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Quinta-feira, Outubro 21, 2021

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Abrantes | Nova vespa Jocha 64 EVO 2 pronta para dar nas vistas no Campeonato Europeu

Dois anos após a sua construção, feita e pensada totalmente pelo mecânico construtor Jorge Chambel (Jocha), abrantino de gema, surge um modelo de vespa que promete dar que falar. Feita a partir de peças recicladas , vindas da oficina do seu conhecido Manuel Martins, e com a assinatura da Jocha Creations, prepara-se para entrar em testes de afinações nos dias 6 e 7 de outubro, no Circuito de Magny-Cours, em França.

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Uma coisa é certa: não vai ser difícil passar despercebida pela sua pintura fluorescente a destacar no preto do volante e no brilho metalizado do chassis. O mediotejo.net marcou presença na apresentação da “menina dos olhos” da Jocha 64, que ocorreu no Kartódromo de Abrantes a 7 de setembro.

Este projeto, que resulta de parceria com a equipa italiana Pinasco, é dotada de um chassis tubular, carenagens em fibra de vidro e 52 peças desenhadas e construídas no concelho de Abrantes por Jorge Chambel.

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O construtor disse ao mediotejo.net que, uma mota transformada com este tipo de calibre, exige “muita dedicação, carinho e muitas horas de trabalho” e ainda “muitos treinos e testes”, tendo já alguns upgrades, entre os quais uma peça que irá possibilitar o arrefecimento do disco da roda dianteira.

Jorge afirma, orgulhoso, que a 64 EVO 2 “nasceu de uma vara de tubo”, contando com “todo o apoio técnico da Pinasco, equipa de fábrica italiana que me forneceu todos os dados técnicos” e o resto, toda a mota em si, foi obra de Jocha “com a ajuda de alguns amigos”.

O abrantino lamenta que em Portugal este tipo de modalidade não vença, e recorda que “há mais de dez anos que não existem este tipo de provas na categoria de vespa”, algo que justifica as suas constantes idas a provas e campeonatos internacionais, nomeadamente a Espanha, caso da prova de resistência 24 Horas de Zuera, “a maior prova do mundo” com já cerca de 12 anos de existência e que conta com a representação de 13 países e mais de 65 equipas a competir, indicou, referindo que “em Portugal não está a funcionar”.

Jorge Chambel tinha como objetivo disputar o Campeonato Europeu e é isso que “finalmente” vai conseguir, assumiu. “Vamos partir com a ideia de ir a pódio, e a mota que temos neste momento está a nível do melhor que se faz em qualquer parte do mundo neste momento”, garantiu.

Foto: mediotejo.net

Além de construtor e mecânico, Jorge veste o equipamento e entra em pista na pele de piloto sempre que a necessidade aperta, ainda que deixe escapa com humildade e honestidade que “neste momento, como já não sou muito rápido, quando estamos a disputar, eu deixo a condução para os pilotos a sério”. Mas obviamente que, também faz “o seu gostinho” quando assim o entende, mas ponto assente é que, só experimenta a mota ou a conduz estando devidamente equipado, e prevenindo eventuais incidentes.

A equipa está motivada, e contará uma vez mais com o mourisquense João Oliveira como um dos pilotos da Jocha 64, que “devido à falta de apoios só conseguirá competir numa prova do Campeonato da Europa”. João está com a equipa desde início. Outros pilotos chegarão, que Jorge Chambel vai encontrando a nível internacional, estando para já confirmados cerca de “três ou quatro pilotos espanhóis e mais três italianos”.

João Oliveira, o piloto que acompanha a Jocha 64 desde início, durante as primeiras voltas de demonstração desta nova construção. Uma mota hábil, leve, e com um motor que poderá chegar aos 40 cv, sendo o de treinos de 18 cv. Foto: mediotejo.net

A equipa, fundada em Abrantes no ano 2006, está de olhos postos nos bons resultados a alcançar tanto no Campeonato Nacional de Velocidade, como no Campeonato de Resistência de Motos clássicas (classe vespa), querendo acrescentar novos títulos aos antes conseguidos, caso dos títulos de Campeã nacional de velocidade em 2007, Campeã nacional de resistência em: 2008, 2009, 2012. 2013 e Vice-campeã nacional em 2010.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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