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Terça-feira, Dezembro 7, 2021
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Abrantes | Panteão dos Almeida é inaugurado a 14 de junho, dia da cidade

O Panteão dos Almeida, na Igreja de Santa Maria do Castelo, vai ser inaugurado no dia da cidade, ou seja, a 14 de junho, anunciou o presidente da Câmara Municipal de Abrantes, tendo reiterado que as festas da cidade não se realizam este ano. O projeto de execução da Museografia e Arquitetura Expositiva está quase concluído e vai integrar a rede de museus de Abrantes.

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Além da inauguração do Panteão dos Almeida, também a 14 de junho será inaugurado, “de forma formal” o restauro na Igreja de São Vicente, classificada como monumento nacional. Uma intervenção de requalificação e preservação ao nível do património religioso.

Em reunião de executivo, o presidente da Câmara referiu que, com os festejos relativos à vitória no campeonato nacional de futebol por parte do Sporting, “percebemos que criou esta sensação de algum desequilibro em função àquilo que tinham sido às preocupação do País inteiro”, referindo-se a alguns eventos desportivos e culturais e aos alertas da Direção Geral da Saúde, para reforçar a decisão pela não realizar as festas de Abrantes.

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“Na verdade não vamos conseguir! […] É a defesa e a proteção da comunidade que deve estar em primeiro lugar e é isso que vamos fazer e esperar mais um ano para poder realizar as festas”, disse Manuel Jorge Valamatos (PS).

Projeto de ‘Museografia e Arquitetura Expositiva para o Panteão dos Almeida’, na Igreja de Santa Maria do Castelo, está quase pronto a ser inaugurado. Foto: CMA

No dia 14 de junho será assinalado o aniversário “da cidade, do concelho, vamos fazer as nossas cerimónias oficiais”, afirmou o presidente, indicando que “nos próximos dias” será apresentado o programa global. Avançou ainda que nesse dia “vamos inaugurar a Igreja de Santa Maria do Castelo, o Panteão dos Almeida, e também inaugurar de forma formal o restauro, as obras, as intervenções substanciais que fizemos na Igreja de São Vicente”.

ÁUDIO: MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES:

Em declarações ao mediotejo.net, Luís Dias, vereador da Cultura na Câmara de Abrantes, disse que o projeto em curso na Igreja de Santa Maria do Castelo, um monumento nacional integrado em plena fortaleza, está já na fase final de arquitetura expositiva e de narrativa museológica, projeto onde se pretende dignificar toda a estrutura tumular da família Almeida que está ali sepultada e de tudo o que respeito ao espírito de lugar daquela igreja.

O autarca lembrou que foi naquela igreja que decorreu um dos episódios mais marcantes da história de Portugal, com o Conselho de Guerra da Batalha de Aljubarrota, em 1385, onde D. João I e D. Nuno Álvares Pereira decidiram que iriam para o campo da batalha, em São Jorge, combater os espanhóis, e que foi ali que se fez o Conselho de Guerra num momento decisivo para a afirmação da independência de Portugal.

A obra de construção civil necessária para adaptar a Igreja à instalação da museografia rondou os 150 mil euros, sendo que a aquisição de sistemas cenográficos, tecnológicos e comunicacionais para a interpretação do Panteão implicaram um investimento na ordem dos 75 mil euros. Um projeto no âmbito da reabilitação do património religioso no concelho de Abrantes e do projeto cultural do Município.

A intervenção consistiu na construção de antecâmara em vidro no acesso principal, na colocação de estrutura em madeira pousada no pavimento para nivelação do espaço, colocação de painéis de vidro na estrutura de madeira, com iluminação LED, para suporte da informação, colocação de uma rampa para pessoas com mobilidade condicionada no acesso lateral poente e na criação de uma estrutura para colocação de peças na sala sul.

Interior da Igreja de S. Vicente, em Abrantes.. Foto: DR

Já a Igreja de S. Vicente, fundada primitivamente no ano de 1179 e hoje classificada como monumento nacional, foi alvo de restauro num investimento de 120.748,67 euros (+ IVA), que conta com apoios a 85% de fundos comunitários, sendo os restantes 15% divididos pela Câmara de Abrantes e DGPC.

Tratou-se de trabalhos de conservação e restauro de material pétreo artístico e madeira policromada e talha pertencentes a dois altares da nave lateral (lado Evangelho) e aos trabalhos de conservação e restauro da pintura mural existente nas abóbadas da nave lateral (Lado do Evangelho) e das capelas da cabeceira.

Para além dos restauros ocorreram também trabalhos de reparação, hidratação e pintura de caixilharias em madeira, maioritariamente, portas exteriores históricas e os trabalhos de caiação com integração de cor, em abóbadas pertencentes às naves laterais.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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