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Segunda-feira, Junho 21, 2021

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Abrantes | O ângulo local do 180 Creative Camp

O que têm em comum Abrantes, política, cortiça, viagens, crianças e design? A criatividade que foi apresentada esta quarta-feira, dia 5, na Praça da República num dos momentos que diferenciam o 180 Creative Camp deste ano. Thomas Mandl juntou-se a Paulo Estrada, Carlos Bernardo, Lurdes Martins e Paulo Passos para mostrar aos participantes da quinta edição que se pode ser criativo a partir de qualquer sítio para chegar ao resto do mundo.

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O ângulo de 180º é raso e representa meia volta de um círculo. Se lhe juntarmos Abrantes e a criatividade, que permite desconstruir conceitos, a meia volta transforma-se em volta completa pelo território durante o 180 Creative Camp. A edição deste ano começou no passado dia 2 e trouxe ao concelho cerca de uma centena de pessoas (participantes e artistas) para momentos de debate, concertos, workshops, intervenções artísticas, sessões de cinema e passeios.

Paulo Estrada. Foto: mediotejo.net

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O formato deste ano une, pela primeira vez, as dimensões de Academia, Fábrica e Festival e entre as atividades realizadas até à data esteve a apresentação da originalidade do “camp”. Não a que é feita no local durante o evento, mas a dos criativos locais durante o resto do ano. Poderíamos chamar-lhe o “ângulo local” do 180 Creative Camp que Luís Fernandes, do Canal 180, carateriza de “momento especial” por estabelecer uma “conversa bilateral” entre quem chega e parte e quem está.

O diálogo estabeleceu-se esta quarta-feira junto da instalação artística “Origami”, de Javier Peña Ibáñez, inaugurada dois dias antes no Jardim da República. De um lado, 10 nacionalidades e diversos continentes representados. Do outro, Paulo Estrada, Carlos Bernardo, Lurdes Martins e Paulo Passos como embaixadores do concelho, aos quais se juntou Thomas Mandl, para provar que a criatividade não tem limites.

Carlos Bernardo. Foto: mediotejo.net

Em relação ao último, os limites da forma foram ultrapassados pelos ecos políticos gerados pelos posters e a t-shirt criados com a frase “Make China Great Again” durante a campanha eleitoral que viria a tornar Donald Trump o presidente dos Estados Unidos da América. A nível local, a criatividade foi moldada por Paulo Estrada na empresa Sofalca através do aglomerado de cortiça expandida e transformada por Carlos Bernardo nas histórias de viagens que partilha no seu blog “O meu escritório é lá fora”.

Fora do mundo virtual, na sede da associação Palha de Abrantes, Lurdes Martins orienta os abrantinos mais novos na criação de filmes de animação no âmbito do ANIMAIO. Trabalhos que aliam a pedagogia a diversas áreas artísticas e permitem a muitas crianças com menos de 10 anos de idade saber o que é um storyboard. Entre o mundo virtual e o real está o computador e esse faz parte do dia-a-dia de Paulo Passos que junta aos traços próprios do design gráfico os dos museus que cria em equipa e os do novo conceito de estúdio criativo no espaço Napperon.

Lurdes Martins. Foto: mediotejo.net

Os limites territoriais também perdem sentido pois todos ultrapassaram as fronteiras local, regional, nacional e internacional através de prémios, parcerias, visibilidade e feedback, entre outros. As causas apontadas para terem dado este salto são muitas e oscilam entre visão, fazer o que se gosta, ouvir, simplicidade ou possível sorte.

Cinco casos que acabaram por ir ao encontro das palavras de Luís Fernandes ao partilhar com o mediotejo.net no final das apresentações que o 180 Creative Camp pretende ser “um evento das pessoas” e afirmar-se enquanto “uma plataforma” que permita não só trabalhar no território, mas também assumir-se como elo entre o que se passa no território e fora dele.

Paulo Passos. Foto: mediotejo.net

Para o representante do Canal 180, entidade organizadora do 180 Creative Camp em parceria com a autarquia, o momento representa o “início de uma conversa” entre pessoas que têm “tanto de diferente como em comum”, acrescentando que o encontro gerado anualmente em Abrantes faz com que esta amálgama de experiências, nacionalidades, idades e formações resulte na construção de algo inovador e “valioso”.

O 180 Creative Camp termina este sábado com um dia de workshops orientados por Inês Nepomuceno & Moriz Oberberger e The Creator Class. As intervenções e obras artísticas desenvolvidas na última semana podem ser conhecidas durante o percurso feito no centro histórico da cidade, a partir das 18h00, com partida no Jardim da República. A despedida é feita no Skate Parque ao som do hip hop do Conjunto Corona, que ali atua pelas 22h00.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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