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Domingo, Julho 25, 2021

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ABRANTES: Obras na ponte fazem desesperar condutores

Mário Jorge, vendedor do ramo farmacêutico, sente-se um pouco perdido nas filas do final da tarde. Já esteve à espera mas desistiu e voltou para trás. Foi dar a outra fila… e para a mesma ponte. Já leva 30 minutos no pára e arranca mas não vê saída: “O que é posso fazer? Pagar portagens é que não!”

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Ricardo Henriques, operador fabril, também está na fila para sair de Abrantes, descendo a colina em direção à ponte. “Durante certos períodos leva-se bem, espera-se 5 a 10 minutos. Agora, de manhã e ao final do dia é que é mais complicado…”, nota.
Questionado sobre os três meses que ainda faltam para a conclusão das obras, não hesita: “A falha de prazos e de orçamentos já vão sendo típicos em Portugal.”

A presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque, espera que o “tempo real de obras na ponte vá ser à mesma de 18 meses”. O tempo previsto era esse mas não foi contado “imediatamente a seguir à assinatura do contrato” pelo que “esta derrapagem deve-se a um hiato de tempo entre a assinatura do contrato e o início das obras”, explica.

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É uma obra “necessária”, mas que “causa grandes constrangimentos à população e às empresas, essencialmente durante a semana”, reconhece Maria do Céu Albuquerque. Todavia, “não há alternativa possível, tirando as pontes em Mouriscas e Constância”. Alternativa, isso sim, defende a autarca, é a construção de “uma nova ponte” na região, com ligação direta à A23.

As obras de requalificação da ponte rodoviária de Abrantes, que começaram em setembro de 2014 e que deveriam terminar no próximo dia 25 de novembro, vão prolongar-se até ao final de fevereiro de 2016. “Por forma a assegurar a manutenção das condições de integridade estrutural da ponte houve necessidade de prolongar temporalmente os trabalhos de execução das microestacas”, informou a Infraestruturas de Portugal.

O acordo para a reabilitação da ponte metálica de Abrantes sobre o Tejo, obra orçada em 2,9 milhões de euros, foi assinado pela Câmara de Abrantes e pela então Estradas de Portugal – atual Infraestruturas de Portugal – a 30 de janeiro de 2014. O auto de consignação da obra data de 2 de junho.
Desde fevereiro deste ano, e no âmbito da segunda fase de intervenção na ponte que liga Rossio ao Sul do Tejo a Abrantes, com uma extensão de 368 metros, a circulação a veículos pesados está interditada e o trânsito condicionado a uma faixa de rodagem para os veículos ligeiros, com circulação alternada e regulada por semáforos.
Este prolongamento dos trabalhos obriga também à manutenção dos atuais condicionamentos na ponte até final de fevereiro de 2016, nomeadamente no transporte público de passageiros, com uma circulação permitida até 20 toneladas, e para os peões, que podem andar apenas por um dos passeios da ponte.
A circulação é livre apenas para ambulâncias, bombeiros e forças de segurança em situação de emergência.
A intervenção, segundo a Infraestruturas de Portugal, surge em antecipação à previsível degradação da ponte, atualmente classificada com um estado de conservação de nível três (o nível cinco é o pior), e visa a melhoria das condições de segurança e de conforto dos utilizadores.

*Com Margarida Serôdio

Foto: Sandra Eunice Reis

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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