Abrantes | O melhor da doçaria nacional invade a cidade este fim de semana

Entre os dias 25 e 27 de outubro Abrantes torna-se a capital da doçaria portuguesa naquela que será a 18ª Feira Nacional de Doçaria Tradicional. A Feira traz à recém-reabilitada Esplanada 1º de Maio as iguarias de norte a sul do país e ilhas. Na tarde de domingo, último dia deste certame que celebra a doçaria conventual e tradicional portuguesa, está confirmada a emissão em direto do programa da TVI, Somos Portugal.

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O evento mais doce do ano, e onde a afamada Palha de Abrantes é rainha, comemora este ano a 18ª edição. Para esta celebração da doçaria portuguesa irão marcar presença as malassadas e bolos levedos dos Açores; o pão-de-ló de Margaride e o de Ovar; as brisas do Tâmega e queijadinhas de S. Gonçalo de Amarante; os ovos-moles de Aveiro; os pastéis de Tentúgal; as cornucópias de Alcobaça; os pastéis de feijão e o bombom de figo negro de Torres Novas; os queijinhos do céu de Constância; os coscoréis da Sertã; os rebuçados de ovo do Alto Alentejo e como não poderia faltar o bolo fidalgo, o pão de rala e a sericaia entre outras iguarias do Alentejo.

Nas novidades deste certame, surge o pastel do Curral, vindo da Madeira, e o regresso dos sabores da Serra da Gardunha, refletido nas compotas e licores, a par das Tigeladas, da Palha de Abrantes, das castanhas doces e das broas fervidas e de outros doces transversais ao território nacional, como são o pão de deus, o toucinho-do-céu, barriga de monge e de freira, cavacas, suspiros, broas, entre outros, juntam-se bolachas, licores, mel e derivados, marmeladas e compotas.

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À ementa estarão associadas várias atividades, como oficinas de doçaria, animação infantil, exposições, música e práticas desportivas associadas à temática. Aprender receitas tradicionais ou a inovar, utilizando produtos da região são os objetivos das oficinas de doçaria, que este ano se realizam no último andar do Mercado Diário de Abrantes.

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A primeira será no sábado, às 10h30, sobre as broas de batata-doce, da Pastelaria Palha de Abrantes. Pela tarde, às 16h00, a oficina será dada pela Escola EB 2,3/S de Mação. E, no domingo, a formação será dinamizada pela EPDRA – Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, às 10h30. Para mais informações deve consultar o site da Tagus.

Nos espetáculos musicais, esta edição, será dedicada à música tradicional portuguesa com a abertura da feira, no dia 25 de outubro, pelo grupo de Cavaquinhos do Orfeão de Abrantes. Nesse dia haverá, também, às 21h30, atuação do Cant’Abrantes. No sábado, dia 26, a noite será com os MONDA, um grupo que pegou nos tradicionais sons do Cante alentejano e harmonizou-os com as novas tendências musicais, aproximando-os das sonoridades universais da World Music.

Na tarde de domingo, último dia deste certame que celebra a doçaria conventual e tradicional portuguesa, está confirmada a emissão em direto do programa da TVI, Somos Portugal.

Nas atividades desportivas, haverá a Caminhada Night Urban “Os Palhinhas”, dinamizada pelo COA – Clube de Orientação e Aventura, que este ano irá acontecer mais cedo, pelas 19h30, de 26 de outubro. Já no dia seguinte pela manhã haverá mais uma edição do Passeio em BTT “Na rota da Palha de Abrantes”, pelos Branquinhos do Pedal. As inscrições devem ser feitas através dos contactos dos dinamizadores destas práticas.

A Feira Nacional de Doçaria Tradicional, organizada pelo Município de Abrantes, em colaboração com a Tagus – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, realiza-se desde 2002. O objetivo é valorizar a rica doçaria tradicional e conventual de todo o país, colocando os doces locais junto de outros ícones portugueses.

Esta receita tem-se afirmado a nível nacional e mexido com a atividade económica local, revelando-se uma oportunidade para atrair visitantes ao Centro Histórico de Abrantes.

Tigeladas de Abrantes

CONHEÇA AQUI O PRAOGRAMA:

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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