Abrantes | “O Pego das Bruxas”, ficção ou realidade?

Manuel Traquina Foto: mediotejo.net

“Um livro vale por si, não pelo que o apresentador diz do livro,
mas é preciso que se leia!”, Mário Pissarra

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Decorreu a 7 de abril, na Associação Palha de Abrantes, com casa cheia, a apresentação do mais recente livro de Manuel Soares Traquina, ‘O Pego das Bruxas’. Mário Pissarra, orador convidado, – formado em Teologia e Mestre em Filosofia, professor de várias gerações no Liceu de Abrantes – iniciou a sua intervenção exatamente com aquilo que entende esperar-se de um ‘orador’, no seu sentido exato: uma oração.

– Peço a todos os deuses, e aos presentes, que sejam propícios e que ‘O Pego das Bruxas’ tenha muito sucesso, seja bem recebido, muito lido e seja comprado.
Não sei se os deuses me ouvirão, mas os presentes podem satisfazer o meu pedido,
E o Sr. Manuel informa que não acrescenta nada ao preço se for autografado.

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No prólogo de ‘O Pego das Bruxas’ é feito o enquadramento da trama, decorrendo n’Um ambiente rústico, [com] uma jovem casadoira, um casamento de motivações duvidosas, um padre protector e cuidador dos comportamentos do seu rebanho, um médico, vítima do destino, ou de uma paixão exacerbada, uma aristocracia rural ultrapassada(…).

Mário Pissarra e Manuel Traquina  Foto: mediotejo.net

“Apesar de este ser um livro de um mundo que já não existe, não é um livro de memórias”, esclareceu Mário Pissarra. Aponta como característica da escrita do autor “um português escorreito, ao nível ortográfico, linguístico e gramatical” e ainda as influências de Eça, no entanto “sem estar preso a escolas ou academias”. No desenrolar da história “há uma polidez no trato entre as personagens” que faltará nos autores da atualidade, sendo a esses mais fácil recorrer a palavrões que a outro tipo de linguagem.

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O drama decorre numa localidade que existe mas que não tem esse nome, e os personagens existem ou existiram, apenas os nomes são outros. A história tem laivos de realidade entre as linhas da ficção. Tal como o próprio autor refere, “não há nada que já não tenha sido escrito”, citando Eça de Queirós. Vai ainda um pouco mais longe quando, parafraseando Toni Morrison com a máxima “se queres ler um livro que ainda não foi escrito, tens de o escrever”, refere que terá sido este um dos motivos que o levou a escrever: as histórias que queria ler.

Manuel Soares Traquina nasceu em São Simão, no concelho de Sardoal, e foi entre Sardoal, Abrantes e Santarém que fez o seu percurso escolar, tendo passado também pela Faculdade de Direito de Lisboa. A sua carreira profissional foi feita na banca comercial. Publicou vários artigos de opinião na imprensa regional e já editou dois livros: ‘Sortilégios’, em 2014, e ‘Desamores‘, em 2016. É pintor autodidata e os seus livros têm capas elaboradas com base em pinturas suas. No caso de ‘O Pego das Bruxas’, a obra intitula-se ‘Nostalgia’. Manuel Traquina, que se autointitula escriba, está já a preparar a edição dos próximos dois livros, ‘Elisa‘ e ‘O Último Capítulo‘.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Onde posso adquirir esse livro se for possível através de correio iniauem par Mndar a mora da e se possível eu paga lo a cobrança eu quero comprar sou natural de Abrantes e tenho vários amigos pegachos do meu tempo da escola industrial e comercial de abra tes.agradeço resposta

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