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Abrantes | Município reforça apoio financeiro de canil intermunicipal

A Câmara Municipal de Abrantes aprovou na última reunião de Executivo, por unanimidade, um reforço do apoio financeiro anual, de 8400 euros para 2018, à Associação de Defesa dos Animais do Concelho de Abrantes (ADACA), entidade gestora do canil/gatil intermunicipal de Abrantes, Sardoal e Constância, para satisfação dos compromissos inerentes ao protocolo celebrado em abril de 2013. Aquele espaço alberga cerca de 170 animais.

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Ao montante aprovado, cerca do dobro do subsídio atribuído no ano anterior, para a satisfação dos compromissos inerentes ao protocolo celebrado em abril de 2013, entre os municípios de Abrantes, Constância e Sardoal acrescem as despesas mensais inerentes a vacinas, microchips e limpeza e manutenção do canil/gatil que se situa na zona industrial de Abrantes.

“O reforço financeiro acontece no âmbito da gestão diária do canil/gatil e apoio da necessidade de mais recursos humanos” explicou o vereador Manuel Valamatos (PS) ao mediotejo.net. Além disso, mensalmente, surgem outras despesas “com vacinação, materiais de limpeza e ‘chips’ para os animais errantes que vierem a ser adotados” uma vez que a missão da ADACA também passa por promover a adoção dos animais abandonados, referiu.

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O reforçar das verbas atribuídas à ADACA prende-se assim “quer com a quantidade de animais no canil/gatil quer com a própria dinâmica da Associação” acrescentou sublinhando que “a própria lei obriga a um esforço maior por parte da ADACA” sendo que a inicial expectativa de voluntariado “começa a desvanecer” embora admita a existência de “esforço” nesse âmbito da solidariedade.

E se a atividade da ADACA principiou alicerçada no trabalho voluntário “a partir de determinada altura obrigou-se a ter um profissional a tempo inteiro. Esse profissional é de todo insuficiente porque há sábados, domingos, férias e só através do voluntariado não se consegue dar as respostas profissionais que hoje um canil/gatil exige” garantiu.

Além da vacinação, da responsabilidade dos municípios, Manuel Valamatos considerou a ‘chipagem’, igualmente da responsabilidade dos municípios, e a esterilização obrigatória decorrente da própria lei “uma forma de dar alguma sustentabilidade ao próprio sistema” reconhecendo o trabalho “dedicado” da ADACA.

Este ano termina o período de transição para o fim do abate em canis e gatis, em que se torna obrigatório implementar medidas de combate à sobrepopulação de animais errantes, somando às leis que vieram reforçar um estatuto jurídico dos animais de companhia, e que incluem a promoção de campanhas de esterilização.

Dando conta que no canil intermunicipal de Abrantes, Sardoal e Constância a prática nunca passou pela “eutanásia” até por via da gestora ser uma Associação de Defesa dos Animais, a realidade é que com a nova lei a CMA, tal como os restantes municípios, irão suportar maiores custos, tendo em conta que são agora responsáveis durante os primeiros 15 dias pelos animais do canil/gatil. A partir daí “é a ADACA quem suporta os custos de cada cão e gato”, indicou o vereador.

Resultando num processo de adoção cada animal irá para o novo lar ‘chipado’ e vacinado, despesas essas igualmente contabilizadas e pagas pela autarquia.

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Paula Mourato
A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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