Abrantes | Pandemia trouxe formação de Oficiais ao RAME seis anos depois

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Créditos: mediotejo.net

Os soldados cadetes do 1º curso de Formação de Oficiais de 2020 do Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), prestaram juramento de bandeira na sexta-feira, 21 de agosto, no RAME, em Abrantes. Os 37 soldados, 23 homens e 14 mulheres, foram acompanhados por alguns familiares que, seguindo as regras de segurança sanitária devido à pandemia de covid-19, assistiram à cerimónia solene presidida pelo Tenente General António Martins Pereira.

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Desde 2014 que o Regimento de Apoio Militar de Emergência (RAME), em Abrantes, não recebia uma Formação de Oficiais. Na sexta-feira, 21 de agosto, juraram bandeira os 37 soldados cadetes do 1º curso de Formação de Oficiais de 2020.

“O Regimento de Apoio Militar de Emergência assumiu esta função por indicação do Comando das Forças Terrestres porque no âmbito das regras higieno-sanitárias decorrentes da covid-19 a Escola das Armas em Mafra não tinha condições de alojar todos os militares que estavam em curso – do quadro permanente, de regime de voluntariado e contrato”, explicou ao mediotejo.net o comandante do RAME.

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O Coronel de Infantaria Luís Barroso disse significar “uma oportunidade” acolhida pelo RAME “para o Regimento ter um curso de Formação de Oficiais e uma oportunidade para os instrutores do Regimento poderem lidar com este tipo de curso que é substancialmente diferente em termos de exigência e em termos de necessidade de preparação para atingir os objetivos da instrução que conduzem à categoria de Oficiais”.

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Créditos: mediotejo.net

Tratou-se, portanto, DE “uma condição extraordinária. Não sabemos para já se vamos receber ou não outro curso mas a manter-se as condições que orientaram esta solução é possível que os possamos receber. Mas isso depende do Comando do Exército”, acrescentou.

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Para o comandante do RAME “o curso correu muito bem. Tivemos meia dúzia de desistências” que considerou “normais. Dois [cadetes] arranjaram emprego e os outros por lhes terem atribuído uma especialidade que não era o que esperavam. Dois vão voltar a concorrer no curso de Formação de Oficiais que hoje mesmo acaba o prazo, quer dizer que a experiência foi boa”.

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Créditos: mediotejo.net

Para assistir à cerimónia, de Juramento de Bandeira, que iniciou às 08h00 com o içar da Bandeira Nacional, no RAME, em Abrantes, apenas alguns familiares devido às contingências decorrentes da atual pandemia que o País, e o mundo, atravessa.

Apesar disso, assistiu-se aos diversos momentos simbólicos que marcaram o final da formação, tendo um deles sido a imposição de condecorações.

Com a medalha de mérito militar segunda classe foi condecorado o Tenente Coronel de Material Joel Santos e o Tenente Coronel de Artilharia Sandro Geraldes.

A medalha de mérito militar destina-se a galardoar os militares que relevam excecionais qualidades e virtudes militares pela afirmação constante de elevados dotes de carácter, lealdade, abnegação, espírito de sacrifício, de obediência e de competência profissional.

Com a medalha de comportamento exemplar grau cobre o Segundo Sargento de Cavalaria Demetrio Prichepa.

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Créditos: mediotejo.net

Por sua vez, a medalha de comportamento exemplar é destinada a distinguir os militares que servem ao longo da sua carreira como exemplar conduta moral e disciplinar e comprovado espírito de lealdade.

Mereceu prémio de melhor classificação durante a instrução básica do 1º curso de Formação de Oficias 2020 o soldado cadete Miguel Sequeira, com a classificação final de 17.85 valores.

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Créditos: mediotejo.net

Chegou depois o momento alto da cerimónia solene, em que os soldados cadetes, após cinco semanas de formação, fizeram o seu juramento de bandeira, depois de enunciados os deveres militares pelo sargento pessoal da unidade, sargento-chefe do Serviço Geral do Exército, José Claro. A fórmula foi lida pelo segundo comandante do RAME, o Tenente Coronel de Infantaria, António Marques Ferreira.

Seguiu-se a alocução alusiva ao momento festivo pelo Tenente General António Martins Pereira. Dirigindo-se aos 37 soldados cadetes incorporados no RAME começou por considerar “um regimento especial por estar sobretudo devotado aos portugueses numa perspetiva das situações que em território nacional possam ocorrer e está permanentemente disponível para se acercar dos mais frágeis quando outras entidades, nomeadamente no âmbito da proteção civil ou em situações de catástrofe não consigam fazer face a essas situações”.

Por força das circunstâncias e do contexto pandémico no âmbito da covid-19 “impera a razão de segurança e de saúde de todos pelo que se torna fundamental cumprir com os condicionalismos determinados no plano de contingência covid do Exército e respetivas ordens parcelares com modelo menos presencial mas mantendo o significado e a relevância especifica deste ato de juramento ao qual o Exército e as Forças Armadas conferem especial destaque” sublinhou a alta entidade justificando que apesar da fase adiantada do ano ser este o 1º curso de Oficiais de 2020.

Cerimónia de Juramento de Bandeira do curso de Oficiais no RAME. Tenente General António Martins Pereira. Créditos: mediotejo.net

O Tenente General António Martins Pereira classificou o curso de “especial, não apenas pelo posto de Oficial mas pela evidência que este compromisso com o Exército é também uma opção de desenvolvimento pessoal e profissional que vocês abraçaram com grande coragem” disse falando nos valores da instituição como a disciplina, a lealdade, a honra, a disponibilidade permanente e a coragem. “A coesão é um fundamento importante para atingir o sucesso”, acrescentou.

Terminou a alocação lembrando que “o Exército assumiu ao longo dos últimos meses uma atitude de proteção, apoio e disponibilidade permanente perante o povo português no contexto pandémico em que vivemos. E socorreu e acorreu a todas as situações e solicitações que lhe foram colocadas com muito sacrifício dos camaradas que aqui desenvolveram essas tarefas”.

A cerimónia terminou depois do estandarte nacional ser recolhido pelas forças em parada.

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