos de trabalho criados, e uma taxa de sobrevivência dessas empresas na ordem dos 76%.

O Parque Tecnológico do Vale do Tejo, situado em Alferrarede, tem neste momento 32 empresas que germinam na sua incubadora de projetos empresariais.

Este Parque resulta da aposta da Câmara Municipal de Abrantes (em 2000) em estimular o empreendedorismo e a competitividade na Região, tendo por base a Inovação e a Tecnologia. Teve como parceiros no arranque deste projeto, de promoção do Vale do Tejo, a Associação Empresarial da Região de Santarém (NERSANT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT).

O Parque, espaço com 15 hectares, é propriedade do Município de Abrantes, e a sua gestão cabe, desde 7 de dezembro de 2004, à Associação sem fins lucrativos, como o mesmo nome.

Para a concretização da sua missão de dinamizar o empreendedorismo e a inovação na região do Médio Tejo, o Tagusvalley conta também, para além das entidades precursoras, com o Instituto Politécnico de Santarém e a Tejo Energia, como seus associados.

Visita ao Parque Tecnológico do Vale do Tejo, Tecnopolo de Abrantes

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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