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Segunda-feira, Dezembro 6, 2021
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Abrantes | Nova sede confere nova dinâmica a Grupo de Teatro Palha de Abrantes (C/VIDEO e FOTOS)

O Grupo de Teatro Palha de Abrantes (GTPA) inaugurou no sábado, dia 8 de junho, as suas novas instalações, que transitam do edifício Carneiro para a antiga Escola Primária de Alferrarede (Escola das Hortas). A mudança é encarada pela presidente, Helena Bandos, como uma oportunidade de dinamizar culturalmente a zona da nova sede, estendendo a sua influência cultural à zona do Tapadão, Chaínça e Alferrarede. Por outro lado, o GTPA quer dar aulas de formação teatral, captar novos atores para o grupo, e dar espetáculos regulares no novo espaço, para além de poder alargar a atividade a outras vertentes, como a dança.

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Em declarações ao mediotejo.net, Helena Bandos, presidente do Grupo de Teatro, disse estar satisfeita com a nova sede, tendo adiantado que o protocolo celebrado com a autarquia de Abrantes disponibiliza ao GTPA “duas salas amplas”, uma no rés-do-chão, e uma outra no 1º piso.

“A sala do 1º andar é só para espetáculos, tendo sido adaptada para o efeito. Comporta cerca de 50 pessoas mas poderá comportar mais, quando conseguirmos equipar o espaço com umas bancadas. O espaço no piso inferior é uma sala de trabalho polivalente”, adiantou a responsável pelo grupo cultural, que assinalou 20 anos em atividade contínua, deixando a sua sede no Edifício Carneiro, junto ao castelo de Abrantes, por este ir entrar em obras de requalificação para acolher o futuro Museu de Arte Contemporânea Charters de Almeida.

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O Grupo de Teatro Palha de Abrantes (GTPA) inaugurou no sábado, dia 8 de junho, as suas novas instalações, que transitam do edifício Carneiro para a antiga Escola Primária de Alferrarede (Escola das Hortas). Foto: mediotejo.net

O presidente da Câmara de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos (PS), marcou presença na cerimónia de inauguração da nova sede do grupo de teatro, tendo dado conta do seu agrado pelo espaço remodelado que encontrou, fruto das remodelações operadas pela junta de freguesia de Alferrarede e pelo grupo de teatro nas salas que lhe foram atribuídas, tendo feito notar, todavia, “mais importante que os espaços, são as pessoas”.

“Há todo um futuro à nossa frente e com novos cenários, de entendimento, de relacionamento e com inúmeras oportunidades”, referiu o autarca, dando conta de dois edifícios situados em zonas nobres e que vão ficar disponíveis em breve para instituições associativas terem a sua sede ou para trabalharem, reportando-se à Escola EB dos Quinchosos, junto ao castelo, e à Escola EB nº2 de Abrantes, junto ao Hotel de Turismo, quando entrar em funcionamento o novo Centro Escolar da cidade, que vai nascer naquele que foi o antigo Colégio de Fátima.

O presidente da CM Abrantes, Manuel Valamatos, falou da importância dos espaços físicos para as associações trabalharem e terem a sua sede, mas colocou a tónica na importância das pessoas. Foto: mediotejo.net

Manuel Valamatos falou da importância dos espaços físicos para as associações trabalharem e terem a sua sede, mas colocou a tónica na importância das pessoas e da dinâmica associativa concelhia.

“A parte física, como os museus, as galerias, etc, isso quase tudo existe. Nós precisamos das nossas pessoas muito ativas e muito motivadas para continuarem o seu trabalho porque se não, qualquer dia, temos muitas infraestruturas mas não temos ninguém lá dentro e eu estou muito mais preocupado é com as pessoas”, frisou o autarca, deixando votos de bom trabalho a toda a equipa do GTPA.

Na antiga sala de aulas, agora transformada em sala de espetáculos, forrada a negro e com iluminação específica, os projetores em meia luz davam o mote aos atores do GTPA que declamaram poesia de escritoras lusófonas, acompanhados à viola. Depois do tradicional corte da fita e da reinstalação oficial da instituição cultural, os copos uniram-se num brinde ao futuro, aos projetos e ao dinamismo do grupo de teatro Palha de Abrantes.

Nova sede confere nova dinâmica a Grupo de Teatro Palha de Abrantes. Foto: mediotejo.net

“Vamos fazer um esforço para que a comunidade possa ter aqui um espaço onde passar alguns serões. Eu sonho muito mas alguns deles ainda se concretizam”, notou Helena Bandos, mulher de artes e cultura para quem o sonho continua a comandar uma vida.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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