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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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Abrantes | Museologia e nova edição da Zahara marcam Jornadas de História Local (c/áudio)

Desde 2003 que o Centro de Estudos de História Local de Abrantes (CEHLA) organiza ininterruptamente as Jornadas de História Local, exceção feita em 2020, devido à pandemia. Este ano, o Edifício Pirâmide, em Abrantes, acolheu, no dia 10 de dezembro, aquele que foi o retorno da iniciativa, para uma 18.ª edição especialmente dedicada à museologia. Dentro dum programa vasto, decorreu também a apresentação pública do n.º 38 da revista semestral “Zahara”.

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Depois daquele que foi um ano de interregno, as Jornadas de História Local superaram inclusive as expectativas, referiu ao nosso jornal José Martinho Gaspar, coordenador do CEHLA e diretor da revista Zahara, uma vez que se pensou que as pessoas desligassem um pouco do projeto. Mas o facto é que a casa esteve bastante composta com pessoas bastante interessadas e participativas, “que é o fundamental”, disse José Martinho Gaspar. 

A temática dos museus marcou a tónica do programa e foi inclusive responsável pelo pontapé de saída, com uma primeira comunicação a cargo de Margarida Moleiro, coordenadora da Rede de Museus do Médio Tejo, que enquadrou o papel que esta rede tem desempenhado, bem como os desafios que enfrenta.

Miguel Borges, presidente da Câmara de Sardoal, foi um dos intervenientes, falando sobre o projeto do Centro de Interpretação da Semana Santa. Foto: mediotejo.net
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Os museus e a museologia foram trazidos para a ordem do dia, tal como explicou José Martinho Gaspar, uma vez que estão a surgir vários museus e núcleos museológicos na região, tais como o museu Pequito Rebelo do Gavião, ou o Centro de Interpretação da Semana Santa em Sardoal mas também de museus que são já uma realidade, como é o caso do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA), recentemente inaugurado ou do Núcleo Museológico de Ortiga.

ÁUDIO | José Martinho Gaspar sobre as XVIII Jornadas de História Local:

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Até porque um dos objetivos da iniciativa “Jornadas da História Local” é também servir de montra do que se “vai fazendo por aí”, disse José Alves Jana numa das suas intervenções. Durante a manhã foram ainda apresentados os novos livros lançados dentro da área da história e do património pelos autores que estavam presentes, como Lurdes Vicente (A Casa da Minha Avó), Joaquim Candeias da Silva e José Martinho Gaspar (Liceu de Abrantes: 50 anos de uma escola para todos) ou João António (A Angustia das Azeitonas).

Antes do almoço e da continuação dos trabalhos durante a tarde, foi então apresentado o n.º 38 da “Zahara”, revista publicada semestralmente, que nunca falhou nenhum número e que se debruça sobre temas históricos, antropológicos, sociológicos e etnográficos de uma região de sete concelhos (Abrantes, Constância, Gavião, Mação, Sardoal, Vila de rei e Vila Nova da Barquinha), desde que numa perspetiva de passado.

As XVIII Jornadas de História Local contaram com a intervenção do vereador do município abrantino, Luís Dias, através de formato digital, uma vez que está de uma convalescença. Foto: mediotejo.net

Todos os artigos cujos autores estavam presentes foram brevemente apresentados, convidando a uma leitura atenta na posterioridade.

João António da Silva começou por dar a conhecer o seu artigo “A Fábrica das Malas do Sr. Pombo (em Mação), enquanto Teresa Aparício falou brevemente sobre “Modistas e Costureiras”, sobre as vivências de uma profissão em extinção.
 
Joaquim Candeias da Silva, colaborador em todas as edições desde a primeira falou sobre um processo da inquisição, que pretendeu também celebrar a efeméride dos 300 anos da extinção do Santo Ofício da Inquisição, e António Manuel Silva expôs resumidamente o seu artigo resultado da investigação sobre as igrejas matrizes de Cardigos.
 
ÁUDIO | José Martinho Gaspar, diretor da revista Zahara, sobre a sua nova edição

Vasco Marques, vereador do município de Mação, exibiu o artigo que fez em conjunto com Lurdes Vicente sobre o Centro Recreativo e Cultural de Queixoperra, pretendendo também homenagear as associações que se têm esforçado para contrariar a morte lenta das aldeias, conforme referiu o autarca maçaense.

Dentro ainda do associativismo, Joana Margarida Carvalho falou sobre o boletim informativo “O Riomoinhense”, uma publicação de Rio de Moinhos, onde são os jovens que escrevem artigos sobre as gentes da aldeia, fazem a publicação e a vendem porta a porta.

A iniciativa decorreu no Edifício Pirâmide, em Abrantes. Foto: mediotejo.net

Manuel Traquina discorreu sobre o núcleo museológico do Souto, criado por si próprio e que está instalado numa escola primária, onde estão expostos uma série de utensílios referente à antiga escola, e à vida da população. O autor afirmou ter mais objetos para expor solicitando mais espaço às entidades municipais. 

Mas são mais ainda os temas a descobrir nesta nova edição da revista Zahara, que conta com uma tiragem de 500 exemplares e que detém o preço de 5€ – valor que se mantém desde a sua primeira edição, em 2003, tal como relembrou o seu diretor.

Naquele que foi um programa “recheado de motivos de interesse”, conforme referiu o coordenador do CEHLA, durante a tarde foi ainda feita uma apresentação por António Acciaioli Campos (Rádio Amália), que foi premiado pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia) com o prémio trabalho jornalístico da Associação Portuguesa de Museologia.

Já o padre Francisco Valente falou sobre um inventário dos bens da igreja, enquanto Charlotte Weiss e Cristian Reis, conservadoras e restauradoras, falaram sobre este tema inerente às suas profissões. Leonel Mourato, falou sobre as Rotas de Mação e a defesa do património que elas fazem.

O programa terminou com uma visita ao Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes.

Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo. Ávido leitor, não dispensa no entanto um bom filme e um bom serão na companhia dos amigos.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde,
    gostaria de perguntar se é possível comprar edições antigas da revista Zahara. A minha esposa aperece numa edição de 2006 e eu gostava de comprar para guardar.
    Obrigado

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