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Sexta-feira, Setembro 17, 2021

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Abrantes | Oposição quer novas acessibilidades à Escola Dr. Manuel Fernandes

As dificuldades de acesso à Escola Dr. Manuel Fernandes, em Abrantes, sentidas diariamente pelos encarregados de educação que levam os filhos à escola no seu transporte particular, e as devidas acessibilidades para mitigar essa situação, voltaram à reunião de Câmara na passada terça-feira. O vereador eleito pelo Bloco de Esquerda quis saber se o executivo pretende avançar para uma solução que passe por novos acesso em vez do único existente.

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No arranque de mais um ano letivo, o vereador do BE, Armindo Silveira, lembrando que a Escola Dr. Manuel Fernandes tem um único acesso, quis saber se o executivo camarário pretende avançar para uma solução, indicando que para o BE “é urgente criar outro acesso a esta escola” sendo para o eleito uma “prioridade absoluta”.

“Todos sabemos o caos que se instala, a determinadas horas, por força de uma afluência excessiva de veículos ligeiros dos pais que vão levar o buscar os filhos” à Escola Dr. Manuel Fernandes, afirmou.

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Armindo Silveira manifestou-se preocupado “se um dia houver um qualquer acontecimento que obrigue a deslocar meios de socorro para a dita escola ou prédios adjacentes mas o acesso esteja bloqueado o que pode condicionar ou impedir o socorro”.

Falando em questões ambientais, o presidente da Câmara Municipal, Manuel Valamatos (PS), respondeu privilegiando a utilização dos transportes públicos.

Reunião de Câmara de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

“Não sei se precisamos de um novo acesso ou se precisamos de mudar a mentalidade dos pais” que levam à escola os filhos em veículos particulares, questionou também o presidente, lembrando que na época em que era estudante viajam de autocarro até ao liceu “40 ou 50 estudantes”, reconhecendo, no entanto, que as questões das acessibilidades na cidade, são uma preocupação do executivo.

Por seu lado, o vereador João Gomes (PS) explicou que no PUA (Plano de Urbanização de Abrantes) existem duas soluções, “uma que liga a Cidade Desportiva ao acesso à Escola Dr. Manuel Fernandes e outro ao Vale da Fontinha. São dois estudos, não são ainda projetos, uma circular à volta da cidade”, especificamente do centro histórico.

“Está previsto mas é um investimento de muitos milhões que necessita eventualmente de financiamento comunitário para que a câmara possa avançar”, deu conta o presidente, acrescentando que “mesmo com uma nova via temos de preparar e educar as pessoas para a utilização do transporte público”.

“O BE desinteressou-se em parte pelas questões do ambiente e o Partido Socialista tem olhado para as questões do ambiente como um elemento chave”, disse, dirigindo-se a Armindo Silveira.

O vereador do BE contrariou as declarações do presidente dizendo que no programa do seu partido “a primeira grande área é a emergência climática, a descarbonização da economia e a aposta na ferrovia e nos transportes”.

Mas para Manuel Valamatos é urgente “inverter a situação. Temos demasiados carros individuais e os transportes públicos vazios ou pouco utilizados”, considerou, falando na importância de tornar “sustentáveis” os transportes públicos.

Da parte do Partido Social Democrata (PSD), Rui Santos lembrou que o projeto de novas acessibilidades “está no PUA há muitos anos e também não é verdade que fazendo aquela acessibilidade vamos pôr em causa o ambiente. Não vamos pôr em causa as pessoas utilizarem mais ou menos os transportes públicos porque a cidade precisa de se expandir”, situação que só acontecerá com novas acessibilidades, defende.

“Apesar de custar milhões tem um dia de sair no papel. Não podemos continuar a dizer que temos projeto. Para quando?”, questionou Rui Santos.

O presidente da autarquia reiterou que as novas acessibilidades são uma preocupação do executivo tendo lembrado que “não se consegue fazer tudo em todo o lado ao mesmo tempo” e que o interesse da Câmara passa por “rentabilizar e otimizar as redes dos transportes públicos”.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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