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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Abrantes | O lobo, o lince, o urso e o glutão vão estar no ParqueTEJO até maio

Nas histórias de encantar, lendas e contos tradicionais, são seres vivos conotados à maldade, ao perigo, à ferocidade. Na dita vida real, são animais cuja história se vai reescrevendo com o auxílio de biólogos e especialistas na matéria, que lutam para que não passem das vias para a extinção definitiva das espécies, desmistificando pensamentos negativos a elas associados. Falamos de animais carnívoros, concretamente o lobo, o lince ibérico, o urso pardo e o glutão, cujas identidades vão estar em exposição até dia 31 de maio no ParqueTEJO – Centro de Acolhimento e Interpretação do Tejo, situado na margem sul do Aquapolis, em Rossio ao Sul do Tejo. A entrada é gratuita e a exposição dirigida a todas as idades.

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São quatro as espécies de grandes carnívoros europeus que sofrem ameaças de extinção, como tal, esta pretende ser uma exposição formativa, que alerte para “a ecologia, biologia, a relação com o Homem e a desmistificação, os estudos da espécie e a importância do ecoturismo que permita o contacto com estas espécies e com as regiões onde existem”, explicou Sílvia Ribeiro, uma das responsáveis do Grupo Lobo, organização responsável pela dinamização desta ação.

Em declarações ao mediotejo.net, a mesma responsável frisou outra iniciativa a acontecer no início de março, uma “inauguração de uma grande exposição no Museu de História Natural e das Ciências de Lisboa (…) exposição de grande âmbito, com animais naturalizados, e com outro tipo de materiais”, referiu.

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Já Isabel Ambrósio, também membro da organização não-governamental, reconheceu que estas ações pretendem “dar a conhecer mais ainda os animais, e toda a sua biologia”, reforçando a necessidade de desmistificação do lobo enquanto animal conotado com certa negatividade.

“As histórias que todos conhecemos, desde a nossa infância, retratam sempre o lobo como sendo o mau da fita, felizmente hoje em dia já temos algumas histórias em que o lobo é retratado de outra forma, e isso também acaba por nos ajudar a desmistificar um bocadinho junto das escolas, da comunidade escolar”, disse Isabel Ambrósio.

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Dentro dos seus projetos, o Grupo Lobo engloba ainda o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, que fica situado em Mafra, contando com animais em cativeiro e que encerra em si as condições do habitat natural da espécie, permitindo que os visitantes possam ver o lobo “quase que em liberdade”, e esse centro tem ajudado a promover a imagem real da espécie junto do público em geral. “Ali as pessoas percebem que o lobo não nos vem atacar, tem medo do Homem, mesmo no espaço [do centro] tem receio”, salientou Isabel Ambrósio.

Na tarde desta sexta-feira, estiveram presentes alunos de 1º ciclo do concelho, de Tramagal e S. Miguel do Rio Torto, que além de explicações personalizadas junto dos vários cartazes com a identidade de cada um dos animais, puderam ainda assistir a vídeos e participar em atividades interativas, fazendo uso dos equipamentos do Centro de Acolhimento e Interpretação do Tejo. A inaugurar esteve presente a autarca Maria do Céu Albuquerque, bem como os vereadores do executivo municipal, Luís Dias, Manuel Valamatos e Celeste Simão, o presidente da Assembleia Municipal, António Mor, e também Luís Alves, presidente da União de Freguesias de S. Miguel e Rossio.

O Grupo Lobo é uma organização-não governamental, criada em 1993, e esta exposição ‘Coexistir com os grandes carnívoros: O Desafio e a Oportunidade’, insere-se no projeto LIFE MED-WOLF – Boas Práticas para a Conservação do Lobo em Regiões Mediterrânicas, iniciativa que se desenvolve em Itália, na Província de Grosseto, e em Portugal, nos distritos da Guarda e de Castelo Branco. O seu objetivo é diminuir o conflito entre a presença do lobo e as atividades humanas, em regiões rurais onde os hábitos culturais de coexistência se perderam. O MED-WOLF engloba organizações italianas e portuguesas de natureza agrícola e ambiental, entidades estatais e centros de investigação, num registo de colaboração.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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