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Domingo, Maio 16, 2021

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Abrantes | Museu Ibérico de Arqueologia e Arte com inauguração prevista para o Dia da Cidade

Tal como o mediotejo.net já havia noticiado, a inauguração do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (MIAA) pode realmente acontecer no primeiro semestre de 2021, mais exatamente no Dia da Cidade de Abrantes, a 14 de junho. A data foi avançada pelo presidente da Câmara Municipal em recente reunião de executivo, em resposta a uma questão colocada pelo vereador eleito pelo BE, Armindo Silveira.

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Manuel Jorge Valamatos (PS) confirmou ser o Dia da Cidade a data escolhida para a inauguração do MIAA mas admitiu que o executivo “está num impasse” relativamente à inauguração do Museu. “Gostaríamos muito de fazer a inauguração do MIAA nas Festas de Abrantes. Foram dirigidos alguns convites, de forma mais ou menos formal, com a esperança de termos condições para nessa altura inaugurar o MIAA”, disse.

Armindo Silveira questionou o executivo do Partido Socialista sobre quem será o diretor do Museu e qual a equipa que o acompanha até pela “dimensão internacional” com que o MIAA foi apresentado. “Convém ter uma equipa que consiga cativar públicos e ter influência no mundo do turismo e da arte e possa ser ela própria uma mais valia” no Museu, disse o vereador.

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Além disso quis saber “se existe algum estudo de viabilidade económica e quais os dados mais relevantes tais como receitas, despesas e também estimativa de visitantes. Se não existe gostava de saber a razão da não realização do estudo” uma vez que “atualmente os grandes investimentos acabam por ter um estudo de viabilidade económica que possa abranger um certo público e trazer alguma consistência a este investimento, inclusive à sua manutenção, tendo em conta que Abrantes tem outros investimentos na área da Cultura que brevemente poderão estar concluídos”, acrescentou.

Por último, o eleito pelo BE questionou o executivo sobre a programação e a razão pela qual ainda não estar a ser divulgada. “Se a inauguração for como foi falado já deveria haver alguma informação sobre a programação, especialmente para o ano de 2021”.

Segundo o presidente Manuel Jorge Valamatos os trabalhos de musealização, após a conclusão da primeira fase de recuperação do Convento de S. Domingos em dezembro de 2020, “estão numa fase muito avançada, na fase de implementação da própria exposição. As coisas têm andado […] as nossas equipas têm feito um trabalho extraordinário de programação, de planificação do que vai ser a nossa ação. No tempo oportuno falaremos disso”.

Quanto aos estudos de viabilidade o autarca considera que o MIAA “encerra em si próprio esse pensamento. Tivemos uma auditoria da União Europeia que reconhece que o MIAA é um capitalizador de dinâmicas para a cidade muito importante e a própria União Europeia, todo o investimento que coloca no MIAA, não o faria se as questões da viabilidade estivessem postas em causa”, justificou.

A requalificação do Convento de S. Domingos para instalação do MIAA arrancou em janeiro de 2017. O contrato de empreitada da primeira fase da obra é de 3,1 milhões de euros e foi assinado no dia 25 de agosto de 2016 com a empresa Teixeira, Pinto & Soares, SA.

Recorda-se que a primeira fase de recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos deveria ficar concluída em 910 dias, cerca de dois anos e meio, ou seja, no mês de maio de 2019, se não existissem interrupções de trabalhos.

Após a interrupção da obra devido aos achados arqueológicos, a inauguração do novo museu MIAA deveria então acontecer no início de 2020, segundo perspetivou, em agosto de 2019, o presidente da Câmara, Manuel Jorge Valamatos.

O objeto do contrato de empreitada engloba a recuperação, remodelação e ampliação do Convento de S. Domingos para a instalação do MIAA, um equipamento que vai ocupar todos os espaços disponíveis atuais do antigo convento para áreas de exposições, permanentes e temporárias, onde ficará parte da coleção de arqueologia e arte municipal, o espólio de pintura contemporânea da pintora Maria Lucília Moita e a coleção arqueológica Estrada, propriedade da Fundação Ernesto Lourenço Estrada, Filhos.

São cerca de cinco mil as peças que integram as coleções da Fundação Estrada de ourivesaria ibérica, armaria e arte sacra dos séculos XVI a XVIII, além de coleções de numismática, arquitetura romana, medieval e moderna, relógios de várias épocas e uma exposição de arqueologia e história local.

A obra desenvolveu-se em 2 pisos, sendo intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 3.280 m2. No edifício que prolonga a ala norte do convento, e que se desenvolve num piso, será intervencionada uma área bruta de construção correspondente a 256 m2, e que servirá também para instalar os serviços indispensáveis ao funcionamento do Museu e Centro de investigação associado, da receção ao serviço educativo, uma área de armazém e diversas áreas técnicas.

O novo Museu Ibérico de Arqueologia e Arte, tem o projeto de arquitetura das instalações pelo Arquiteto Carrilho da Graça e o projeto museográfico pelo Professor Fernando António Batista Pereira.

A obra é apoiada em 85% com verbas dos fundos comunitários do Portugal 2020, no âmbito do PEDUA – Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Abrantes para a Regeneração Urbana.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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